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Constitucional FGV: grátis

Questões de Constitucional FGV: múltipla escolha analítica.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Considerando as repercussões processuais das garantias constitucionais, assinale a opção correta.

  • A)Impõe-se, por ser norma de processo civil, de aplicação imediata, a legislação superveniente à impetração do mandado de segurança.
  • B)A ausência de decisão administrativa em prazo razoável não enseja mandado de segurança, pois o Poder Judiciário não pode fixar prazo para decisões do Poder Executivo.
  • C)Estrangeiro residente no exterior não pode impetrar mandado de segurança no Brasil.
  • D)Mandado de segurança coletivo impetrado pela OAB deve ser ajuizado perante a justiça federal, ainda que não se trate de postulação de direito próprio.
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Resposta correta: D

O mandado de segurança é a ação constitucional usada para proteger direito líquido e certo quando houver ilegalidade ou abuso de poder, e ele tem várias pegadinhas processuais. A Lei 12.016/2009 e a jurisprudência do STF ajudam a separar o que é regra de procedimento, o que depende do momento da impetração e quem pode pedir a ordem no Judiciário. A alternativa correta é a D porque a OAB tem legitimidade para impetrar mandado de segurança coletivo, em defesa dos interesses de seus membros e da classe, com base no art. 5º, LXX, da Constituição e na Lei 12.016/2009. Além disso, a jurisprudência reconhece a competência da Justiça Federal para julgar mandado de segurança impetrado pela OAB, justamente pela natureza federal da entidade e pela previsão do art. 109, I, da Constituição, quando a causa envolver autoridade ou interesse submetido à Justiça Federal. As outras opções tentam misturar conceitos verdadeiros com conclusões erradas. Em prova, a FGV adora esse truque: pega uma frase com cara de lei e faz você engolir um detalhe que derruba tudo. Aqui, o ponto central é lembrar que a tutela coletiva pela OAB existe e que a competência não depende de ser direito próprio da entidade, mas da natureza do caso e da organização judiciária constitucional.

Questão 2

O Congresso Nacional e suas respectivas Casas se reúnem anualmente para a atividade legislativa. Com relação ao sistema constitucional brasileiro, assinale a alternativa correta.

  • A)Legislatura: o período compreendido entre 2 de fevereiro a 17 de julho e 1º de agosto a 22 de dezembro.
  • B)Sessão legislativa: os quatro anos equivalentes ao mandato dos parlamentares.
  • C)Sessão conjunta: a reunião da Câmara dos Deputados e do Senado Federal destinada, por exemplo, a conhecer do veto presidencial e sobre ele deliberar.
  • D)Sessão extraordinária: a que ocorre por convocação ou do Presidente do Senado Federal ou do Presidente da Câmara dos Deputados ou do Presidente da República e mesmo por requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas para, excepcionalmente, inaugurar a sessão legislativa e eleger as respectivas mesas diretoras.
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Resposta correta: C

Aqui a chave é não confundir legislatura, sessão legislativa e sessão conjunta. Na Constituição, a legislatura dura 4 anos, isto é, o tempo do mandato dos deputados federais, e a sessão legislativa ordinária é o período anual de trabalho do Congresso, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro, salvo os recessos e as hipóteses constitucionais de convocação extraordinária. A sessão conjunta é quando Câmara e Senado se reúnem juntos, formando o Congresso Nacional, para tratar de assuntos que a Constituição manda decidir em conjunto. Um exemplo clássico é apreciar o veto presidencial: o Presidente veta, e o Congresso se reúne para conhecer do veto e deliberar sobre ele, nos termos do art. 66, § 4º, da CF. Por isso o gabarito é a letra C. Ela descreve exatamente uma hipótese de sessão conjunta, com fundamento constitucional expresso. É a cara da FGV: trocar o nome do instituto e ver se você cai no truque sem perceber. Já a sessão extraordinária é outra história: ela ocorre fora do período normal de funcionamento, por convocação nas hipóteses constitucionais, e não serve para definir legislatura nem para “inaugurar” a sessão legislativa ou eleger mesas diretoras. Essas ideias pertencem a regras diferentes do processo legislativo e da organização do Congresso.

Questão 3

Em relação à inovação da ordem constitucional que instituiu a nominada Súmula Vinculante, é correto afirmar que:

  • A)somente os Tribunais Superiores podem editá-la.
  • B)podem ser canceladas, mas vedada a mera revisão.
  • C)a proposta para edição da Súmula pode ser provocada pelos legitimados para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade.
  • D)desde que haja reiteradas decisões sobre matéria constitucional, o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, aprovar a Súmula mediante decisão da maioria absoluta de seus membros.
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Resposta correta: C

A Súmula Vinculante foi uma inovação trazida pela EC 45/2004 para dar mais uniformidade e reduzir a repetição de processos sobre a mesma tese constitucional. Ela está no art. 103-A da Constituição e também é regulamentada pela Lei 11.417/2006. A lógica é simples: se o STF já firmou entendimento reiterado sobre matéria constitucional, esse entendimento pode ganhar força obrigatória para o Judiciário e a Administração Pública. O ponto mais cobrado é que a iniciativa para propor a edição, revisão ou cancelamento da súmula não fica restrita ao STF. O art. 103-A, caput e § 2º, permite provocação dos legitimados ali previstos, e a lei regulamentadora amplia o rol para os mesmos legitimados do art. 103 da CF, que são os legitimados para a ação direta de inconstitucionalidade. Por isso, a alternativa C está correta: a proposta de súmula vinculante pode ser provocada pelos legitimados para a propositura da ADI. Em prova, vale lembrar que o STF pode aprovar a súmula de ofício ou por provocação, mas os legitimados também podem provocar sua edição, revisão ou cancelamento. A aprovação depende de decisão de dois terços dos membros do STF, não de maioria absoluta. Resumo de ouro: súmula vinculante nasce do entendimento reiterado do STF sobre matéria constitucional, tem efeito vinculante e pode ser proposta por quem a Constituição e a lei autorizam. A banca costuma trocar detalhes de procedimento para ver se você confunde iniciativa, quórum e alcance.

Questão 4

Assinale a opção correta com relação ao sigilo bancário.

  • A)A quebra do sigilo bancário está submetida à chamada reserva de jurisdição, podendo somente os juízes determiná-la e, ainda assim, de forma fundamentada.
  • B)Conforme a lei complementar que rege a matéria, constitui quebra ilegal de sigilo bancário a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos administrativos, mesmo quando do fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa.
  • C)As comissões parlamentares de inquérito poderão determinar a quebra de sigilo bancário sem a interferência do Poder Judiciário, desde que o façam de forma fundamentada.
  • D)A quebra do sigilo bancário pode ser determinada diretamente pelo Tribunal de Contas da União.
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Resposta correta: C

O sigilo bancário protege a intimidade e a vida privada do correntista, mas ele nao eh absoluto. Em regra, a quebra exige previsao legal e deve respeitar os limites fixados pela Constituicao e pela jurisprudencia, sempre com justificativa concreta. A ideia central eh simples: nao se trata de segredo sagrado, e sim de uma protecao forte, que pode ceder diante de interesse publico relevante. A grande pegadinha da questao esta em quem pode determinar essa quebra. O STF admite que as Comissoes Parlamentares de Inquerito, por terem poderes de investigacao proprios das autoridades judiciais, possam decretar a quebra de sigilo bancario, desde que haja fundamentacao e observancia do objeto da investigacao. Isso decorre do art. 58, paragrafo 3º, da CF, e da jurisprudencia consolidada da Corte. Perceba que nao precisa haver intervencao previa do Judiciario nessa hipotese. As CPI's nao podem tudo, claro, mas podem adotar medidas investigativas como a quebra de sigilo, desde que de forma motivada e dentro dos limites constitucionais. Por isso, a alternativa C esta correta. As demais estao erradas porque exageram a reserva de jurisdicao ou atribuem essa competencia a orgao sem esse poder. Em concurso, sempre desconfie de frases com 'somente o juiz' ou que neguem aos poderes investigatorios das CPI's o alcance reconhecido pelo STF.

Questão 5

Um determinado Estado-membro editou lei estabelecendo disciplina uniforme para a data de vencimento das mensalidades das instituições de ensino sediadas no seu território. Examinada a questão à luz da partilha de competência entre os entes federativos, é correto afirmar que:

  • A)mensalidade escolar versa sobre direito obrigacional, portanto, de natureza contratual, logo cabe à União legislar sobre o assunto.
  • B)a matéria legislada tem por objeto prestação de serviço educacional, devendo ser considerada como de interesse típico municipal.
  • C)por versar o conteúdo da lei sobre educação, a competência do Estado-membro é concorrente com a da União.
  • D)somente competirá aos Estados-membros legislar sobre o assunto quando se tratar de mensalidades cobradas por instituições particulares de Ensino Médio.
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Resposta correta: A

Aqui a chave é separar o tema aparente do tema jurídico real. À primeira vista, parece educação, porque estamos falando de mensalidade de escola. Mas a disciplina do vencimento da mensalidade entra no campo das obrigações e dos contratos, isto é, direito civil, matéria cuja competência legislativa é privativa da União, nos termos do art. 22, I, da Constituição. Em outras palavras, o Estado-membro não pode sair editando regra uniforme sobre prazo de pagamento de mensalidade escolar, porque isso interfere em relação contratual entre aluno e instituição de ensino. A educação, como serviço, até pode atrair normas constitucionais e administrativas, mas o detalhe do vencimento da cobrança não vira automaticamente tema de competência estadual. O STF já enfrentou esse tipo de discussão e costuma afirmar que regras sobre mensalidades escolares, por envolverem conteúdo obrigacional e contratual, inserem-se na esfera de legislação civil, e não de competência legislativa estadual. Por isso, a ideia central é: nem tudo que toca a escola é "direito educacional" para fins de repartição de competências. Assim, o gabarito está correto porque a lei estadual invadiu matéria de direito obrigacional, reservada à União. O Estado não tinha competência para impor disciplina uniforme sobre vencimento de mensalidades de instituições de ensino.

Questão 6

Assinale a opção correta a respeito da medida cautelar em sede de ação direta de inconstitucionalidade, de acordo com o que dispõe a Lei n.º 9.868/1999.

  • A)Tal medida não poderá ser apreciada em período de recesso ou férias, visto que é imperioso que seja concedida por decisão da maioria absoluta dos membros do STF, após a audiência dos órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei ou ato normativo impugnado.
  • B)Essa medida cautelar só poderá ser concedida se ouvidos, previamente, o advogado-geral da União e o procurador-geral da República.
  • C)A decisão proferida em sede de cautelar, seja ela concessiva ou não, será dotada de eficácia contra todos, com efeito ex nunc, salvo se o STF entender que deva conceder-lhe eficácia retroativa.
  • D)O relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica, poderá, após a prestação das informações e a manifestação do advogado-geral da União e do procurador-geral da República, sucessivamente, submeter o processo diretamente ao STF, que terá a faculdade de julgar definitivamente a ação.
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Resposta correta: D

A medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade serve para “segurar” os efeitos da norma até o julgamento final, quando houver risco de dano e plausibilidade do pedido. Pela Lei n.º 9.868/1999, em regra ela é apreciada pelo STF e pode ter efeitos gerais, com regras próprias sobre eficácia e retroatividade, mas não se confunde com o julgamento definitivo da ação. A questão cobra um ponto muito clássico: a técnica da “conversão” do exame cautelar em julgamento de mérito. O art. 12 da Lei n.º 9.868/1999 permite que, diante da relevância da matéria e do seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica, o relator, após as informações e as manifestações do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República, submeta o processo diretamente ao Tribunal. Ou seja, o STF pode pular a etapa intermediária e julgar logo o mérito. É por isso que a alternativa D está correta: ela reproduz praticamente a redação legal. A lógica é evitar demora inútil quando o tema é importante demais para ficar “parado no limbo” da cautelar. Em concurso, quando aparecer essa expressão de relevância + especial significado + submissão direta ao Tribunal, pense imediatamente no art. 12. As demais alternativas misturam regras de quórum, momento de apreciação e necessidade de oitiva das autoridades, mas embaralham os procedimentos. O truque da banca é trocar a cautelar com o julgamento definitivo ou atribuir a cada fase requisitos que não são exatamente os mesmos.

Questão 7

A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais, no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro, significa que:

  • A)somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.
  • B)a parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que, em decisão definitiva, tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.
  • C)somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser decidida.
  • D)a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal, condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão jurisdicional delegado em sessão plenária.
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Resposta correta: A

No controle de constitucionalidade brasileiro, existe uma regra importante para preservar a segurança jurídica e a coerência das decisões dos tribunais: um órgão fracionário, como turma, câmara ou seção, não pode simplesmente afastar a lei por inconstitucionalidade como se isso fosse uma decisão qualquer. Pela chamada cláusula de reserva de plenário, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo só pode ser declarada pela maioria absoluta dos membros do tribunal ou do respectivo órgão especial. Isso está no art. 97 da Constituição Federal e é uma forma de evitar que uma decisão tão sensível saia de um colegiado menor, quase no susto. É exatamente isso que a alternativa A descreve. Ela traduz a exigência de deliberação plenária, ou de órgão especial, para que o tribunal possa declarar a inconstitucionalidade. Em outras palavras: não basta a vontade isolada de uma turma ou câmara. A Constituição quer um debate mais amplo dentro do próprio tribunal, porque mexer com a validade de uma lei é coisa séria. Esse tema também aparece na jurisprudência do STF, especialmente na Súmula Vinculante 10, que impede que órgão fracionário afaste a incidência de lei ou ato normativo sem observar a reserva de plenário. Ou seja, mesmo quando o tribunal não diz expressamente que a lei é inconstitucional, se o efeito prático for esse, a regra continua valendo. Então, quando a questão fala em obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária, ela está falando da reserva de plenário do art. 97 da CF. Por isso, o gabarito é a letra A.

Questão 8

No que diz respeito à ordem social, assinale a opção correta.

  • A)É lícita a decisão que, provinda de diretor de escola pública, impeça aluno de frequentar, temporariamente, aulas do ensino fundamental em razão do não pagamento de contribuição instituída pela associação de pais e mestres para custear despesas, de pequena monta, da escola.
  • B)Por gozarem de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, as universidades públicas não estão sujeitas ao controle do tribunal de contas.
  • C)Será impedido de concluir o curso fundamental o aluno que, matriculado em escola pública ou particular, não curse, pelo menos, um semestre de disciplina voltada para a educação religiosa.
  • D)Entre os deveres do Estado para com o ensino fundamental, incluem-se as garantias de acesso gratuito do educando a material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
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Resposta correta: D

A Constituição trata a educação como direito social e impõe ao Estado deveres bem concretos, não só a obrigação abstrata de abrir vagas. No ensino fundamental, o art. 208, inciso VII, é direto: o atendimento ao aluno deve incluir material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde, nos termos da lei. Ou seja, não basta colocar a criança na sala de aula e cruzar os braços. Esse ponto costuma aparecer em prova com uma pegadinha clássica: misturar deveres constitucionais do Estado com exigências criadas por escola, associação ou regra interna. Em matéria de ensino fundamental, a Constituição protege o acesso e a permanência, então medidas que restrinjam o aluno por motivos estranhos ao texto constitucional tendem a cair. O gabarito está na letra D porque ela reproduz exatamente o conteúdo do art. 208, VII, da CF/88. A ordem social, aqui, aparece como instrumento de efetivação da dignidade da pessoa humana e do direito à educação: não é só matrícula, é garantia de condições reais para estudar. Em resumo: quando a Constituição enumera as prestações do Estado na educação, vale decorar o pacote básico do ensino fundamental. Se a alternativa fala em material, transporte, alimentação e saúde, acende a luz verde do art. 208, VII.

Questão 9

A respeito do Conselho Nacional de Justiça é correto afirmar que:

  • A)é órgão integrante do Poder Judiciário com competência administrativa e jurisdicional.
  • B)pode rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e membros de Tribunais julgados há menos de um ano.
  • C)seus atos sujeitam-se ao controle do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça.
  • D)a presidência é exercida pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal que o integra e que exerce o direito de voto em todas as deliberações submetidas àquele órgão.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: B

O Conselho Nacional de Justiça, criado pela Emenda Constitucional 45/2004, é um órgão de controle administrativo e disciplinar do Poder Judiciário. Ele não julga causas, então não tem competência jurisdicional: sua função é organizar, fiscalizar e disciplinar a atuação administrativa dos tribunais e magistrados, como manda o art. 103-B da Constituição. A pegada aqui está no prazo de revisão dos processos disciplinares. O CNJ pode rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano. Isso está expresso no art. 103-B, §4º, V, da CF, e é um detalhe clássico de prova da FGV: o prazo é de 1 ano, e não é qualquer processo nem qualquer momento. Outra ideia importante: os atos do CNJ podem ser controlados pelo Supremo Tribunal Federal, porque o STF é a instância constitucional competente para apreciar sua constitucionalidade em mandado de segurança, ação ordinária e outras vias adequadas. Já o STJ não funciona como órgão revisor geral dos atos do CNJ, então essa confusão costuma derrubar muita gente. Na presidência, o CNJ é presidido pelo Presidente do STF, que o integra e tem voto em todas as deliberações. Esse ponto também vem da Constituição, mas a alternativa correta da questão é a que traz a revisão dos processos disciplinares dentro do prazo de um ano.

Questão 10

Acerca da distribuição de competências dos entes federativos prevista na CF, assinale a opção correta.

  • A)Compete à União explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os estados onde se situem os potenciais hidroenergéticos.
  • B)No âmbito da legislação concorrente, compete à União legislar sobre normas gerais ou especiais, sem prejuízo da competência suplementar dos estados, do DF e dos municípios.
  • C)A competência residual, ainda que em matéria tributária, como a instituição de novos impostos, é dos estados e do DF.
  • D)A competência privada da União para legislar sobre certos temas, como os de direito penal, por exemplo, impede que os estados legislem sobre questões específicas, ainda que, para isso, haja, prevista em lei complementar, autorização da União.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: A

A CF distribui as competências para evitar que cada ente federativo “puxe a corda” para um lado diferente. Em regra, a União fica com assuntos de interesse nacional; os estados cuidam do que for mais regional; os municípios, do interesse local; e o DF acumula competências estaduais e municipais. Parece bagunça, mas o mapa é bem organizado no texto constitucional. Na competência legislativa concorrente, o ponto-chave é este: a União edita normas gerais e os estados e o DF complementam, com competência suplementar. Isso está no art. 24 da CF. O município também pode suplementar legislação federal e estadual no que couber, mas não entra como coautor da competência concorrente do art. 24. Então, quando a banca troca “normas gerais” por “normas gerais ou especiais”, ela está tentando te derrubar com uma palavrinha venenosa. A alternativa A está correta porque reproduz a regra do art. 21, XII, b, da CF: compete à União explorar, diretamente ou por autorização, concessão ou permissão, o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os estados onde se situem os potenciais hidroenergéticos. É um típico caso de competência material da União, com necessidade de coordenação federativa. Já a ideia de competência residual é dos estados, mas isso não alcança a criação de novos impostos fora do modelo constitucional. Em matéria tributária, a competência residual para novos impostos é da União, nos termos do art. 154, I, desde que respeitados os requisitos constitucionais. Ou seja: residual não é sinônimo de “posso tudo”.

Perguntas frequentes

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Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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