Pragas Virtuais
Malware, Phishing, Ransomware
Vírus, worm, trojan, ransomware, spyware, rootkit, botnet, fileless. Engenharia social: phishing, spear phishing, whaling, smishing, vishing, pharming, BEC. Ataques web (OWASP Top 10): SQL injection, XSS, CSRF. Ataques de senha: brute force, dictionary, rainbow table, credential stuffing. Lei 12.737/2012 (Carolina Dieckmann) e Lei 14.155/2021.
Sumário
A aula que mais aparece em concurso de qualquer cargo. Você precisa diferenciar tipos de malware (vírus × worm × trojan × ransomware) e variantes de phishing (spear, whaling, smishing, vishing, pharming, BEC). Aqui também aparecem ataques de senha e a tipificação penal brasileira.
- p. 04Conceito de malware e categoriasVírus × Worm × Trojan: as 3 distinções clássicas
- p. 08Tipos por funçãoSpyware, Adware, Rootkit, Backdoor, RAT, Bot, Fileless, Wiper, Cryptojacker
- p. 12Ransomware: o golpe da décadaWannaCry, Petya, NotPetya, LockBit, dupla extorsão
- p. 16Engenharia social e phishingPhishing, spear, whaling, smishing, vishing, pharming, BEC, baiting
- p. 20Ataques de rede e webDDoS, MITM, ARP/DNS spoof. SQL injection, XSS, CSRF (OWASP Top 10)
- p. 24Ataques de senhaBrute force, dictionary, rainbow table, credential stuffing, spraying
- p. 27Tipificação penal brasileiraLei 12.737/2012 (Carolina Dieckmann), Lei 14.155/2021. CP Arts. 154-A, 266, 298
- p. 30Mapa mental, revisão e questões comentadas10 questões fechando a aula
O que você vai aprender
Vírus precisa de hospedeiro e execução do usuário; infecta arquivos. Worm propaga sozinho pela rede (Morris 1988, ILOVEYOU 2000). Trojan (Cavalo de Troia) se disfarça de software legítimo, depende de execução voluntária pelo usuário, sem auto-replicação.
Spyware (espionagem, keylogger), Adware (anúncios), Rootkit (oculta presença, kernel-level), Backdoor (porta dos fundos), RAT (Remote Access Trojan), Bot (zumbi de botnet), Fileless (em memória), Cryptojacker (mina cripto), Wiper (destrói dados).
Cifra dados e exige resgate. Famílias: WannaCry (2017, EternalBlue), NotPetya (2017, wiper disfarçado), Ryuk, Conti, REvil, LockBit, BlackCat. Dupla extorsão: cifra + ameaça vazar.
Manipula pessoas. Phishing (e-mail em massa), Spear Phishing (alvo específico), Whaling (CEO), Smishing (SMS), Vishing (voz), Pharming (DNS), BEC (Business Email Compromise), Baiting (isca física), Pretexting, Tailgating, Quid pro quo.
DDoS (negação de serviço distribuída), MITM (Man-in-the-Middle), ARP poisoning, DNS spoofing, port scanning, sniffing, session hijacking.
SQL injection, XSS (Cross-Site Scripting), CSRF (Cross-Site Request Forgery), SSRF, RCE (Remote Code Execution), Path Traversal, Command Injection, Broken Access Control, Insecure Deserialization.
Brute force (todas combinações), dictionary (lista comum), rainbow table (hashes pré-calculados), credential stuffing (vazamento prévio), password spraying (poucas senhas em muitas contas), shoulder surfing.
Lei 12.737/2012 (Carolina Dieckmann): cria CP Art. 154-A (invasão de dispositivo). Lei 14.155/2021: aumenta penas. CP Arts. 266 (interrupção telecomunicações), 298 (falsificação), 313-A (inserção de dados falsos), Estelionato Eletrônico (171 §2-A).
Dica do Fuffu
Em prova, três pontos rendem 70%: 1) vírus × worm × trojan (3 distinções); 2) ransomware (cifra + extorsão); 3) phishing e variantes. Decora esses 3 grupos e fica acima da média.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 011 A trinca clássica do malware
O que é malware
O termo malware (malicious software) cobre qualquer software cujo objetivo é prejudicar o usuário, o sistema ou os dados. Embora popularmente todos os tipos sejam chamados de "vírus", a terminologia técnica distingue várias categorias com características próprias.
A distinção mais clássica e cobrada em prova é entre vírus, worm e trojan. Cada um se propaga de modo diferente.
Vírus
O vírus é o tipo mais antigo. Características:
- Precisa de hospedeiro: anexa-se a arquivo legítimo (executável, documento Office com macro, script).
- Exige execução do usuário: o vírus não roda sozinho. Só age quando o arquivo infectado é aberto.
- Propaga-se infectando outros arquivos: cada vez que executa, replica-se.
- Pode ser dormente: aguardar uma data, evento ou condição para ativar.
Subtipos:
- Vírus de arquivo: infecta executáveis .exe, .com.
- Vírus de boot: infecta o setor de inicialização do disco.
- Vírus de macro: infecta documentos Office com macros (.docm, .xlsm). Famoso no fim dos anos 1990.
- Vírus polimórfico: muda de assinatura a cada infecção, dificultando detecção.
- Vírus metamórfico: além de mudar assinatura, reescreve seu próprio código.
- Vírus stealth: esconde presença interceptando chamadas do sistema.
- Vírus residente: fica em memória.
Exemplos famosos: Brain (1986, primeiro vírus para PC), Michelangelo (1991), Concept (1995, primeiro vírus de macro), Melissa (1999).
Worm
O worm (verme) é mais autônomo. Características:
- Não precisa de hospedeiro: é um programa independente.
- Não exige execução voluntária: pode explorar vulnerabilidade de rede e se instalar sozinho.
- Propaga-se sozinho via rede: copia-se para outros sistemas conectados, sem ação do usuário.
- Pode causar congestionamento: a propagação massiva consome banda.
Exemplos famosos:
- Morris Worm (1988): primeiro worm a se espalhar na ARPANET, criado por Robert Tappan Morris. Derrubou ~10% da internet da época. Primeiro caso processado pelo CFAA dos EUA.
- ILOVEYOU (2000): worm filipino que se espalhou via e-mail. Causou USD 5,5 bilhões em prejuízo.
- Code Red (2001): explorava IIS.
- Nimda (2001).
- Blaster (2003) e Sasser (2004): exploravam vulnerabilidades do Windows.
- Conficker (2008): infectou ~9 milhões de máquinas.
- Stuxnet (2010): worm sofisticado, atribuído a EUA/Israel, mirava centrífugas nucleares iranianas.
- WannaCry (2017): híbrido (worm + ransomware), explorou EternalBlue.
Trojan (Cavalo de Troia)
O trojan ou cavalo de Troia se disfarça de software legítimo. Características:
- Aparenta ser benigno: jogo crackeado, "ativador", utilitário gratuito, ferramenta de remoção.
- Exige execução voluntária: o usuário baixa e abre, achando que é útil.
- NÃO se propaga sozinho: depende de distribuição (download, e-mail, USB).
- Pode entregar carga maliciosa: backdoor, RAT, ransomware, spyware, dropper.
Subtipos por carga útil (payload):
- Trojan Backdoor: abre porta dos fundos.
- Trojan Banker: rouba credenciais bancárias.
- Trojan Dropper: instala outro malware.
- Trojan Downloader: baixa malware adicional após executar.
- Trojan Spy: espionagem.
- Trojan Rootkit: combina com rootkit para esconder.
- Trojan RAT (Remote Access Trojan): controle remoto total. NjRAT, DarkComet, Quasar, Adwind.
Comparativo: a tabela do Cebraspe
| Característica | Vírus | Worm | Trojan |
|---|---|---|---|
| Precisa de hospedeiro? | Sim | Não | Não (é o software inteiro) |
| Exige execução do usuário? | Sim | Não (explora vulnerabilidade) | Sim |
| Propaga-se sozinho? | Não | Sim | Não |
| Disfarce | Anexado a arquivo | Programa autônomo | Aparenta legítimo |
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Em prova, banca cobra essa tabela. Decora: vírus precisa de hospedeiro + execução; worm é autônomo + propaga sozinho; trojan se disfarça + precisa de execução. Mnemônico: vírus = parasita; worm = explorador automático; trojan = ator. Em concurso federal, vai cair quase certo.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022 Outros tipos de malware
Spyware
O spyware espiona o usuário. Coleta informações (sites visitados, teclas digitadas, dados pessoais) e envia ao atacante. Subtipos:
- Keylogger: registra cada tecla digitada. Pode ser hardware (USB conectado) ou software.
- Screen Logger: tira capturas de tela em intervalos.
- Password Stealer: rouba credenciais salvas no navegador, FTP, e-mail.
- Tracking Cookie: cookie persistente que rastreia comportamento.
- Stalkerware: vendido como "controle parental"; usado em vigilância abusiva.
Adware
Software que exibe anúncios indesejados. Pode ser:
- Legítimo: software gratuito sustentado por anúncios (alguns games, freewares).
- Malicioso: instalado sem consentimento, redireciona busca, abre pop-ups, sequestra navegador (browser hijacker).
Quando combinado com tracking, vira PUA/PUP (Potentially Unwanted Application/Program).
Rootkit
O rootkit é o malware mais perigoso do ponto de vista técnico. Características:
- Esconde a própria presença: oculta processos, arquivos, conexões de rede dos antivírus e do usuário.
- Geralmente opera em nível de kernel: privilégios máximos.
- Mantém persistência: sobrevive a reinicializações, atualizações.
- Detecção difícil: precisa de ferramentas específicas, varredura de boot, análise forense.
Subtipos:
- Kernel-mode rootkit: opera no anel 0 do sistema.
- User-mode rootkit: opera em espaço de usuário (mais simples, menos perigoso).
- Bootkit: infecta o setor de boot ou MBR/UEFI.
- Firmware rootkit: infecta firmware (BIOS, UEFI, controladora SSD).
- Hypervisor rootkit: cria hypervisor abaixo do SO (Blue Pill).
Famosos: Stoned (1987), Sony BMG XCP (2005, escândalo da Sony), TDL/Alureon, Necurs.
Backdoor
Porta de fundo: acesso oculto ao sistema, sem passar pelos controles normais. Pode ser:
- Maliciosa: instalada por atacante para retornar.
- Inserida na fase de desenvolvimento: por funcionário interno (insider) ou em supply chain.
- Embutida em hardware: discutida em escândalos políticos.
RAT - Remote Access Trojan
Permite ao atacante controle remoto completo do sistema infectado. Funções típicas:
- Captura de tela, áudio, webcam.
- Keylogging.
- Roubo de arquivos.
- Execução de comandos remotos.
- Pivote para atacar outras máquinas da rede.
Famosos: Sub7 (1999), Back Orifice (1998), NjRAT, DarkComet, Quasar, Remcos, AsyncRAT.
Bot e Botnet
Um bot (zumbi) é uma máquina comprometida sob controle remoto. Vários bots formam uma botnet, comandada por um C2 (Command and Control). Botnets são alugadas no mercado negro para:
- Ataques DDoS (vimos rápido na aula 9; aprofundamos no módulo 5).
- Envio massivo de spam e phishing.
- Mineração de criptomoeda em escala.
- Cracking de senhas.
- Click fraud.
Famosas: Mirai (2016, IoT, derrubou Dyn DNS); Zeus, Emotet (desmantelada em 2021, ressuscitada), Trickbot, Necurs.
Fileless malware
Não usa arquivo no disco. Roda inteiramente em memória RAM, geralmente injetando código em processos legítimos (PowerShell, WMI, .NET). Vantagens para o atacante:
- Antivírus baseado em hash de arquivo não pega.
- Some ao reiniciar, mas pode ter mecanismo de persistência via registro/agendador.
- Difícil de fazer forense.
Em ascensão desde 2017. Combatido por EDR/comportamento, não por antivírus de assinatura.
Cryptojacker
Sequestra recursos da máquina para minerar criptomoeda (Bitcoin, Monero) em benefício do atacante. Sintomas: lentidão, alto uso de CPU/GPU, aquecimento. Pode ser via malware instalado ou via JavaScript no navegador (drive-by mining; Coinhive foi famoso, descontinuado em 2019).
Wiper
Destrói dados sem possibilidade de recuperação. Aparenta ransomware mas não há intenção de devolver. Casos famosos:
- Shamoon (2012): atingiu Saudi Aramco.
- NotPetya (2017): aparentava ransomware, era wiper. USD 10 bilhões em prejuízo.
- HermeticWiper, IsaacWiper, AcidRain (2022): direcionados à Ucrânia.
- Olympic Destroyer (2018): atacou as Olimpíadas de Inverno.
Logic bomb (bomba lógica)
Código malicioso que ativa em condição específica (data, ação, ausência de funcionário). Frequentemente inserido por insider rancoroso. Difícil detectar antes da ativação.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Cuidado com 3 confusões. Primeira: spyware ≠ adware. Spyware espiona; adware exibe anúncios. Segunda: RAT ≠ rootkit. RAT dá controle remoto; rootkit oculta presença (geralmente kernel-level). Terceira: fileless não significa "sem ataque"; significa "sem arquivo no disco". Vive em memória, ainda mais perigoso.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033 Ransomware: o golpe da década
O que é
O ransomware (do inglês "ransom" = resgate) é o malware que cifra os dados da vítima e exige resgate (geralmente em criptomoeda) para liberar a chave de decifragem. Ataca diretamente a disponibilidade dos dados (CIA Triad). É o tipo de ataque com maior crescimento nos últimos anos.
Como funciona
- Vetor inicial: phishing com anexo malicioso, exploração de vulnerabilidade, RDP exposto, vetor supply chain.
- Execução: o ransomware se instala.
- Movimento lateral: ataca outras máquinas da rede via SMB, AD, credenciais roubadas.
- Reconhecimento: identifica dados valiosos, backups, controle de domínio.
- Exfiltração (em ataques modernos): copia dados antes de cifrar (para dupla extorsão).
- Cifragem: cifra arquivos com algoritmos fortes (AES-256 + RSA-2048 ou ECC).
- Nota de resgate: deixa README ou wallpaper exigindo pagamento.
Modelos de extorsão
- Simples: cifra dados, pede pagamento pela chave.
- Dupla extorsão (double extortion): além de cifrar, ameaça publicar dados roubados. Atinge confidencialidade + disponibilidade. Padrão atual desde ~2019.
- Tripla extorsão: cifra + ameaça vazar + ataca clientes/parceiros da vítima.
- Quádrupla extorsão: + DDoS para pressionar.
RaaS - Ransomware as a Service
Modelo de "negócio" criminoso onde grupos desenvolvem o ransomware e licenciam para "afiliados" que executam os ataques, dividindo o lucro. Profissionalizou o cibercrime. Famílias RaaS: LockBit, REvil, Conti, BlackCat (ALPHV), DarkSide, Cl0p.
Famílias famosas
- CryptoLocker (2013): pioneiro do ransomware moderno.
- WannaCry (maio de 2017): híbrido worm + ransomware. Explorou EternalBlue (vulnerabilidade SMB vazada da NSA). Atingiu 200 mil máquinas em 150 países, incluindo NHS britânico, Telefônica.
- Petya / NotPetya (junho de 2017): NotPetya foi um wiper disfarçado de ransomware. Atingiu Maersk (USD 300 milhões em prejuízo), Merck, FedEx.
- Ryuk (2018-2019): mira hospitais e grandes empresas.
- Sodinokibi/REvil (2019): dupla extorsão. Atacou JBS (USD 11 milhões pagos), Kaseya, Colonial Pipeline (combustível na costa leste dos EUA).
- Conti (2020-2022): atacou Costa Rica em 2022, governo declarou emergência nacional. Vazou após apoiar a Rússia na guerra.
- LockBit: o mais ativo em 2023-2024.
- BlackCat (ALPHV): desenvolvido em Rust, multiplataforma.
- Cl0p: famoso por explorar vulnerabilidades de transferência (MOVEit, GoAnywhere).
Brasil sob ataque
- STJ (2020): ataque com RansomEXX paralisou operação por dias.
- Atento (2020): USD 1 bilhão em ações afetadas.
- JBS (2021): USD 11 milhões pagos.
- Casas pernambucanas, Lojas Renner, Eletrobras, Embraer: incidentes notórios.
Defesa contra ransomware
- Backup robusto e imutável (3-2-1-1-0): a defesa mais importante. Vimos na aula 10.
- Patches em dia: corrigir vulnerabilidades exploradas.
- MFA em todas as contas, especialmente RDP, VPN, e-mail.
- Segmentação de rede: limitar movimento lateral.
- EDR/XDR: detecta comportamento de ransomware (cifragem massiva).
- Bloqueio de macros do Office: vetor comum.
- Princípio do menor privilégio.
- Treinamento contra phishing.
- Plano de resposta a incidentes: testar.
- Cyber insurance: contrato adequado.
Pagar ou não pagar?
Quando ataca, o operador exige pagamento. Recomendação geral:
- Não pagar sempre que possível: paga financia novos ataques, sem garantia de receber chave funcional, riscos legais (em alguns países, pagar grupo sancionado é crime).
- Pode haver decryptor público (No More Ransom Project: nomoreransom.org).
- Restaurar do backup (se houver e estiver íntegro).
- Notificar autoridades (no Brasil: Polícia Federal, ANPD em caso de dado pessoal).
- Em caso de dado pessoal: comunicar incidente conforme LGPD (até 24 horas em casos graves).
Alerta do Examinador
Em prova, decore: WannaCry (2017) usou EternalBlue, hibridizou worm + ransomware. NotPetya foi wiper disfarçado. Dupla extorsão = cifra + ameaça vazar (atinge confidencialidade + disponibilidade). RaaS = modelo afiliado. A defesa central é backup imutável + EDR + MFA + segmentação.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044 O elo mais fraco: o humano
O que é engenharia social
A engenharia social é a manipulação psicológica para que a vítima execute ação ou divulgue informação. Ataca o peopleware (vimos na aula 02). Exploramos vieses cognitivos: medo, urgência, autoridade, reciprocidade, prova social, escassez (princípios de Cialdini).
É a técnica mais eficaz de ataque. Não importa quão forte seja a tecnologia se o usuário fornece a senha por telefone.
Phishing
O phishing (do inglês "fishing", pescar) é o golpe mais comum. Vetor inicial: e-mail, SMS, mensagem em rede social, telefonema. O atacante se passa por entidade confiável (banco, Receita, TI, chefe) para induzir ação:
- Clicar em link malicioso.
- Abrir anexo infectado.
- Responder fornecendo credenciais.
- Realizar transferência bancária.
Sinais clássicos:
- Remetente parecido mas não idêntico (banc0 do brasil; bancodobrasil[.]net).
- Senso de urgência ("conta será bloqueada em 24h").
- Erros de português ou tradução automática.
- Saudação genérica ("Caro cliente").
- Link encurtado ou disfarçado.
- Anexo inesperado.
- Pedido de informação sensível.
Variantes de phishing
| Variante | Característica |
|---|---|
| Phishing | Massivo, genérico, espalhado por e-mail |
| Spear Phishing | Direcionado a alvo específico (após pesquisa) |
| Whaling | Mira "baleias": CEO, CFO, executivos C-level |
| Smishing | Phishing por SMS (do inglês "SMS phishing") |
| Vishing | Phishing por voz (telefone). Falso suporte técnico, banco |
| Pharming | Redireciona DNS ou /etc/hosts para site falso (mesmo digitando endereço certo) |
| BEC (Business Email Compromise) | Atacante se passa por executivo solicitando transferência. CEO Fraud |
| Clone Phishing | Cópia de e-mail legítimo, com link/anexo trocado |
| Angler Phishing | Em rede social: atacante se passa por suporte oficial respondendo reclamação |
| Quishing | QR Code malicioso (cresce em 2024-2026) |
Outras técnicas de engenharia social
- Pretexting: o atacante cria pretexto convincente para obter info. Ex: ligar como "técnico de TI" pedindo senha.
- Baiting (isca): deixa pen drive infectado em local público (estacionamento) com label tentadora ("Salário Diretoria"). Curiosidade humana faz o resto.
- Tailgating / Piggybacking: passa pela catraca atrás de funcionário autorizado.
- Quid pro quo (toma lá dá cá): oferece benefício em troca de info ("se me der seu login, te ajudo com seu computador").
- Dumpster diving: revira lixo da empresa atrás de documentos descartados, post-its com senha.
- Shoulder surfing: olha por cima do ombro a senha sendo digitada.
- Watering hole: comprometendo site frequentado pelo público-alvo.
- Evil twin: Wi-Fi falso com nome similar ao legítimo.
- Deep fake / voice cloning: IA que imita voz/imagem. Ataque emergente, especialmente em vishing e BEC.
Defesa contra engenharia social
- Treinamento contínuo: palestras, simulações, gamificação.
- Cultura de "verificação": ligar de volta no número oficial, não no fornecido pelo "remetente".
- Política de senha: nunca compartilhar, nunca por telefone, nunca por e-mail.
- MFA universal: senha vazada, MFA segura.
- Filtros de e-mail: SPF, DKIM, DMARC + filtro antiphishing (Microsoft Defender for O365, Mimecast, Proofpoint).
- Bloqueio de domínios suspeitos via DNS.
- Sandbox de anexos antes da entrega.
- Reportar tentativas: botão "marcar como phishing".
- Política de pagamento: dupla aprovação para valores acima de teto, validação fora de banda (telefone).
- Destruição segura de documentos (combate dumpster diving).
Outros golpes específicos do Brasil
- Golpe do Pix falso / Pix incorreto: vítima recebe um Pix por engano e devolve para chave diferente.
- Golpe do WhatsApp clonado: atacante usa código de verificação obtido via engenharia social para clonar conta.
- Golpe do link falso de pagamento de boleto: boleto adulterado.
- Golpe do falso suporte técnico: liga oferecendo "ajuda".
- Golpe do falso emprego: pede taxa adiantada ou dados pessoais.
- Romance Scam: relacionamento fictício para extorsão.
Dica do Raffinha
Em prova, decora as 6 variantes mais cobradas: phishing (massivo), spear phishing (alvo), whaling (executivo), smishing (SMS), vishing (voz), pharming (DNS). E lembra: BEC é fraude por e-mail simulando executivo (CEO Fraud). Banca cobra a distinção entre essas variantes em quase toda prova.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055 Ataques de rede e web
Negação de Serviço
- DoS (Denial of Service): um atacante satura o serviço com requisições.
- DDoS (Distributed DoS): vários atacantes ao mesmo tempo, geralmente via botnet. Mais difícil de mitigar.
Tipos por camada:
- Volumétrico (camada 3/4): satura banda. UDP flood, ICMP flood, SYN flood, NTP/DNS amplification.
- Protocolo: explora fragilidade de protocolo. Ping of Death, Smurf, Land.
- Aplicação (camada 7): HTTP flood, slowloris (mantém conexões abertas).
Defesa: WAF + CDN com proteção DDoS (Cloudflare, Akamai, AWS Shield).
Man-in-the-Middle (MITM)
Atacante se posiciona entre duas partes legítimas, interceptando ou alterando o tráfego. Vetores:
- ARP poisoning: envenena cache ARP em rede local.
- DNS spoofing: envenena cache DNS.
- Wi-Fi falso (evil twin): rede com nome similar.
- SSL stripping: força downgrade de HTTPS para HTTP.
- BGP hijacking: redireciona rota de roteamento global.
Defesa: HTTPS + HSTS sempre; VPN em redes públicas; certificate pinning em apps.
Sniffing e Session Hijacking
- Sniffing: capturar pacotes na rede (Wireshark, tcpdump). Em redes não cifradas, lê senhas em claro. Em rede cifrada, captura mas não lê.
- Session Hijacking: rouba cookie de sessão para se passar pela vítima logada.
- Cookie theft: via XSS, ou em rede pública.
OWASP Top 10 (2021)
O OWASP (Open Web Application Security Project) publica desde 2003 a lista das 10 categorias mais críticas de vulnerabilidades web. Versão 2021:
- A01:2021 - Broken Access Control: controle de acesso quebrado.
- A02:2021 - Cryptographic Failures: falhas criptográficas.
- A03:2021 - Injection (incluindo SQL injection).
- A04:2021 - Insecure Design: design inseguro.
- A05:2021 - Security Misconfiguration.
- A06:2021 - Vulnerable and Outdated Components.
- A07:2021 - Identification and Authentication Failures.
- A08:2021 - Software and Data Integrity Failures.
- A09:2021 - Security Logging and Monitoring Failures.
- A10:2021 - Server-Side Request Forgery (SSRF).
SQL Injection
Atacante insere comando SQL em campo de entrada. Em vez de "joao" no campo de login, digita ' OR '1'='1. Se o sistema não sanitiza, a query SELECT * FROM users WHERE login = 'joao' AND senha = 'senha' vira SELECT * FROM users WHERE login = '' OR '1'='1' AND senha = '', retornando todos os usuários.
Subtipos:
- Classic / Error-based: forçar erros que vazam estrutura.
- Union-based: usar UNION para extrair dados.
- Blind: sem retorno visível, infere por timing ou booleanos.
- NoSQL injection: equivalente em MongoDB e similares.
Defesa: parametrized queries / prepared statements; ORM; validação de entrada; menor privilégio do usuário do banco; WAF.
XSS - Cross-Site Scripting
Atacante injeta JavaScript em página acessada pela vítima. Tipos:
- Refletido (reflected): parâmetro de URL malicioso volta no HTML.
- Persistente (stored): malware salvo no banco (comentário malicioso).
- DOM-based: manipulação do DOM no cliente.
Defesa: escape de HTML; Content Security Policy (CSP); cookies HttpOnly e Secure; sanitização.
CSRF - Cross-Site Request Forgery
Vítima logada num site é induzida a executar ação não desejada (clicar em link/imagem em outro site que dispara requisição autenticada). Defesa: tokens CSRF em formulários; cookies SameSite; verificar Origin/Referer.
SSRF, RCE, Path Traversal
- SSRF (Server-Side Request Forgery): força o servidor a fazer requisição interna ou externa não pretendida (ex: acessar metadata da nuvem).
- RCE (Remote Code Execution): executa código arbitrário no servidor. A pior categoria.
- Path Traversal:
../../etc/passwdsai do diretório esperado. - Command Injection: injeta comando do SO em campo (após ponto-e-vírgula ou pipe).
- Insecure Deserialization: payload malicioso em objeto serializado.
- XXE (XML External Entity): exploração em parsers XML.
- Open Redirect: redireciona para site malicioso.
Outros conceitos
- Zero-day: vulnerabilidade desconhecida do fabricante. "Dia zero" desde a descoberta.
- Exploit: código que aproveita a vulnerabilidade.
- Payload: a carga maliciosa entregue.
- Dropper: malware que baixa/instala outro.
- Loader: carrega malware em memória.
- Shell: acesso a linha de comando do sistema. Reverse shell, bind shell.
- Webshell: shell via página web.
- C2 (Command and Control): servidor que controla bots.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Em prova, decora os 3 ataques web mais cobrados: SQL injection (insere SQL em entrada), XSS (insere JS em página), CSRF (induz vítima logada a executar ação). E os 4 conceitos: zero-day (vulnerabilidade desconhecida do fabricante), exploit (código que explora), payload (carga maliciosa), RCE (execução remota, o pior).
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066 Ataques contra senha
Brute force
O ataque mais simples e tradicional. Tenta todas as combinações possíveis de caracteres até acertar. Características:
- Lento para senhas longas e complexas.
- Eficaz contra senhas curtas (4-6 caracteres).
- Acelerado por GPU (NVIDIA RTX) e ASICs.
- Pode ser online (contra serviço ao vivo) ou offline (contra hash vazado).
Defesa: bloqueio após N tentativas, captcha, delay exponencial, 2FA.
Dictionary attack
Tenta senhas de uma lista pré-definida (dicionário). Listas comuns: rockyou.txt (32 milhões de senhas vazadas em 2009), SecLists, dicionários por idioma. Mais rápido que brute force, eficaz contra senhas comuns ("123456", "password", "senha", nome do filho, time de futebol).
Defesa: política de senha forte, verificação contra base de senhas vazadas (Have I Been Pwned API).
Rainbow table
Estrutura pré-calculada que mapeia hashes em senhas. Em vez de calcular hash de cada tentativa, consulta a tabela. Acelera ataques contra hash sem salt em ordens de magnitude. Defesa: salt único por usuário, hash lento (bcrypt, scrypt, Argon2).
Credential Stuffing
Usa credenciais vazadas em outros sites para tentar login. Conta com a reutilização de senha entre sites. Vítima usa "Senha123" no Yahoo (que vazou) e no banco. Atacante tenta no banco e acerta.
Defesa: nunca reutilizar senha, gerenciador de senhas, MFA universal, monitoramento de login anômalo.
Password spraying
Inverso do brute force típico: poucas senhas (uma ou duas) testadas em muitas contas. Evita bloqueio após N tentativas (cada conta vê 1-2 tentativas, não dispara alerta). Senhas usadas: "Empresa@2025", "Verao2025".
Defesa: monitorar tentativas distribuídas, política de senha forte, MFA.
Outros ataques de senha
- Shoulder surfing: olhar por cima do ombro durante digitação.
- Pass-the-Hash: usa hash NTLM diretamente sem precisar conhecer a senha em claro. Comum em movimento lateral em rede Windows.
- Pass-the-Ticket: equivalente em Kerberos.
- Golden Ticket / Silver Ticket: ataques avançados contra Kerberos em Active Directory.
- Kerberoasting: extrai TGS de contas de serviço para crack offline.
- Keylogger: já visto, captura senhas digitadas.
- Phishing de credencial: visto no módulo 4.
- SIM swapping: trocar chip da vítima para receber SMS de 2FA.
Vazamentos de senha
Quando um site é comprometido, a base de dados pode ser exposta. Casos famosos:
- Yahoo (2013-2014): 3 bilhões de contas.
- LinkedIn (2012, revelado 2016): 165 milhões.
- Adobe (2013): 153 milhões.
- Marriott (2018): 500 milhões.
- Facebook (2019, revelado 2021): 533 milhões.
- Brasil (vazamento gigante de 2021): 220 milhões de CPFs.
Você pode verificar se seu e-mail/CPF foi exposto em sites como haveibeenpwned.com.
Boas práticas para senha
- Senha longa: 12+ caracteres, idealmente 16+.
- Não reutilizar entre sites.
- Gerenciador de senhas: 1Password, Bitwarden, KeePass.
- Passphrase: "cavalo bateria correto grampo" é mais forte que "P@ssw0rd!" típico.
- Sem palavras de dicionário.
- 2FA universal, preferindo TOTP ou FIDO2 a SMS.
- Trocar quando comprometida (NIST 2017 desencoraja troca periódica forçada).
- Monitoramento via Have I Been Pwned API.
- Passkeys (FIDO2/WebAuthn): substituem senha em sites compatíveis. Tendência em 2026.
Passkeys: o futuro pós-senha
O passkey usa criptografia assimétrica em vez de senha. O dispositivo guarda a chave privada; o site guarda a pública. Login = assinatura digital. Vantagens:
- Não há senha para roubar.
- Imune a phishing (a chave só funciona no domínio correto).
- Imune a brute force, dictionary, credential stuffing.
- Sem reutilização (cada site tem chave única).
- Usuário só desbloqueia o dispositivo (biometria, PIN).
Suportado por Apple (iCloud Keychain), Google (Google Password Manager), Microsoft (Windows Hello), 1Password, Bitwarden. Crescendo rápido em 2024-2026.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Cuidado com 3 distinções clássicas. Brute force: tenta tudo. Dictionary: tenta lista pré-definida. Rainbow table: usa tabela pré-calculada de hashes. Credential stuffing: usa vazamento de outro site. Password spraying: poucas senhas em muitas contas. Banca cobra essas 5 distinções.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 077 O que diz o Código Penal
Lei 12.737/2012 - Lei Carolina Dieckmann
A Lei 12.737, de 30 de novembro de 2012, conhecida como "Lei Carolina Dieckmann" (em referência à atriz que teve fotos íntimas vazadas), foi a primeira norma brasileira a tipificar especificamente crimes cibernéticos. Acrescentou ao Código Penal:
- Art. 154-A: Invasão de dispositivo informático. "Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita". Pena: 1 a 4 anos de reclusão e multa.
- Art. 154-B: Ação penal. Procede-se mediante representação, salvo se cometido contra a administração pública.
- Alterou Art. 266 (interrupção/perturbação de serviço) e Art. 298 (falsificação de documento particular) para incluir cartões de crédito e débito.
Lei 14.155/2021
Aumenta as penas de crimes cometidos por meio eletrônico. Altera o Código Penal:
- Art. 154-A: pena passa de 1-4 para 1-4 anos mas com aumento de 1/3 a 2/3 se cometido contra agente público, ou se há prejuízo, ou se há transmissão a terceiros.
- Estelionato (Art. 171): cria §2-A "fraude eletrônica". Pena: 4-8 anos quando cometido por meio eletrônico ou com uso de servidor mantido fora do território nacional.
- Aumenta pena de furto (Art. 155) quando cometido eletronicamente: pena 4-8 anos de reclusão (era 1-4 do furto comum), com aumento se há servidor estrangeiro ou se a vítima é idosa ou vulnerável.
Outros artigos do CP aplicáveis
- Art. 266 - Interrupção ou perturbação de serviço: aplicável a DDoS contra serviços essenciais. Pena: 1-3 anos e multa.
- Art. 298 - Falsificação de documento particular: cartões, documentos eletrônicos. Pena: 1-5 anos.
- Art. 313-A - Inserção de dados falsos em sistema informatizado (administração pública): pena 2-12 anos.
- Art. 313-B - Modificação ou alteração não autorizada de sistema: pena 3 meses-2 anos.
- Art. 240 - Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública: aplicável a sabotagem.
- Art. 154 - Violação de segredo profissional.
- Art. 138-140 - Calúnia, difamação, injúria: aplicáveis a crimes contra honra praticados online.
- Art. 218-C - Divulgação não consentida de imagem íntima (Lei 13.718/2018): porn revenge.
Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014)
Vimos na aula 7. Define direitos e deveres, neutralidade da rede, privacidade, guarda de logs. Em incidentes, é base para requisição judicial de logs de provedor.
LGPD (Lei 13.709/2018)
Veremos com profundidade na aula 14. Em segurança, exige:
- Adoção de medidas técnicas e organizacionais (Art. 46).
- Comunicação de incidente à ANPD em prazo razoável (Decreto 11.680/2023 detalhou).
- Comunicação à pessoa afetada quando há risco relevante.
- Multas de até 2% do faturamento, limitada a R$ 50 milhões por infração.
Lei 14.063/2020
Trata de assinatura eletrônica em comunicações com órgãos públicos. Vimos na aula 9.
Outras normas relevantes
- Lei 9.296/1996: interceptação de comunicações.
- Decreto 9.637/2018: Política Nacional de Segurança da Informação (PNSI).
- Decreto 10.222/2020: Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber).
- Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990) Arts. 240-241: pornografia infantil.
- Lei 12.965/2014 Art. 7 + Art. 21 (revenge porn em conteúdo).
- Lei 13.709/2018 (LGPD).
- Convenção de Budapeste sobre Crime Cibernético (2001), que o Brasil aderiu por meio do Decreto Legislativo 37/2021.
Competência judicial
Em geral:
- Justiça Federal: quando atinge bens, serviços ou interesses da União; quando há internacionalidade do delito; em algumas modalidades de fraude eletrônica com servidor estrangeiro.
- Justiça Estadual: residual, casos comuns entre particulares.
- Em crimes contra honra praticados em rede social: regra geral é Justiça Estadual, com exceções.
Súmula 17 STJ e jurisprudência específica orientam casos concretos.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Em prova federal, decore: Lei 12.737/2012 (Carolina Dieckmann) tipificou invasão de dispositivo no Art. 154-A. Lei 14.155/2021 aumentou penas e criou Art. 171 §2-A (fraude eletrônica, pena 4-8 anos). Marco Civil é Lei 12.965/2014; LGPD é Lei 13.709/2018; assinatura eletrônica é Lei 14.063/2020. Esses 4 diplomas + os artigos do CP são o tronco da disciplina.
! Encontro com o vilão
O Professor Famoso é o vilão desta aula. Tem doutrina própria que diverge do consenso, e você só descobre na hora da prova. Em informática, ele jura que vírus e worm são sinônimos (não são), que ransomware ataca confidencialidade (na verdade ataca disponibilidade primariamente), que SQL injection ataca o banco (na verdade explora a aplicação que não sanitiza), que phishing é um malware (não é, é técnica).
O vilão da aula: Professor Famoso
Ele troca vírus × worm × trojan, spyware × adware, RAT × rootkit, phishing × malware, brute force × dictionary × rainbow table, SQL injection × XSS × CSRF. Atenção redobrada nas questões.
Como derrotar o Professor:
- Memorize a tabela: vírus precisa hospedeiro + execução; worm autônomo + propaga sozinho; trojan disfarce + execução voluntária.
- Memorize ransomware: cifra dados (disponibilidade); double extortion adiciona vazamento (confidencialidade).
- Memorize 6 variantes phishing: phishing, spear, whaling, smishing, vishing, pharming. + BEC.
- Memorize 3 ataques web: SQL injection, XSS, CSRF (OWASP Top 10).
- Memorize 5 ataques senha: brute force, dictionary, rainbow table, credential stuffing, password spraying.
- Memorize: Lei 12.737/2012 (Carolina Dieckmann, Art. 154-A); Lei 14.155/2021 (fraude eletrônica, Art. 171 §2-A, pena 4-8 anos).
◆ Mapa mental
Trinca clássica
- Vírus: hospedeiro + execução
- Worm: autônomo, propaga só
- Trojan: disfarce + execução
Outros tipos
- Spyware (espiona)
- Adware (anúncios)
- Rootkit (oculta, kernel)
- Backdoor (porta fundos)
- RAT (controle remoto)
- Bot/Botnet (zumbi/C2)
- Fileless (em memória)
- Cryptojacker (mina cripto)
- Wiper (destrói)
Ransomware
- Cifra dados, exige resgate
- WannaCry 2017 (EternalBlue)
- NotPetya = wiper
- Dupla extorsão (cifra + vaza)
- RaaS, LockBit, BlackCat
Engenharia social
- Phishing (massivo)
- Spear (alvo)
- Whaling (executivo)
- Smishing (SMS), Vishing (voz)
- Pharming (DNS), BEC (CEO)
- Baiting, Pretexting, Tailgating
Rede
- DoS / DDoS
- MITM, ARP/DNS spoof
- Sniffing, Session Hijacking
- SSL stripping, Evil Twin
Web (OWASP)
- SQL injection
- XSS (refletido, persistente, DOM)
- CSRF
- SSRF, RCE, Path Traversal
- Broken Access Control
Senha
- Brute force (tudo)
- Dictionary (lista)
- Rainbow table (hashes)
- Credential stuffing (vazamento)
- Password spraying (1 senha em N contas)
- Pass-the-Hash, Kerberoasting
Conceitos
- Zero-day, exploit, payload
- Dropper, loader, shell
- C2 (Command and Control)
- CVE/CVSS, OWASP Top 10
- MITRE ATT&CK
Lei brasileira
- Lei 12.737/2012 (Carolina Dieckmann)
- CP Art. 154-A (invasão)
- Lei 14.155/2021 (aumenta pena)
- CP Art. 171 §2-A (fraude eletrônica 4-8 anos)
- Marco Civil + LGPD
↻ Revisão relâmpago
5 minutos antes da prova, leia só isto.
- Vírus: precisa de hospedeiro + execução do usuário. Não auto-replica via rede.
- Worm: autônomo. Propaga sozinho via rede (Morris 1988, ILOVEYOU 2000, WannaCry 2017).
- Trojan: cavalo de Troia. Se disfarça de legítimo, exige execução voluntária. Não auto-replica.
- Spyware: espiona (keylogger, screen logger). Adware: anúncios.
- Rootkit: oculta presença, kernel-level. Bootkit: setor de boot.
- Backdoor: porta dos fundos. RAT: controle remoto.
- Bot/Botnet: zumbis controlados por C2 (Mirai, Emotet).
- Fileless: vive em memória (PowerShell, WMI). Cryptojacker: mina cripto. Wiper: destrói (NotPetya).
- Ransomware: cifra dados + resgate. Atinge disponibilidade. Famílias: WannaCry (2017, EternalBlue), LockBit, BlackCat, Conti.
- Dupla extorsão: cifra + ameaça vazar (atinge confid + disp). RaaS: modelo afiliado.
- Phishing: massivo. Spear: alvo. Whaling: executivo. Smishing: SMS. Vishing: voz. Pharming: DNS.
- BEC: e-mail simulando CEO/CFO. Baiting: isca física. Pretexting, Tailgating, Quid pro quo.
- DoS/DDoS: nega serviço. Volumétrico, protocolo, aplicação.
- MITM: man-in-the-middle (ARP/DNS spoofing, evil twin, SSL stripping).
- OWASP Top 10 2021: A01 Broken Access Control, A03 Injection, A07 Auth Failures, A10 SSRF.
- SQL injection: insere SQL em entrada. XSS: insere JS em página. CSRF: induz vítima logada a executar ação.
- Zero-day: vulnerabilidade desconhecida do fabricante. Exploit: código que explora. Payload: carga. RCE: execução remota.
- Brute force: tudo. Dictionary: lista. Rainbow table: hashes pré-calculados.
- Credential stuffing: vazamento de outro site. Password spraying: poucas senhas em muitas contas.
- Pass-the-Hash, Pass-the-Ticket, Kerberoasting: ataques avançados em AD.
- Passkey: substitui senha (FIDO2/WebAuthn). Imune a phishing, brute force.
- Lei 12.737/2012 (Carolina Dieckmann): criou CP Art. 154-A (invasão de dispositivo, pena 1-4 anos).
- Lei 14.155/2021: aumenta penas. CP Art. 171 §2-A (fraude eletrônica, pena 4-8 anos). Furto eletrônico Art. 155 §4-B (4-8 anos).
- CP Art. 266: interrupção telecomunicações (DDoS). Art. 298: falsificação. Art. 313-A: inserção dados falsos.
- Marco Civil Lei 12.965/2014. LGPD Lei 13.709/2018. Convenção Budapeste Decreto Legislativo 37/2021.
? 10 questões comentadas
Foco em vírus × worm × trojan, ransomware, phishing e variantes, ataques web (OWASP), ataques de senha, Lei 12.737/2012 e Lei 14.155/2021.
Dica do Fuffu
Em prova, dois pontos rendem 50%: a tabela vírus × worm × trojan e as 6 variantes de phishing. Decora esses dois conjuntos primeiro.
Questão 01 · Comentada
Enunciado. Sobre as características de vírus, worm e trojan:
- A) Vírus, worm e trojan são sinônimos.
- B) Vírus precisa de um hospedeiro (anexa-se a arquivo legítimo) e exige execução voluntária do usuário; worm é programa autônomo que se propaga sozinho via rede explorando vulnerabilidades; trojan se disfarça de software legítimo, exige execução voluntária do usuário e NÃO se propaga sozinho.
- C) Worm precisa de hospedeiro.
- D) Trojan se propaga sozinho pela rede.
- E) Vírus é mais perigoso que worm porque não exige execução do usuário.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra a tabela clássica.
- A errada: são diferentes: vetor de propagação, dependência de hospedeiro, exigência de execução.
- B CORRETA definição padrão: exato. Cada um com seu mecanismo: hospedeiro (vírus); auto-propagação (worm); disfarce (trojan).
- C errada: worm é autônomo: não precisa de hospedeiro.
- D errada: trojan NÃO se propaga sozinho: depende de distribuição (download, e-mail, USB). Quem propaga sozinho é o worm.
- E errada: inversão: worm é o que dispensa execução do usuário. Vírus exige.
Tese central: Vírus = hospedeiro + execução. Worm = autônomo + auto-propagação. Trojan = disfarce + execução voluntária.
Questão 02 · Comentada
Enunciado. Sobre o ransomware:
- A) O ransomware espiona o usuário sem alterar arquivos.
- B) Ransomware é um tipo de adware.
- C) O ransomware cifra os dados da vítima e exige um resgate (geralmente em criptomoeda) para entregar a chave de decifragem. Atinge primariamente a disponibilidade dos dados (CIA Triad). A variante moderna de "dupla extorsão" combina criptografia com ameaça de vazamento dos dados (afetando também confidencialidade). WannaCry (2017) explorou EternalBlue e foi híbrido worm + ransomware.
- D) WannaCry foi um trojan bancário.
- E) Ransomware nunca afeta a confidencialidade.
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
Cobra ransomware.
- A errada: cifra arquivos (altera para inacessíveis); espionar é spyware.
- B errada: ransomware é categoria distinta do adware (que é menos lesivo, exibe anúncios).
- C CORRETA padrão de cibersegurança: exato. Definição + impacto na CIA + dupla extorsão + WannaCry.
- D errada: WannaCry foi worm + ransomware, explorou vulnerabilidade SMB EternalBlue, cifrou e cobrou resgate.
- E errada: na dupla extorsão, o ransomware afeta sim a confidencialidade: dados são exfiltrados antes da cifragem e usados como chantagem.
Tese central: Ransomware: cifra + resgate. Atinge disponibilidade. Dupla extorsão: + ameaça de vazamento (afeta confidencialidade).
Questão 03 · Comentada
Enunciado. Qual ataque de engenharia social é direcionado especificamente a executivos de alto escalão (CEO, CFO)?
- A) Phishing.
- B) Whaling.
- C) Smishing.
- D) Pharming.
- E) Baiting.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra variantes de phishing.
- A errada: phishing é massivo, genérico: e-mail enviado a milhares sem alvo definido.
- B CORRETA phishing variante: exato. Whaling = caça às "baleias", executivos C-level. Pesquisa rigorosa e personalização.
- C errada: smishing é phishing por SMS; não é específico para executivos.
- D errada: pharming redireciona DNS; não é direcionado por hierarquia.
- E errada: baiting é deixar isca física (pen drive); não é por escalão.
Tese central: Phishing massivo; Spear = alvo; Whaling = executivo; Smishing = SMS; Vishing = voz; Pharming = DNS; BEC = CEO Fraud.
Questão 04 · Comentada
Enunciado. Sobre o ataque conhecido como SQL injection:
- A) É um tipo de malware autopropagável.
- B) Consiste em ataque DDoS contra bancos de dados.
- C) É uma vulnerabilidade física do servidor.
- D) SQL injection é uma vulnerabilidade da categoria "Injection" do OWASP Top 10 (A03:2021), em que o atacante insere comandos SQL maliciosos em campos de entrada (formulários, parâmetros de URL) que não são adequadamente sanitizados pela aplicação. O resultado é a execução de SQL não autorizado contra o banco de dados, podendo extrair dados, alterar conteúdo, ou comprometer o sistema. Defesa: parametrized queries (prepared statements), ORM, validação de entrada e princípio do menor privilégio do usuário do banco.
- E) Afeta apenas bancos NoSQL.
Gabarito: D
Prof. Affonsinho comenta
Cobra SQL injection.
- A errada: não é malware: é técnica de ataque que explora vulnerabilidade da aplicação.
- B errada: DDoS satura serviço; SQL injection injeta comando malicioso em entrada.
- C errada: é vulnerabilidade de software (aplicação web), não física.
- D CORRETA OWASP A03:2021: exato. Mecanismo + categoria OWASP + defesas.
- E errada: afeta principalmente bancos relacionais; existe NoSQL injection, mas a forma original é em SQL.
Tese central: SQL injection (OWASP A03): insere SQL em entrada não sanitizada. Defesa: prepared statements, ORM, validação.
Questão 05 · Comentada
Enunciado. Sobre os tipos de ataque a senhas:
- A) Brute force, dictionary e rainbow table são sinônimos.
- B) Brute force testa todas as combinações possíveis de caracteres; Dictionary attack testa senhas de uma lista pré-definida (palavras comuns, vazamentos); Rainbow table usa estrutura pré-calculada que mapeia hashes a senhas (combatida por salt único por usuário); Credential stuffing usa credenciais vazadas em outro site para tentar login; Password spraying testa poucas senhas em muitas contas (evita bloqueio por tentativa).
- C) Rainbow table só funciona em SHA-256 com salt.
- D) Credential stuffing é o mesmo que phishing.
- E) Brute force é o ataque mais rápido contra senhas longas e complexas.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra ataques de senha.
- A errada: são diferentes: brute force exaustivo; dictionary lista; rainbow table tabela de hashes.
- B CORRETA criptografia aplicada: exato. 5 modalidades distintas com mecanismo próprio.
- C errada: rainbow table é combatida por salt único; ineficaz quando há salt. Sem salt, funciona em qualquer hash.
- D errada: credential stuffing usa vazamentos para tentar login; phishing manipula a vítima a entregar credencial.
- E errada: brute force não é rápido contra senhas longas: cresce exponencialmente com tamanho. Eficaz contra senhas curtas.
Tese central: Brute force = tudo; Dictionary = lista; Rainbow table = hashes (combatido por salt); Credential stuffing = vazamento; Spraying = poucas senhas em muitas contas.
Questão 06 · Comentada
Enunciado. Em ataque XSS (Cross-Site Scripting):
- A) O atacante insere comandos SQL na página.
- B) É o mesmo que SQL injection.
- C) O XSS é vulnerabilidade web em que o atacante injeta CÓDIGO JAVASCRIPT em páginas acessadas pela vítima. Tipos: refletido (parâmetro de URL volta na página), persistente/stored (script salvo no banco e enviado a outros usuários, ex: comentário malicioso) e DOM-based (manipulação no cliente). Defesa: escape de HTML, Content Security Policy (CSP), cookies HttpOnly e Secure, sanitização de entrada.
- D) XSS exige acesso físico ao servidor.
- E) XSS é uma forma de ransomware.
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
Cobra XSS.
- A errada: SQL injection insere SQL; XSS insere JavaScript. São ataques diferentes.
- B errada: são diferentes: SQL injection ataca o banco; XSS ataca o navegador da vítima.
- C CORRETA OWASP, ataque clássico: exato. Mecanismo + 3 tipos + defesas.
- D errada: XSS é vulnerabilidade web remota; não exige acesso físico.
- E errada: XSS é vetor de ataque, não tipo de malware. Pode entregar payload malicioso, mas a técnica em si não é ransomware.
Tese central: XSS = injeta JavaScript em página. 3 tipos: refletido, persistente, DOM. Defesa: escape, CSP, HttpOnly, sanitização.
Questão 07 · Comentada
Enunciado. Sobre o pharming:
- A) Pharming é um phishing por SMS.
- B) Pharming envolve mineração de criptomoeda em hardware da vítima.
- C) Pharming é uma forma de pretexting.
- D) Pharming é o ataque que redireciona o usuário a um site falso por meio do envenenamento de DNS (DNS spoofing/cache poisoning) ou manipulação do arquivo /etc/hosts/local da vítima. O usuário digita o endereço correto no navegador, mas é encaminhado a servidor controlado pelo atacante. É mais difícil de detectar que o phishing tradicional (link fake), pois o domínio aparente é o legítimo.
- E) Pharming é exclusivo de redes WiFi públicas.
Gabarito: D
Prof. Affonsinho comenta
Cobra pharming.
- A errada: phishing por SMS é smishing; pharming é redirecionamento DNS.
- B errada: mineração é cryptojacking; pharming não tem relação.
- C errada: pretexting é criar pretexto convincente; pharming é técnica DNS.
- D CORRETA engenharia social + DNS: exato. DNS spoofing/hosts + redirecionamento + dificuldade de detecção.
- E errada: pode acontecer em qualquer rede; ataques DNS spoofing podem ser remotos.
Tese central: Pharming: redireciona usuário ao site falso via envenenamento DNS ou /etc/hosts. URL aparente é a correta.
Questão 08 · Comentada
Enunciado. Sobre a Lei 12.737/2012 (Lei Carolina Dieckmann):
- A) Não tipifica crimes cibernéticos.
- B) Foi a primeira lei brasileira específica para crimes cibernéticos. Acrescentou ao Código Penal o Art. 154-A ("Invasão de dispositivo informático"), que tipifica como crime invadir dispositivo alheio, conectado ou não à rede, com a finalidade de obter, adulterar ou destruir dados sem autorização, ou de instalar vulnerabilidades. Pena: 1 a 4 anos de reclusão e multa. Procede-se mediante representação, salvo se cometido contra a administração pública. Foi reforçada pela Lei 14.155/2021, que aumentou penas.
- C) Substituiu o Marco Civil da Internet.
- D) Trata exclusivamente de proteção de dados pessoais.
- E) Tipifica apenas DDoS.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra Lei 12.737/2012.
- A errada: tipifica: criou Art. 154-A do CP (invasão de dispositivo).
- B CORRETA Lei 12.737/2012: exato. Histórico, criação do Art. 154-A, pena, ação penal, complementação por Lei 14.155/2021.
- C errada: Marco Civil é Lei 12.965/2014, posterior. Não foi substituído.
- D errada: proteção de dados pessoais é da LGPD (Lei 13.709/2018).
- E errada: tipifica invasão de dispositivo informático; DDoS pode ser enquadrado em interrupção de serviço (CP Art. 266).
Tese central: Lei 12.737/2012 (Carolina Dieckmann): criou CP Art. 154-A (invasão de dispositivo, pena 1-4 anos). Reforçada pela Lei 14.155/2021.
Questão 09 · Comentada
Enunciado. Sobre o BEC (Business Email Compromise):
- A) BEC é o nome técnico do worm WannaCry.
- B) BEC envolve apenas vírus em anexo de e-mail.
- C) O BEC (Business Email Compromise) ou "CEO Fraud" é uma fraude por e-mail em que o atacante se passa por executivo (CEO, CFO) ou parceiro confiável da vítima, geralmente após pesquisa prévia, para solicitar transferências financeiras urgentes ou dados sensíveis. Não usa malware necessariamente, é principalmente engenharia social. Causa prejuízos bilionários globalmente todos os anos. Defesa: política de dupla aprovação, verificação fora de banda (telefonema), MFA em e-mail, treinamento contra urgência fictícia.
- D) BEC é uma vulnerabilidade do navegador.
- E) BEC é equivalente a SQL injection.
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
Cobra BEC.
- A errada: WannaCry é ransomware/worm; BEC é fraude por e-mail.
- B errada: BEC não exige malware: é primariamente engenharia social. Pode ou não vir com anexo.
- C CORRETA FBI/IC3, FraudType: exato. Definição + mecanismo + impacto + defesas.
- D errada: BEC é fraude por e-mail, não vulnerabilidade técnica.
- E errada: BEC ataca pessoa via e-mail; SQL injection ataca sistema via entrada não sanitizada.
Tese central: BEC = CEO Fraud. Atacante se passa por executivo via e-mail solicitando transferência urgente. Engenharia social.
Questão 10 · Comentada
Enunciado. Sobre o conceito de zero-day:
- A) Zero-day é uma vulnerabilidade publicamente conhecida há mais de um ano.
- B) Zero-day refere-se a backup imutável.
- C) Zero-day é uma vulnerabilidade DESCONHECIDA do fabricante (e portanto sem patch disponível). "Dia zero" remete ao tempo desde a descoberta pelo fabricante: zero dias. É altamente valiosa no mercado de exploits e usada em ataques sofisticados (APTs). Quando um zero-day é divulgado publicamente sem haver patch, fala-se em "0-day exploit". Após o patch ser lançado e amplamente aplicado, a vulnerabilidade deixa de ser zero-day. Catalogadas em CVE (após público) com pontuação CVSS.
- D) Zero-day é o mesmo que ransomware.
- E) Zero-day exige conhecimento do código fonte do sistema.
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
Cobra zero-day.
- A errada: inversão: zero-day é desconhecida do fabricante. Vulnerabilidade conhecida e com patch há tempo é o oposto.
- B errada: backup imutável é controle de proteção (vimos na aula 10); zero-day é categoria de vulnerabilidade.
- C CORRETA definição padrão de cibersegurança: exato. Mecanismo + valor de mercado + uso em APT + ciclo de vida.
- D errada: zero-day é tipo de vulnerabilidade; ransomware é tipo de malware. Conceitos diferentes (ransomware pode usar zero-day como vetor).
- E errada: não exige código fonte: pode ser descoberta por engenharia reversa de binário, fuzzing, ou pesquisa em ambiente de testes.
Tese central: Zero-day: vulnerabilidade desconhecida do fabricante, sem patch. Após divulgação + patch, deixa de ser zero-day.
Fim da aula 11
Você dominou pragas virtuais.
Vírus, worm, trojan, ransomware, spyware.
Phishing, spear, whaling, smishing, vishing.
OWASP, ataques de senha, Lei Carolina Dieckmann.
Aula 11 de 15 · Informática
Próxima: Computação em Nuvem.






