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furafila
Informática

Segurança
da Informação

CIA Triad (Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade) e princípios estendidos. Criptografia simétrica (AES) × assimétrica (RSA, ECC), hash (SHA-256), assinatura e certificado digital, ICP-Brasil. Autenticação multifator, AAA, mínimo privilégio, defesa em profundidade. Firewall, IDS/IPS, VPN, SIEM. Normas ISO/IEC 27001, 27002, NIST CSF.

Aula09 / 15
DisciplinaInformática
AtualizadoAbr / 2026
Nesta aula

Sumário

Esta é a aula mais cobrada em concursos de cargo administrativo, técnico e judiciário. Aqui você domina o tripé conceitual da segurança (Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade), aprende criptografia, autenticação, controles de acesso, firewall, IDS/IPS, VPN e as normas ISO 27000.

  1. CIA Triad e princípios estendidos
    Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade + Autenticidade, Não-Repúdio
    p. 04
  2. Ameaças, vulnerabilidades, riscos
    Glossário ABNT NBR ISO/IEC 27000, ativos, agente, vetor, impacto
    p. 08
  3. Criptografia simétrica e assimétrica
    AES, DES, 3DES × RSA, ECC, Diffie-Hellman
    p. 12
  4. Hash, assinatura e certificado
    MD5, SHA-256, SHA-3. Assinatura digital. PKI, ICP-Brasil, Let's Encrypt
    p. 16
  5. Autenticação e MFA
    Senha, biometria, token, OTP/TOTP. SSO: OAuth 2.0, OpenID Connect, SAML
    p. 20
  6. AAA e princípios complementares
    Autenticação, Autorização, Auditoria. Mínimo Privilégio, Defesa em Profundidade
    p. 24
  7. Firewall, IDS/IPS, DLP, SIEM, VPN
    Tipos de firewall, NGFW, WAF, túnel cifrado, monitoramento
    p. 28
  8. Normas ISO 27000 e NIST CSF
    SGSI 27001, controles 27002, riscos 27005, framework NIST
    p. 32
  9. Mapa mental, revisão e questões comentadas
    10 questões fechando a aula
    p. 36
Meta desta aula
Operar a tríade CIA e os princípios estendidos. Distinguir criptografia simétrica × assimétrica. Compreender hash, assinatura e certificado digital. Aplicar AAA e mínimo privilégio. Identificar tipos de firewall, IDS/IPS. Conhecer ISO 27001/27002 e NIST CSF.
Antes de começar

O que você vai aprender

01
CIA Triad

Confidencialidade (só quem deve, vê), Integridade (não foi alterado), Disponibilidade (acessível quando precisa). Mais Autenticidade (é mesmo quem diz), Não-Repúdio (não pode negar autoria), Autorização (tem permissão), Legalidade.

02
Risco e ameaça

Ativo = o que se protege; ameaça = potencial dano; vulnerabilidade = fraqueza explorável; risco = ameaça × vulnerabilidade × impacto; controle = medida de mitigação. Glossário ABNT NBR ISO/IEC 27000.

03
Criptografia simétrica

Mesma chave para cifrar e decifrar. Rápida. Algoritmos: AES (atual padrão, 128/192/256 bits), DES (legado, 56 bits), 3DES, RC4 (obsoleto), ChaCha20. Modos: ECB (inseguro), CBC, CTR, GCM (atual).

04
Criptografia assimétrica

Par chaves: pública (todos) + privada (só dono). Cifrar com pública → decifra com privada (confidencialidade). Cifrar com privada → decifra com pública (autenticidade/assinatura). RSA (clássico), ECC (mais moderno), Diffie-Hellman (troca de chave).

05
Hash, assinatura, certificado

Hash = resumo único de tamanho fixo (SHA-256, SHA-3). MD5 e SHA-1 obsoletos. Assinatura digital = hash da mensagem cifrado com chave privada. Certificado X.509 emitido por CA. PKI = infraestrutura. ICP-Brasil para documentos oficiais.

06
Autenticação multifator

3 fatores: algo que você sabe (senha), algo que você tem (token, smartphone), algo que você é (biometria). MFA combina 2 ou mais. OTP, TOTP (Google Authenticator), HOTP. Padrões SSO: OAuth 2.0, OpenID Connect, SAML 2.0.

07
Firewall, IDS/IPS, VPN, SIEM

Firewall: filtro de pacotes (L3/L4), stateful, proxy, NGFW. IDS = detecta; IPS = bloqueia. NIDS (rede), HIDS (host). DLP (perda de dados). SIEM (eventos). VPN cria túnel cifrado (IPsec, OpenVPN, WireGuard).

08
Normas e frameworks

ABNT NBR ISO/IEC 27001 (SGSI), 27002 (controles), 27005 (gestão de riscos), 27017 (cloud), 27018 (privacidade em cloud), 27701 (PIMS, gestão de privacidade). NIST CSF: Identify, Protect, Detect, Respond, Recover.

Dica do Fuffu

Em prova, três pontos rendem 60%: 1) CIA Triad e seus 5 ou 6 atributos estendidos; 2) criptografia simétrica × assimétrica (mesma chave × par); 3) ISO/IEC 27001 (SGSI) é a norma certificável. Memorize esses 3 conceitos com firmeza.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 01

1 A tríade da segurança

CIA Triad - Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade

O modelo clássico de segurança da informação é a CIA Triad (em inglês) ou tríade CID (português). Três pilares:

  • Confidencialidade (Confidentiality): a informação só pode ser acessada por quem está autorizado. Mecanismos: criptografia, controle de acesso, classificação de informação.
  • Integridade (Integrity): a informação não pode ser alterada de modo não autorizado. Garante que o dado não foi adulterado. Mecanismos: hash, assinatura digital, controle de versões, logs.
  • Disponibilidade (Availability): a informação deve estar acessível quando necessária por quem é autorizado. Mecanismos: backup, redundância, alta disponibilidade, contingência, proteção contra DoS/DDoS.

Em provas, é comum cobrar exemplos práticos:

  • Quebra de confidencialidade: vazamento de dados, espionagem, intercepção.
  • Quebra de integridade: alteração não autorizada, adulteração, corrupção.
  • Quebra de disponibilidade: ataque DDoS, falha de hardware, ransomware (cripta arquivos), desastre natural.

Princípios estendidos: o "expandido CIA"

A doutrina moderna acrescenta princípios complementares à tríade original, especialmente em legislação como a LGPD e em normas ISO 27000:

  • Autenticidade: a informação é genuinamente do remetente que diz ser. Garantida por assinatura digital.
  • Não-Repúdio (Irretratabilidade): o autor não pode negar a autoria. Garantido por assinatura digital + carimbo de tempo (timestamp).
  • Autorização: a entidade autenticada tem permissão para a operação solicitada.
  • Legalidade: conformidade com leis e regulamentos (Marco Civil, LGPD).
  • Privacidade: cuidado especial com dados pessoais. Reforçado pela LGPD.
  • Auditabilidade: capacidade de verificar (logs).

DAD: Disclosure, Alteration, Destruction

O lado escuro da CIA: quando quebra um princípio, gera o oposto.

  • Disclosure (Divulgação) = quebra Confidencialidade.
  • Alteration (Alteração) = quebra Integridade.
  • Destruction/Denial (Destruição/Negação) = quebra Disponibilidade.

Glossário básico (ABNT NBR ISO/IEC 27000)

  • Ativo: qualquer coisa de valor para a organização (informação, sistema, equipamento, pessoa, marca).
  • Ameaça: causa potencial de incidente que pode causar dano. Pode ser natural, humana, intencional ou acidental.
  • Vulnerabilidade: fraqueza de um ativo que pode ser explorada por uma ameaça. Pode ser técnica, de processo, humana.
  • Incidente: evento de segurança da informação confirmado.
  • Risco: efeito da incerteza sobre os objetivos. Combinação de probabilidade × impacto.
  • Controle: medida que modifica o risco (preventivo, detectivo, corretivo, dissuasivo).
  • Política de Segurança da Informação (PSI): documento que estabelece direção e regras.
  • SGSI (Sistema de Gestão de Segurança da Informação): conjunto coordenado de políticas, procedimentos e controles. Norma certificável: ISO/IEC 27001.

Tipos de controle

  • Preventivos: evitam o incidente. Firewall, criptografia, política de senha forte.
  • Detectivos: identificam o incidente. IDS, SIEM, antivírus com varredura.
  • Corretivos: minimizam impacto após o incidente. Backup, plano de recuperação.
  • Dissuasivos: desencorajam o atacante. Câmera visível, banner de aviso, política disciplinar.
  • Compensatórios: alternativos quando o controle primário não é viável.

Quanto à natureza:

  • Físicos: catraca, fechadura, câmera.
  • Lógicos / técnicos: firewall, criptografia, MFA.
  • Administrativos / organizacionais: política, treinamento, contrato.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

A CIA Triad é base. Em prova federal, banca cobra exemplos de violação de cada pilar. Decore: vazamento = confidencialidade; adulteração = integridade; DDoS/ransomware = disponibilidade. Mais um detalhe: ransomware fere principalmente DISPONIBILIDADE (você perde acesso aos arquivos), embora também atinja confidencialidade quando há vazamento prévio (double extortion). Banca explora essa nuance.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 02

2 Gestão de risco

Equação básica de risco

Risco se materializa quando uma ameaça explora uma vulnerabilidade de um ativo, causando impacto. A fórmula conceitual:

Risco = Ameaça × Vulnerabilidade × Impacto

Para reduzir risco, atua-se em qualquer dos fatores: bloquear ameaça (firewall), corrigir vulnerabilidade (patch), reduzir impacto (backup, criptografia em repouso).

Tipos de ameaça

  • Naturais: enchente, terremoto, raio, tempestade.
  • Ambientais: queda de energia, falha de refrigeração, incêndio.
  • Humanas intencionais: ataques cibernéticos, espionagem, sabotagem, fraude interna.
  • Humanas não intencionais: erro de operação, configuração equivocada, deleção acidental.
  • Técnicas: falha de hardware, bug de software, falha de rede.

Categorias de atacante

  • Script Kiddie: amador, usa ferramentas prontas. Baixa habilidade.
  • Hacktivista: motivado por causa política ou ideológica (Anonymous).
  • Cibercriminoso: foco em lucro financeiro. Ransomware, fraudes, mercado negro.
  • Insider: ameaça interna (funcionário, ex-funcionário, prestador). Pode ser malicioso ou negligente.
  • APT (Advanced Persistent Threat): grupos sofisticados, geralmente patrocinados por Estado-nação. Ataques longos e direcionados (espionagem industrial e geopolítica).
  • Concorrente: ataca por inteligência competitiva.

Tipos de vulnerabilidade

  • Técnica: falha em software (zero-day, CVE), configuração errada, senha fraca.
  • De processo: ausência de procedimento, controle ineficaz, papel mal definido.
  • Humana: falta de treinamento, má conduta, suscetibilidade a engenharia social.
  • Física: porta sem fechadura, cabo exposto, ausência de câmera.

CVE e CVSS

  • CVE (Common Vulnerabilities and Exposures): catálogo público de vulnerabilidades, gerido pela MITRE. Cada vulnerabilidade ganha um identificador (ex: CVE-2025-12345).
  • CVSS (Common Vulnerability Scoring System): escala 0-10 que mede gravidade. 9-10 = crítico; 7-8.9 = alto; 4-6.9 = médio; 0.1-3.9 = baixo.
  • NVD (National Vulnerability Database): base americana com dados expandidos.

Tratamento de risco

Quatro respostas possíveis (ABNT NBR ISO/IEC 27005):

  • Aceitar: aceitar o risco quando o custo de tratar é maior que o impacto.
  • Reduzir / Mitigar: aplicar controles para baixar a probabilidade ou impacto.
  • Transferir / Compartilhar: empurrar parte para terceiro (seguro, cloud, terceirização).
  • Evitar: não realizar a atividade que gera o risco.

Ciclo de gestão de risco (ISO 27005)

  1. Estabelecimento do contexto: escopo, critérios, partes interessadas.
  2. Identificação: ativos, ameaças, vulnerabilidades, controles atuais, consequências.
  3. Análise: probabilidade × impacto.
  4. Avaliação: comparação com critérios de aceitação.
  5. Tratamento: aceitar, reduzir, transferir, evitar.
  6. Monitoramento e revisão: ciclo contínuo (PDCA).
  7. Comunicação: partes interessadas informadas.

Vetores de ataque comuns

  • Engenharia social: manipula a pessoa (phishing, pretexting). Veremos na aula 11.
  • Malware: vírus, worm, trojan, ransomware, spyware. Aula 11.
  • Web: SQL injection, XSS, CSRF, SSRF, RCE.
  • Rede: ataque MITM (man-in-the-middle), DNS spoofing, ARP poisoning.
  • Negação de serviço: DoS, DDoS.
  • Físico: roubo de dispositivo, acesso indevido a data center.
  • Supply chain: comprometimento de fornecedor.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Banca explora confusão entre ameaça e vulnerabilidade. Regra: ameaça é externa (potencial dano vindo de fora ou de origem qualquer); vulnerabilidade é interna (fraqueza do ativo). Ameaça explora vulnerabilidade. Sem ameaça e sem vulnerabilidade não há risco. Atualizar software corrige vulnerabilidade; firewall barra ameaça.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 03

3 Criptografia

O que é criptografia

A criptografia é a arte de transformar informação legível (texto claro / plaintext) em informação ilegível (texto cifrado / ciphertext) usando um algoritmo e uma chave. Só quem tem a chave correta consegue reverter (decifrar). Cobre todos os pilares CIA:

  • Confidencialidade: cifragem.
  • Integridade: hash.
  • Autenticidade: assinatura digital.
  • Não-repúdio: assinatura + timestamp.

Criptografia simétrica

Usa a mesma chave para cifrar e decifrar. Características:

  • Rápida: ideal para grande volume de dados.
  • Problema: como compartilhar a chave com segurança? (problema da distribuição de chaves)
  • Algoritmos: AES (Advanced Encryption Standard, 1998, padrão atual; chaves de 128, 192 ou 256 bits), DES (legado, chave de 56 bits, quebrável; obsoleto), 3DES (Triple DES) (DES aplicado 3 vezes, em desuso), RC4 (legado, obsoleto), ChaCha20 (moderno, alternativa ao AES em mobile).

Modos de operação simétrica (block cipher)

Algoritmos como AES operam em blocos (AES = 128 bits por bloco). Para cifrar mensagens maiores, usa-se um modo:

  • ECB (Electronic Codebook): cada bloco cifrado independente. Inseguro: padrões repetidos no plaintext aparecem no ciphertext. Não usar.
  • CBC (Cipher Block Chaining): cada bloco depende do anterior + IV (vetor de inicialização). Mais seguro que ECB.
  • CTR (Counter): converte cifra de bloco em cifra de fluxo. Paralelizável.
  • GCM (Galois/Counter Mode): CTR + autenticação (AEAD). Padrão atual. Provê confidencialidade + integridade simultâneas.
  • OFB, CFB: legados.

Criptografia assimétrica (chave pública)

Usa um par de chaves: uma pública (compartilhada) e uma privada (sigilosa, só do dono).

  • Cifrar com chave pública → decifra com chave privada: garante confidencialidade. Só o dono da privada lê.
  • Cifrar (ou assinar) com chave privada → decifra (ou verifica) com chave pública: garante autenticidade e não-repúdio. Só o dono da privada poderia ter assinado.

Algoritmos:

  • RSA (Rivest-Shamir-Adleman, 1977): clássico. Baseado em fatoração de primos grandes. Chaves de 2048 ou 4096 bits.
  • ECC (Elliptic Curve Cryptography): mais moderno. Mesma segurança que RSA com chaves muito menores (256 bits ECC ≈ 3072 RSA). Mais rápido. Padrão emergente.
  • Diffie-Hellman (1976): troca de chave (key exchange), não cifragem direta. Permite que duas partes acordem uma chave simétrica em canal inseguro.
  • ElGamal: variante similar ao RSA.
  • EdDSA, Ed25519: assinatura moderna baseada em curva elíptica.

Vantagens e desvantagens

CaracterísticaSimétricaAssimétrica
Chaves1 chave compartilhada2 chaves: pública e privada
VelocidadeRápidaLenta (~1000x mais lenta que simétrica)
Tamanho de chave128-256 bits típicos2048-4096 bits (RSA), 256+ (ECC)
DistribuiçãoDifícil (precisa canal seguro prévio)Fácil (pública pode ser compartilhada livremente)
Uso práticoCifrar grandes volumesCifrar pequenas chaves, assinar
AlgoritmosAES, ChaCha20RSA, ECC, Diffie-Hellman

Criptografia híbrida

Sistemas reais (HTTPS/TLS, GPG, S/MIME) usam ambas:

  1. A simétrica é usada para cifrar os dados (rápida).
  2. A assimétrica é usada para trocar a chave simétrica de forma segura.

É o melhor dos dois mundos: velocidade da simétrica + facilidade de distribuição da assimétrica.

Tamanhos de chave recomendados (NIST 2026)

  • AES: mínimo 128 bits. Para dados ultrassensíveis ou longa duração, 256 bits.
  • RSA: mínimo 2048 bits hoje. 3072 bits para uso até 2030. 15360 bits para "post-quantum" (provisório).
  • ECC: 256 bits equivale a RSA 3072.
  • SHA: SHA-256 mínimo. SHA-512 para alta segurança.

Criptografia pós-quântica

Computadores quânticos, quando viáveis (estimativa: 10-30 anos), poderão quebrar RSA e ECC clássicos via algoritmo de Shor. NIST lançou em 2022 os primeiros padrões pós-quânticos: CRYSTALS-Kyber (cifragem) e CRYSTALS-Dilithium (assinatura). Em 2026, há transição em curso.

Dica do Raffinha

Decora com mnemônico: simétrica = uma só, rápida (Ex: AES); assimétrica = duas, lenta (RSA, ECC). Em prática, sistemas reais usam híbrido: assimétrica para trocar chave, simétrica para cifrar dados. Em prova federal, sempre cobra essa combinação.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 04

4 Hash, assinatura, PKI

Hash criptográfico

Um hash é uma função que transforma uma entrada de tamanho qualquer em uma saída de tamanho fixo. Propriedades de um hash criptográfico bom:

  • Determinístico: mesma entrada gera mesma saída.
  • Rápido: calcular o hash é eficiente.
  • Resistente a pré-imagem: dado o hash, é inviável descobrir a entrada original.
  • Resistente a segunda pré-imagem: dada uma entrada, é inviável encontrar outra com mesmo hash.
  • Resistente a colisão: é inviável encontrar duas entradas diferentes com mesmo hash.
  • Efeito avalanche: pequena mudança na entrada gera mudança radical no hash.

Algoritmos de hash

AlgoritmoSaídaStatus em 2026
MD5128 bitsOBSOLETO. Colisões conhecidas desde 2004. Não usar para segurança.
SHA-1160 bitsOBSOLETO desde 2017 (Google demonstrou colisão prática "SHAttered").
SHA-2 (SHA-224, SHA-256, SHA-384, SHA-512)variávelSEGURO. SHA-256 é o padrão atual mais comum.
SHA-3variávelSEGURO. Padrão NIST desde 2015 (família Keccak). Alternativa ao SHA-2.
BLAKE2, BLAKE3variávelAlternativas modernas, rápidas.
RIPEMD-160160 bitsUsado em Bitcoin junto com SHA-256.
bcrypt, scrypt, Argon2variávelPara senhas: lentos de propósito (resistentes a brute force). Argon2 é o padrão atual.

Para que serve hash

  • Verificar integridade: você baixa um arquivo + o hash. Recalcula e compara. Se bate, o arquivo não foi alterado.
  • Armazenar senha: nunca guardar senha em texto puro. Guarda-se hash com salt + algoritmo lento (bcrypt, Argon2). Quando o usuário se autentica, calcula-se o hash da senha digitada e compara.
  • Identificador único: blockchains, controle de versão (Git usa SHA-1; em transição para SHA-256), deduplicação.
  • Ingredientes da assinatura digital: assinatura é hash cifrado.

Salt e pepper

  • Salt: valor aleatório único adicionado à senha antes do hash. Impede ataques de tabela arco-íris (rainbow table). Cada usuário tem seu próprio salt.
  • Pepper: valor secreto global, adicionado adicionalmente. Armazenado fora do banco.

Assinatura digital

A assinatura digital é o equivalente eletrônico da assinatura manuscrita, com mais garantias. Funciona assim:

  1. O remetente calcula o hash da mensagem.
  2. Cifra esse hash com sua chave privada. O resultado é a assinatura.
  3. Envia mensagem + assinatura.
  4. O destinatário decifra a assinatura com a chave pública do remetente, obtendo o hash original.
  5. Calcula o hash da mensagem recebida.
  6. Compara: se baterem, a mensagem não foi alterada (integridade) e veio mesmo do remetente (autenticidade), e ele não pode negar (não-repúdio).

Garantias da assinatura digital:

  • Autenticidade ✓
  • Integridade ✓
  • Não-repúdio ✓
  • Não garante confidencialidade (a mensagem em si não é cifrada, só o hash). Para confidencialidade, cifrar com a chave pública do destinatário separadamente.

Certificado digital

Já vimos na aula 8. Um certificado X.509 vincula uma chave pública a uma identidade, atestado por uma Autoridade Certificadora (CA). Sem certificado, qualquer um pode publicar uma chave pública e dizer ser fulano.

PKI - Public Key Infrastructure

Conjunto de hardware, software, pessoas, políticas e procedimentos que viabiliza certificados digitais. Componentes:

  • AC (Autoridade Certificadora): emite e revoga certificados. Possui sua chave privada (a mais protegida do sistema).
  • AR (Autoridade de Registro): valida a identidade do solicitante antes da AC emitir.
  • Repositório: publica certificados emitidos.
  • CRL (Certificate Revocation List): lista de certificados revogados.
  • OCSP (Online Certificate Status Protocol): consulta em tempo real do status do certificado.

ICP-Brasil

A Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira é a hierarquia oficial. Estabelecida pela Medida Provisória 2.200-2/2001, que conferiu validade jurídica a documentos eletrônicos assinados com certificado ICP-Brasil. AC Raiz: ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação). Tipos de certificado pessoal:

  • e-CPF: pessoa física.
  • e-CNPJ: pessoa jurídica.
  • NF-e: específico para nota fiscal eletrônica.
  • Tipos A1 (em arquivo, no computador) e A3 (em token físico ou cartão), com validades distintas.

Lei 14.063/2020 - tipos de assinatura eletrônica no setor público

A Lei 14.063/2020 classifica em três níveis para uso em interações com órgãos públicos:

  • Simples: identifica e atribui autoria. Ex: gov.br nível bronze.
  • Avançada: usa certificado não emitido pela ICP-Brasil mas com identidade verificada. Ex: gov.br prata, ouro.
  • Qualificada: usa certificado ICP-Brasil. Equivalente jurídico à assinatura manuscrita.

Alerta do Examinador

Memorize: MD5 e SHA-1 são obsoletos para segurança em 2026. SHA-256 (família SHA-2) é o padrão atual. SHA-3 é alternativa. Para senha: nunca use SHA simples; use bcrypt, scrypt ou Argon2 (que são lentos de propósito). Em prova de Cebraspe, frequente cobrar isso.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 05

5 Autenticação multifator

Os três fatores de autenticação

Tradicionalmente, autenticação se baseia em três categorias:

  • Algo que você sabe (knowledge): senha, PIN, resposta a pergunta.
  • Algo que você tem (possession): token físico (YubiKey), smartphone com autenticador, cartão inteligente, certificado A3.
  • Algo que você é (inherence/biometria): impressão digital, face, íris, voz, padrão venoso.

A doutrina moderna acrescenta dois fatores complementares:

  • Algo que você faz (behavior): padrão de digitação, movimento do mouse, andar.
  • Em algum lugar (location): localização geográfica, IP autorizado.

Senhas: o fator mais frágil

Senhas continuam sendo o mecanismo mais usado, e o mais explorado. Boas práticas:

  • Comprimento mínimo: 12+ caracteres. NIST recomenda 8 mínimo, 64+ permitido.
  • Complexidade: maiúsculas, minúsculas, números, símbolos. NIST atual desencoraja regras rígidas em favor de comprimento.
  • Sem palavras de dicionário ou padrões óbvios.
  • Não reutilizar entre contas.
  • Trocar quando comprometida (NIST 2017 desencoraja troca periódica forçada que faz o usuário criar senha previsível).
  • Gerenciador de senhas: 1Password, Bitwarden, KeePass.
  • Passphrase: frase com 4-6 palavras aleatórias é mais forte e mais memorável que "P@ssw0rd!" típico.

2FA e MFA

  • 2FA (Two-Factor Authentication): exige dois fatores de categorias diferentes. Senha + SMS já é 2FA.
  • MFA (Multi-Factor Authentication): dois ou mais fatores. Termo mais geral.

Senha + outra senha NÃO é 2FA (mesmo fator). Senha + impressão digital É 2FA.

OTP, TOTP, HOTP

  • OTP (One-Time Password): senha de uso único. Pode chegar via SMS, e-mail, autenticador, token físico.
  • TOTP (Time-Based OTP, RFC 6238): código que muda a cada 30 segundos. Usado por Google Authenticator, Authy, Microsoft Authenticator. Padrão atual recomendado.
  • HOTP (HMAC-Based OTP, RFC 4226): código que muda a cada uso. Usado em alguns tokens físicos.

Métodos de MFA: do mais ao menos seguro

  1. Chaves de segurança hardware (YubiKey, Titan): protocolo FIDO2/WebAuthn. Mais resistente a phishing.
  2. Apps autenticadores (TOTP): Google Authenticator, Authy. Funciona offline.
  3. Push notifications: aprovação pelo app (Microsoft Authenticator, Duo).
  4. SMS: recebido por mensagem de texto. Vulnerável a SIM swapping (golpe de troca de chip). NIST desencoraja desde 2016.
  5. E-mail: similar ao SMS, vulnerável.

Biometria

  • Vantagens: difícil de "esquecer" ou "perder"; não compartilhável; rápido.
  • Desvantagens: não pode ser trocada se vazada (você só tem 10 dedos); falsos positivos/negativos; preocupação de privacidade.
  • Tipos: digital (impressão), face, íris, retina, voz, padrão venoso, geometria da mão.
  • Métricas: FAR (False Acceptance Rate, taxa de aceitação falsa), FRR (False Rejection Rate), EER (Equal Error Rate, ponto de equilíbrio).

Single Sign-On (SSO)

Permite que o usuário se autentique uma vez e acesse múltiplas aplicações. Padrões:

  • OAuth 2.0 (RFC 6749): autorização (não autenticação por si). Usado em "Login com Google/Facebook/Apple".
  • OpenID Connect (OIDC): camada de identidade construída sobre OAuth 2.0. Adiciona autenticação. Padrão moderno.
  • SAML 2.0 (Security Assertion Markup Language): padrão XML, usado em ambientes corporativos. SP (Service Provider) + IdP (Identity Provider).
  • Kerberos (MIT, anos 1980): protocolo de autenticação por tickets. Base do Active Directory.
  • LDAP (Lightweight Directory Access Protocol): diretório de usuários.
  • RADIUS, TACACS+: protocolos AAA usados em redes (Wi-Fi corporativo, VPN).

gov.br e níveis de acesso

O sistema brasileiro de identidade digital governamental (gov.br) tem três níveis:

  • Bronze: identificação básica via CPF + senha.
  • Prata: validação adicional (banco, biometria facial).
  • Ouro: certificado digital ICP-Brasil ou validação biométrica em ponto físico.

Quanto mais alto o nível, mais serviços e operações sensíveis liberadas. Reforça a autenticação para serviços que envolvem dados pessoais ou movimentações financeiras com a Administração.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Em prova federal, três pontos centrais. Primeiro: 2FA exige fatores de categorias diferentes (senha + senha = NÃO é 2FA). Segundo: SMS como segundo fator é frágil (SIM swapping); apps autenticadores (TOTP) e chaves físicas (FIDO2) são melhores. Terceiro: biometria não substitui senha; é só mais um fator. Detalhe importante: senha vazou, troca; biometria vazou, problema permanente.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 06

6 AAA e princípios da segurança

Os três A: Autenticação, Autorização, Auditoria

  • Autenticação (Authentication): quem é você? Verifica a identidade. Senha, biometria, certificado, MFA.
  • Autorização (Authorization): o que você pode fazer? Permissões e privilégios após identificada a pessoa. Listas de controle de acesso (ACL), papéis (RBAC), atributos (ABAC).
  • Auditoria (Accounting/Auditing): o que você fez? Registro de ações em logs para análise posterior.

Em alguns autores, o "A" final é "Accounting" (contabilização) ou "Audit" (auditoria). Em outros, somam-se: AAAA com Adicionais (Authorization + Authentication + Accounting + Auditing).

Modelos de controle de acesso

  • DAC (Discretionary Access Control): o dono do recurso decide quem acessa. Padrão Windows clássico.
  • MAC (Mandatory Access Control): regras impostas centralmente, baseadas em rótulos de classificação (público, interno, confidencial, secreto). Padrão militar e SELinux.
  • RBAC (Role-Based Access Control): permissões atribuídas a papéis (administrador, gerente, usuário); pessoas recebem papéis. Mais comum em corporativo.
  • ABAC (Attribute-Based Access Control): regras baseadas em atributos (cargo, departamento, horário, localização, tipo de dado). Mais flexível, mais complexo.
  • RuBAC (Rule-Based Access Control): regras pré-definidas (ex: firewall, IPS).

Princípio do menor privilégio

Cada usuário, processo ou sistema deve ter apenas as permissões mínimas necessárias para realizar sua função. Sem mais. Reduz superfície de ataque.

Aplicação prática:

  • Não usar conta administrador para tarefas comuns.
  • Servidores web rodam como usuário não-privilegiado (www-data, nginx).
  • Acessos temporários expiram automaticamente.
  • Permissões são revisadas periodicamente.

Separação de funções (Segregation of Duties, SoD)

Funções críticas devem ser divididas entre pessoas diferentes para evitar fraude e erro. Exemplos:

  • Quem aprova pagamento ≠ quem executa o pagamento.
  • Quem desenvolve ≠ quem coloca em produção.
  • Quem solicita acesso ≠ quem aprova ≠ quem provisiona.

Defesa em profundidade (Defense in Depth)

Múltiplas camadas de controle, de modo que se uma falhar, outra protege. Camadas típicas:

  1. Política e treinamento (humano).
  2. Segurança física (catraca, câmera).
  3. Perímetro (firewall de borda, IPS).
  4. Rede interna (VLANs, segmentação, NAC).
  5. Host (antivírus, EDR, hardening).
  6. Aplicação (WAF, validação de entrada).
  7. Dados (criptografia em repouso, em trânsito, DLP).

Zero Trust

Modelo emergente que substitui o paradigma "rede interna confiável, externa não". Princípio: nunca confiar, sempre verificar. Cada acesso é autenticado e autorizado independentemente da localização. Pilares:

  • Verificação contínua.
  • Privilégio mínimo.
  • Microsegmentação.
  • Assumir violação (assume breach).

Padronizado pelo NIST em SP 800-207 (2020).

Outros princípios da segurança

  • Fail safe / Fail secure: em falha, o sistema fica em estado seguro (negar por padrão).
  • Open design: a segurança não deve depender do segredo do mecanismo (princípio de Kerckhoffs).
  • Mediação completa: cada acesso é verificado.
  • Mecanismo menos comum: minimizar compartilhamento de recursos entre usuários.
  • Aceitabilidade psicológica: a segurança deve ser usável.
  • Economia de mecanismo: simples é mais seguro.

Logs e auditoria

Logs registram eventos para análise posterior. Devem ser:

  • Centralizados: SIEM coleta de fontes diversas.
  • Imutáveis: não podem ser alterados sem rastro.
  • Sincronizados: NTP em todos os hosts.
  • Retidos: por tempo conforme regulação (Marco Civil: 1 ano para conexão, 6 meses para aplicação).
  • Monitorados: alertas em eventos críticos.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Cuidado: autenticação ≠ autorização. Autenticação é "quem é você?" (login). Autorização é "o que você pode fazer?" (permissão). Banca troca os dois sempre. Outro ponto: o "A" central do AAA pode ser Authorization ou Accounting, dependendo do autor; em prova federal, geralmente é Authentication, Authorization, Auditing/Accounting.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 07

7 Tecnologias de defesa

Firewall

O firewall filtra tráfego de rede com base em regras. É o primeiro perímetro defensivo. Tipos por geração:

  1. 1ª geração - Filtro de pacotes (stateless): examina cabeçalho de cada pacote isoladamente. Camada 3/4 (IP, porta, protocolo). Rápido, mas sem contexto. Ex: ACLs em roteador.
  2. 2ª geração - Stateful (inspeção com estado): mantém tabela de conexões. Sabe se um pacote pertence a uma sessão estabelecida. Mais seguro. Padrão dos anos 2000.
  3. 3ª geração - Application Layer / Proxy: opera na camada de aplicação. Compreende protocolos (HTTP, FTP, SMTP). Pode bloquear conteúdo malicioso. Mais lento.
  4. 4ª geração - Next-Generation Firewall (NGFW): combina stateful + IPS + proxy + decryption SSL/TLS + identificação de aplicação (deep packet inspection). Padrão atual em corporativo.
  5. WAF (Web Application Firewall): especializado em proteger aplicações web contra OWASP Top 10 (SQL injection, XSS, CSRF). Camada 7. Cloudflare, ModSecurity, AWS WAF.

Posicionamento de firewall

  • Borda (perímetro): entre internet e rede interna.
  • Interno (segmentação): entre VLANs, entre departamentos.
  • DMZ: zona desmilitarizada com firewalls em ambos os lados.
  • Host (firewall pessoal): software no próprio computador (Windows Defender Firewall, ufw).

IDS / IPS

  • IDS (Intrusion Detection System): detecta atividade maliciosa e gera alerta. Não bloqueia.
  • IPS (Intrusion Prevention System): detecta e bloqueia em tempo real.

Tipos por posicionamento:

  • NIDS / NIPS: Network-based, monitora tráfego de rede.
  • HIDS / HIPS: Host-based, instalado no host.

Métodos de detecção:

  • Por assinatura: compara com banco de padrões conhecidos. Eficaz contra ameaças conhecidas; ineficaz contra zero-day.
  • Por anomalia: aprende comportamento normal e alerta sobre desvios. Eficaz contra zero-day; gera mais falsos positivos.
  • Por heurística: regras baseadas em comportamento típico de malware.

DLP - Data Loss Prevention

O DLP previne vazamento de dados sensíveis (CPF, cartão, número de processo, segredo comercial). Monitora dados em três estados:

  • Em uso (data in use): no endpoint, durante processamento.
  • Em trânsito (data in motion): na rede, e-mail, web.
  • Em repouso (data at rest): em disco, banco, nuvem.

Quando detecta tentativa de vazamento (envio de e-mail com CPFs em massa, upload de arquivo confidencial em pen drive), age: bloqueia, alerta, audita.

SIEM - Security Information and Event Management

O SIEM agrega logs de toda a infraestrutura (firewall, servidores, aplicações, endpoints), correlaciona eventos e gera alertas. Funções:

  • Coleta centralizada de logs.
  • Normalização: formatos diversos viram modelo comum.
  • Correlação: cruzamento de eventos. Ex: 5 logins falhos + 1 sucesso de IP estrangeiro = alerta.
  • Alertas.
  • Forense: busca em histórico após incidente.
  • Compliance: relatórios para auditorias.

SIEMs conhecidos: Splunk, IBM QRadar, ArcSight, Elastic SIEM, Microsoft Sentinel.

SOAR e XDR

  • SOAR (Security Orchestration, Automation and Response): automatiza resposta a incidentes (playbooks).
  • XDR (Extended Detection and Response): unifica detecção em endpoint (EDR), rede (NDR), nuvem, identidade.
  • SOC (Security Operations Center): time que opera SIEM/SOAR/XDR 24/7.

VPN - Virtual Private Network

Cria túnel cifrado entre dois pontos sobre rede pública. Usos:

  • Site-to-site: conecta filiais.
  • Remote access: funcionário acessa intranet de casa.
  • Pessoal: privacidade do usuário (NordVPN, ExpressVPN).

Protocolos:

  • IPsec: padrão corporativo. Operação em camada 3. Modos transport e tunnel.
  • OpenVPN: open source, baseado em TLS.
  • WireGuard: moderno, simples, rápido. Em ascensão.
  • SSL/TLS VPN: via navegador, sem cliente.
  • L2TP, PPTP: legados (PPTP é considerado inseguro).

Outras tecnologias

  • EDR (Endpoint Detection and Response): monitora endpoints em tempo real, com IA.
  • NAC (Network Access Control): controle de quem pode entrar na rede (802.1X).
  • CASB (Cloud Access Security Broker): controle entre usuários e serviços em nuvem.
  • SASE (Secure Access Service Edge): rede + segurança em nuvem unificadas.
  • ZTNA (Zero Trust Network Access): substituto moderno da VPN, baseado em Zero Trust.
  • Honeypot: armadilha para atrair atacantes e estudar.
  • Sandbox: ambiente isolado para executar arquivos suspeitos.

Coach Jeff manda a real

Em prova, três distinções rendem questão garantida. Primeira: IDS detecta, IPS bloqueia. Segunda: NIDS é de rede; HIDS é de host. Terceira: VPN cria túnel cifrado; firewall filtra tráfego. Não se confundem. NGFW (Next-Gen Firewall) é a evolução que junta firewall + IPS + DPI; veio nos anos 2010 e domina hoje.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 08

8 Normas e frameworks

Família ISO/IEC 27000

A família ISO/IEC 27000 é o conjunto de normas internacionais sobre segurança da informação, adotadas no Brasil pela ABNT como NBR ISO/IEC 27000.

NormaFoco
27000Visão geral e vocabulário (glossário)
27001SGSI (Sistema de Gestão de Segurança da Informação). É a única certificável da família.
27002Catálogo de controles de segurança (boas práticas). Versão 2022 tem 93 controles em 4 temas.
27003Diretrizes para implementação do SGSI
27004Medições do SGSI
27005Gestão de riscos de segurança da informação
27007Auditoria do SGSI
27017Controles para serviços em nuvem
27018Privacidade em nuvem (PII)
27035Gestão de incidentes
27037Coleta de evidências (forense digital)
27701PIMS (Privacy Information Management System). Extensão da 27001 para LGPD/GDPR.

ISO/IEC 27001 (SGSI) em detalhe

A 27001 estabelece requisitos para implantar, operar, monitorar e melhorar um SGSI. Estrutura (Anexo SL):

  1. Contexto da organização.
  2. Liderança.
  3. Planejamento.
  4. Apoio.
  5. Operação.
  6. Avaliação de desempenho.
  7. Melhoria.

Adota o ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act). É a única norma certificável da família 27000. Empresas certificam-se para demonstrar conformidade.

ISO/IEC 27002:2022 - 93 controles

A versão atualizada da 27002 (publicada em 2022) reorganizou os controles em 4 temas:

  • Organizacionais (37 controles): políticas, papéis, gestão de ativos, controle de acesso.
  • Pessoas (8 controles): triagem, termos contratuais, conscientização, disciplinar.
  • Físicos (14 controles): perímetro, controle de entrada, descarte seguro.
  • Tecnológicos (34 controles): dispositivos, criptografia, backup, monitoramento, segurança de rede.

Cinco atributos: tipo de controle (preventivo/detectivo/corretivo), propriedades de segurança (CIA + outros), conceito de cibersegurança (Identify/Protect/Detect/Respond/Recover), capacidades operacionais e domínios de segurança.

NIST Cybersecurity Framework

O NIST CSF (National Institute of Standards and Technology, EUA) é um framework voluntário para gestão de cibersegurança. Versão 2.0 (2024) tem 6 funções:

  1. Govern (Governar): estabelece governança. Adicionada em 2024.
  2. Identify (Identificar): ativos, riscos, ambiente.
  3. Protect (Proteger): controles para reduzir risco (acesso, treinamento, dados).
  4. Detect (Detectar): identificar incidentes (anomalias, monitoramento).
  5. Respond (Responder): resposta a incidentes (planejamento, comunicação).
  6. Recover (Recuperar): restauração após incidente.

Antes de 2024, eram apenas 5 funções (sem Govern). Em prova mais antiga, pode aparecer com 5.

Outras normas e frameworks

  • COBIT (Control Objectives for Information and Related Technology, ISACA): governança de TI. Versão atual: COBIT 2019.
  • ITIL (Information Technology Infrastructure Library): boas práticas de gestão de serviços de TI. ITIL 4 (2019).
  • PCI-DSS (Payment Card Industry Data Security Standard): obrigatório para quem processa cartão.
  • OWASP: organização sem fins lucrativos, conhecida pelo Top 10 de vulnerabilidades web.
  • CIS Controls: 18 controles críticos de segurança.
  • MITRE ATT&CK: matriz de táticas e técnicas de adversários.
  • CSA STAR: certificação para serviços de nuvem.

Legislação brasileira correlata

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Em prova federal, decore: ISO/IEC 27001 é a única certificável da família 27000. Estabelece o SGSI. A 27002 traz os controles. A 27005 cuida de gestão de riscos. NIST CSF tem 5 funções (versão 1) ou 6 (versão 2.0 de 2024, com Govern adicionada). Nesses 4 fatos resolve a maior parte das questões de normas.

! Encontro com o vilão

O Desembargador Severo é o vilão desta aula. Gosta de pegadinha em divergência doutrinária e jurisprudência rara. Em informática, ele cobra: a versão exata do NIST CSF (5 ou 6 funções), a diferença sutil entre IDS e IPS, qual norma da família 27000 é certificável (somente a 27001), o que MD5 e SHA-1 hoje são (obsoletos), se 2FA com duas senhas serve (não serve).

O vilão da aula: Desembargador Severo

Ele troca ameaça × vulnerabilidade, autenticação × autorização, simétrica × assimétrica, IDS × IPS, SHA × bcrypt, 27001 × 27002. Atenção redobrada nas questões.

Como derrotar o Severo:

  1. Memorize a CIA Triad (Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade) + atributos estendidos.
  2. Memorize: simétrica = uma chave (AES); assimétrica = par chaves (RSA, ECC).
  3. Memorize: MD5 e SHA-1 obsoletos; SHA-256 e SHA-3 são padrão; bcrypt/Argon2 para senhas.
  4. Memorize: 2FA exige fatores diferentes (senha + senha NÃO é).
  5. Memorize: autenticação ≠ autorização; IDS detecta, IPS bloqueia.
  6. Memorize: 27001 é certificável; 27002 = controles; 27005 = riscos. NIST CSF = 6 funções (Govern, Identify, Protect, Detect, Respond, Recover).

Mapa mental

Segurança da Informação

CIA Triad

  • Confidencialidade
  • Integridade
  • Disponibilidade
  • + Autenticidade, Não-Repúdio
  • + Autorização, Legalidade

Risco

  • Risco = Ameaça × Vulnerabilidade × Impacto
  • Ameaça externa
  • Vulnerabilidade interna
  • CVE/CVSS
  • Aceitar/Reduzir/Transferir/Evitar

Criptografia simétrica

  • Mesma chave (1)
  • Rápida
  • AES (atual), DES (legado)
  • 3DES, ChaCha20
  • Modos: ECB (ruim), CBC, CTR, GCM

Criptografia assimétrica

  • Par chaves: pública + privada
  • RSA (2048+), ECC (256+)
  • Diffie-Hellman (troca de chave)
  • Lenta, p/ chave + assinatura

Hash

  • MD5, SHA-1: OBSOLETOS
  • SHA-256/SHA-3: padrão
  • Senhas: bcrypt, Argon2 (lentos)
  • Salt + Pepper

Assinatura/PKI

  • Hash + chave privada
  • Garante autent + integ + não-repúdio
  • Certificado X.509
  • ICP-Brasil (MP 2.200-2/2001)
  • e-CPF, e-CNPJ

Autenticação MFA

  • Sabe (senha)
  • Tem (token, smartphone)
  • É (biometria)
  • TOTP, FIDO2/WebAuthn
  • SSO: OAuth, OIDC, SAML

AAA + princípios

  • Autenticação, Autorização, Auditoria
  • RBAC, ABAC, MAC, DAC
  • Mínimo privilégio
  • Defesa em profundidade
  • Zero Trust (NIST 800-207)

Tecnologias

  • Firewall: stateless → stateful → NGFW → WAF
  • IDS detecta; IPS bloqueia
  • NIDS/HIDS
  • DLP, SIEM, SOAR, EDR
  • VPN: IPsec, OpenVPN, WireGuard
  • ISO 27001 (cert), 27002 (ctrls), 27005 (riscos)
  • NIST CSF: 6 funções (2024)

Revisão relâmpago

5 minutos antes da prova, leia só isto.

  1. CIA Triad: Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade. + Autenticidade, Não-Repúdio, Autorização, Legalidade.
  2. DAD: Disclosure (quebra C), Alteration (quebra I), Destruction/Denial (quebra D).
  3. Risco = Ameaça × Vulnerabilidade × Impacto. Ameaça externa; vulnerabilidade interna.
  4. Tratamento: aceitar, reduzir, transferir, evitar.
  5. Criptografia simétrica: 1 chave. Rápida. AES (128/192/256), DES (legado), ChaCha20.
  6. Modos AES: ECB (ruim), CBC, CTR, GCM (atual, autenticado).
  7. Criptografia assimétrica: par (pública + privada). Lenta. RSA (2048+), ECC (256+), Diffie-Hellman (troca).
  8. Híbrida: assimétrica troca chave + simétrica cifra dado. Padrão TLS, GPG, S/MIME.
  9. Hash: MD5 e SHA-1 obsoletos. SHA-256/SHA-3 padrão. Para senha: bcrypt, scrypt, Argon2 (lentos).
  10. Assinatura digital: hash + chave privada. Garante autenticidade + integridade + não-repúdio. NÃO confidencialidade.
  11. Certificado X.509 emitido por CA. PKI: AC, AR, repositório, CRL, OCSP.
  12. ICP-Brasil: MP 2.200-2/2001. AC Raiz: ITI. e-CPF, e-CNPJ. Tipos A1 (arquivo) e A3 (token).
  13. Lei 14.063/2020: assinatura simples, avançada, qualificada (ICP-Brasil).
  14. 3 fatores autenticação: sabe (senha), tem (token), é (biometria).
  15. 2FA exige fatores diferentes. SMS é frágil (SIM swap); TOTP e FIDO2 melhores.
  16. SSO: OAuth 2.0 (autorização), OpenID Connect (autenticação sobre OAuth), SAML 2.0 (XML, corporativo), Kerberos.
  17. AAA: Autenticação (quem é), Autorização (o que pode), Auditoria (o que fez).
  18. Modelos acesso: DAC (dono), MAC (rígido), RBAC (papéis), ABAC (atributos).
  19. Princípios: mínimo privilégio, separação de funções, defesa em profundidade, Zero Trust.
  20. Firewall: stateless (1ª) → stateful (2ª) → proxy/aplicação (3ª) → NGFW (4ª). WAF para web.
  21. IDS detecta + alerta; IPS detecta + bloqueia. NIDS rede; HIDS host. Por assinatura ou anomalia.
  22. DLP: previne vazamento. SIEM: agrega logs e correlaciona. SOAR: automatiza resposta. EDR/XDR: detecção em endpoint.
  23. VPN: túnel cifrado. IPsec, OpenVPN, WireGuard. PPTP é inseguro.
  24. ISO/IEC 27001: SGSI, certificável. 27002: 93 controles em 4 temas (org, pessoas, físicos, tec). 27005: gestão de riscos. 27701: privacidade (LGPD/GDPR).
  25. NIST CSF 2.0: 6 funções (Govern, Identify, Protect, Detect, Respond, Recover). Versão 1 tinha 5.
Você está pronto
25 pontos densos sobre segurança da informação. Bora para as questões.

? 10 questões comentadas

Foco em CIA Triad, criptografia, hash, assinatura, autenticação MFA, AAA, firewall/IDS/IPS, ISO 27000.

Dica do Fuffu

Em prova, três distinções fundamentais: CIA Triad (3 pilares), simétrica × assimétrica (1 chave × par), IDS × IPS (detecta × bloqueia). Resolvem 50% das questões.

Q1

Questão 01 · Comentada

Enunciado. A tríade clássica da segurança da informação (CIA Triad) é composta por:

  1. A) Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade.
  2. B) Criptografia, Autenticação e Autorização.
  3. C) Confidencialidade, Privacidade e Anonimato.
  4. D) Identificação, Autenticação e Autorização.
  5. E) Detecção, Prevenção e Resposta.

Gabarito: A

Prof. Affonsinho comenta

Cobra a CIA Triad clássica.

  • A CORRETA tríade clássica: exato. CIA = Confidentiality, Integrity, Availability. Pilares fundamentais.
  • B errada: esses são técnicas/processos, não os pilares conceituais.
  • C errada: privacidade e anonimato são desdobramentos de confidencialidade, mas não compõem a tríade clássica.
  • D errada: esse é o tripé do AAA (com Auditoria), não a CIA Triad.
  • E errada: esses são funções do NIST CSF, não a tríade clássica.

Tese central: CIA Triad = Confidencialidade + Integridade + Disponibilidade. Atributos estendidos: autenticidade, não-repúdio, autorização.

Q2

Questão 02 · Comentada

Enunciado. Sobre criptografia simétrica e assimétrica, é correto afirmar:

  1. A) A criptografia simétrica usa duas chaves (uma pública e uma privada).
  2. B) A criptografia simétrica usa a mesma chave para cifrar e decifrar (ex: AES, ChaCha20), sendo rápida e ideal para grandes volumes. A assimétrica usa par de chaves: pública (compartilhada) e privada (sigilosa); cifrar com a pública só decifra com a privada (confidencialidade); cifrar/assinar com a privada verifica com a pública (autenticidade). Algoritmos: RSA, ECC, Diffie-Hellman.
  3. C) A criptografia assimétrica é mais rápida que a simétrica.
  4. D) AES é um algoritmo de criptografia assimétrica.
  5. E) RSA é simétrica.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Cobra simétrica × assimétrica.

  • A errada: simétrica usa uma chave; quem usa par é a assimétrica.
  • B CORRETA definição padrão: exato. Simétrica = 1 chave, rápida; assimétrica = par, lenta, para troca de chave e assinatura.
  • C errada: simétrica é mais rápida que assimétrica (até ~1000x). Por isso usa-se híbrido.
  • D errada: AES é simétrica: padrão atual desde 2001. Chaves de 128/192/256 bits.
  • E errada: RSA é assimétrica (par chaves), criada em 1977.

Tese central: Simétrica = 1 chave (AES), rápida; Assimétrica = par (RSA, ECC), lenta. Sistemas reais usam híbrido.

Q3

Questão 03 · Comentada

Enunciado. Sobre funções de hash criptográfico:

  1. A) MD5 e SHA-1 são considerados seguros para uso atual em segurança.
  2. B) Hashes criptográficos são reversíveis: dado o hash, descobre-se a entrada original.
  3. C) Para armazenar senhas, recomenda-se usar SHA-256 puro.
  4. D) Funções de hash criptográfico (como SHA-256, SHA-3, BLAKE3) produzem saída de tamanho fixo e devem ser determinísticas, resistentes a colisão, pré-imagem e segunda pré-imagem. MD5 e SHA-1 estão obsoletos. Para senhas, usam-se algoritmos lentos de propósito (bcrypt, scrypt, Argon2), com salt único por usuário.
  5. E) Hashes só funcionam em arquivos pequenos.

Gabarito: D

Prof. Affonsinho comenta

Cobra hash criptográfico e armazenamento de senhas.

  • A errada: obsoletos: MD5 desde 2004; SHA-1 desde 2017 (Google demonstrou colisão prática).
  • B errada: hash é função de mão única: irreversível. Resistente a pré-imagem.
  • C errada: para senha, usar bcrypt/scrypt/Argon2 com salt; SHA-256 puro é rápido demais (vulnerável a brute force).
  • D CORRETA criptografia moderna: exato. Propriedades + algoritmos atuais + senha com bcrypt/Argon2 + salt.
  • E errada: hash funciona em qualquer tamanho de entrada (bytes a gigabytes), com saída fixa.

Tese central: MD5 e SHA-1 obsoletos. SHA-256/SHA-3 padrão. Para senhas: bcrypt/scrypt/Argon2 com salt.

Q4

Questão 04 · Comentada

Enunciado. A assinatura digital, no contexto da criptografia, garante:

  1. A) Apenas confidencialidade da mensagem.
  2. B) Autenticidade, integridade e não-repúdio do remetente, MAS não garante confidencialidade do conteúdo da mensagem (a mensagem em si não é cifrada na assinatura). É calculada cifrando o hash da mensagem com a chave privada do remetente; o destinatário verifica decifrando com a chave pública.
  3. C) Confidencialidade e disponibilidade.
  4. D) Apenas integridade.
  5. E) Anonimato do remetente.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Cobra o que assinatura digital garante.

  • A errada: não garante confidencialidade; a mensagem trafega em claro junto da assinatura.
  • B CORRETA criptografia assimétrica: exato. 3 garantias + processo + ressalva sobre confidencialidade.
  • C errada: não garante nem confidencialidade nem disponibilidade.
  • D errada: garante 3 propriedades: autenticidade, integridade, não-repúdio. Não só integridade.
  • E errada: ao contrário, identifica o remetente; é o oposto de anonimato.

Tese central: Assinatura digital = autenticidade + integridade + não-repúdio. NÃO garante confidencialidade.

Q5

Questão 05 · Comentada

Enunciado. Sobre autenticação multifator (MFA / 2FA):

  1. A) Usar duas senhas diferentes constitui 2FA.
  2. B) MFA é exclusivamente biometria.
  3. C) A autenticação 2FA exige fatores de categorias DIFERENTES dentre: algo que você SABE (senha, PIN), algo que você TEM (token, smartphone com autenticador), algo que você É (biometria). Senha + senha NÃO é 2FA. Senha + código TOTP do app é 2FA. SMS, embora aceito, é menos seguro (vulnerável a SIM swapping).
  4. D) Autenticação por SMS é a mais segura forma de 2FA.
  5. E) TOTP exige conexão à internet para gerar o código.

Gabarito: C

Prof. Affonsinho comenta

Cobra 2FA e fatores diferentes.

  • A errada: NÃO é 2FA: ambas são da mesma categoria (algo que você sabe). 2FA requer fatores de categorias diferentes.
  • B errada: MFA é genérico, biometria é só um dos fatores possíveis.
  • C CORRETA definição MFA: exato. Fatores diferentes + exemplos + ressalva sobre SMS.
  • D errada: SMS é frágil (SIM swapping). Apps autenticadores (TOTP) e chaves físicas (FIDO2) são melhores.
  • E errada: TOTP funciona offline: o código é calculado pelo app a partir de chave compartilhada e timestamp local.

Tese central: 2FA = fatores de categorias DIFERENTES (sabe/tem/é). Senha+senha não é. SMS é frágil; TOTP/FIDO2 melhor.

Q6

Questão 06 · Comentada

Enunciado. Sobre IDS e IPS (Intrusion Detection / Prevention System):

  1. A) IDS bloqueia o tráfego malicioso automaticamente.
  2. B) IPS apenas detecta sem agir.
  3. C) IDS e IPS são sinônimos.
  4. D) O IDS (Intrusion Detection System) detecta atividade suspeita e gera alertas, sem bloquear o tráfego. O IPS (Intrusion Prevention System) detecta E bloqueia em tempo real. Ambos podem ser baseados em rede (NIDS/NIPS) ou em host (HIDS/HIPS), com detecção por assinatura, anomalia ou heurística.
  5. E) IDS é exclusivamente de hardware; IPS é exclusivamente software.

Gabarito: D

Prof. Affonsinho comenta

Cobra IDS × IPS.

  • A errada: IDS não bloqueia; só detecta e alerta. Quem bloqueia é o IPS.
  • B errada: IPS bloqueia em tempo real. Quem só detecta é o IDS.
  • C errada: são diferentes: IDS detecta; IPS detecta + bloqueia.
  • D CORRETA padrão segurança: exato. Diferenciação completa + tipos por posicionamento + métodos.
  • E errada: ambos podem ser hardware ou software (appliances ou agentes).

Tese central: IDS detecta + alerta; IPS detecta + bloqueia. NIDS rede; HIDS host. Por assinatura ou anomalia.

Q7

Questão 07 · Comentada

Enunciado. Qual norma da família ISO/IEC 27000 é a única certificável e estabelece requisitos para um SGSI?

  1. A) ABNT NBR ISO/IEC 27000
  2. B) ABNT NBR ISO/IEC 27001
  3. C) ABNT NBR ISO/IEC 27002
  4. D) ABNT NBR ISO/IEC 27005
  5. E) ABNT NBR ISO/IEC 27017

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Cobra a norma certificável.

  • A errada: 27000 é a norma de visão geral e vocabulário (glossário). Não é certificável.
  • B CORRETA ISO/IEC 27001: exato. 27001 estabelece os requisitos do SGSI (Sistema de Gestão de Segurança da Informação) e é a única certificável da família.
  • C errada: 27002 traz o catálogo de controles (93 controles na versão 2022). É um guia, não certificável.
  • D errada: 27005 é sobre gestão de riscos. Não certificável.
  • E errada: 27017 é sobre controles para serviços em nuvem. Não é a norma básica do SGSI.

Tese central: ISO/IEC 27001 = SGSI, única certificável. 27002 = controles. 27005 = riscos.

Q8

Questão 08 · Comentada

Enunciado. Sobre o NIST Cybersecurity Framework (versão 2.0, lançada em 2024):

  1. A) Tem 4 funções: Identify, Protect, Detect e Respond.
  2. B) O NIST CSF 2.0 (2024) estabelece 6 funções centrais: Govern (governar, adicionada em 2024), Identify (identificar), Protect (proteger), Detect (detectar), Respond (responder) e Recover (recuperar). A versão 1.0 tinha 5 funções (sem Govern). É um framework voluntário de gestão de cibersegurança, originado nos EUA, mas adotado mundialmente.
  3. C) É um framework obrigatório para todos os órgãos federais brasileiros.
  4. D) Foi criado pela ABNT.
  5. E) Substitui a ISO/IEC 27001.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Cobra NIST CSF.

  • A errada: tem 6 funções na 2.0 (ou 5 na 1.0). 4 não está correto.
  • B CORRETA NIST CSF 2.0: exato. 6 funções (com Govern adicionada em 2024) + caracterização.
  • C errada: é voluntário, mesmo nos EUA. No Brasil é apenas referência.
  • D errada: criado pelo NIST (EUA). A ABNT cria normas brasileiras (NBR).
  • E errada: não substitui; complementa. ISO 27001 e NIST CSF são frameworks complementares, podem conviver.

Tese central: NIST CSF 2.0 = 6 funções: Govern, Identify, Protect, Detect, Respond, Recover. Voluntário, EUA.

Q9

Questão 09 · Comentada

Enunciado. Sobre o princípio do menor privilégio (least privilege):

  1. A) Todos os usuários devem ter acesso a tudo na rede da organização.
  2. B) O princípio do menor privilégio determina que cada usuário, processo ou sistema deve ter APENAS as permissões mínimas necessárias para executar sua função, nada mais. Reduz a superfície de ataque, limita o impacto de comprometimentos e está alinhado a boas práticas como AAA, separação de funções e Zero Trust.
  3. C) Significa que o administrador deve ter o menor número de privilégios possível.
  4. D) Não tem aplicação em ambientes corporativos.
  5. E) É sinônimo de defesa em profundidade.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Cobra o princípio do menor privilégio.

  • A errada: ao contrário, ninguém deve ter mais do que precisa.
  • B CORRETA Saltzer & Schroeder, 1975: exato. Definição clássica + benefícios + relação com outros princípios.
  • C errada: vale para todos os usuários (incluindo administrador, no que ele não precisa para suas tarefas comuns), não só admin.
  • D errada: tem aplicação central em qualquer ambiente. É boa prática consagrada.
  • E errada: são princípios complementares: defesa em profundidade é múltiplas camadas; menor privilégio é sobre permissões.

Tese central: Menor privilégio: apenas as permissões mínimas necessárias. Reduz superfície de ataque, limita impacto.

Q10

Questão 10 · Comentada

Enunciado. Sobre a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil):

  1. A) Foi criada pela Lei 13.709/2018 (LGPD).
  2. B) A AC Raiz da ICP-Brasil é a Microsoft.
  3. C) A ICP-Brasil é a hierarquia oficial brasileira de PKI, instituída pela Medida Provisória 2.200-2/2001, que confere validade jurídica a documentos eletrônicos assinados com certificados emitidos por suas Autoridades Certificadoras. AC Raiz: Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Tipos de certificado: e-CPF (pessoa física), e-CNPJ (pessoa jurídica), em formatos A1 (arquivo) ou A3 (token físico/cartão).
  4. D) Os certificados ICP-Brasil têm validade indefinida.
  5. E) A ICP-Brasil é uma empresa privada estrangeira.

Gabarito: C

Prof. Affonsinho comenta

Cobra ICP-Brasil.

  • A errada: ICP-Brasil é da MP 2.200-2/2001, anterior à LGPD.
  • B errada: AC Raiz é o ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), do governo federal.
  • C CORRETA MP 2.200-2/2001 + ITI: exato. Origem legal + AC Raiz + tipos de certificado + formatos.
  • D errada: certificados têm validade: data início e data fim.
  • E errada: ICP-Brasil é brasileira, governamental; ITI é instituto público federal.

Tese central: ICP-Brasil: hierarquia oficial PKI brasileira. MP 2.200-2/2001. AC Raiz ITI. e-CPF, e-CNPJ, A1/A3.

Fim da aula 09

Você dominou Segurança da Informação.
CIA Triad, criptografia, hash, assinatura.
MFA, AAA, mínimo privilégio, Zero Trust.
Firewall, IDS/IPS, VPN, ISO 27001, NIST CSF.

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Aula 09 de 15 · Informática
Próxima: Backup e Antivírus.

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