← Questões de Saúde Pública e SUS

Saúde Pública e SUS · MetroCapital Soluções · 2023

Questão comentada de Saúde Pública e SUS

Segundo o Ministério da Saúde, a vigilância epidemiológica da esquistossomose considera como "Área indene sem potencial de transmissão" aquela em que foi comprovada a ausência de ______________ de importância epidemiológica na transmissão da doença. A lacuna é corretamente preenchida por:

Gabarito: A

Na vigilância epidemiológica da esquistossomose, o Ministério da Saúde observa não só os casos humanos, mas também o ambiente onde o ciclo do parasita acontece. A doença depende da presença de um hospedeiro intermediário, que é o caramujo de água doce do gênero Biomphalaria. Sem esse “elo” na cadeia de transmissão, não há como a doença se manter na área. Por isso, quando se fala em "área indene sem potencial de transmissão", está se dizendo que foi comprovada a ausência de caramujos de importância epidemiológica naquele local. A lógica aqui é simples: se o parasita precisa do caramujo para completar parte do seu ciclo, a vigilância precisa identificar se esse animal existe ou não na região. Se não existe, a área pode ser classificada como sem potencial de transmissão. Se existe, mesmo que ainda não haja muitos casos humanos, o risco epidemiológico continua no radar. É o típico caso em que o mosquito não é o vilão da história, e sim o caramujo. Esse entendimento está alinhado com as orientações do Ministério da Saúde sobre vigilância e controle da esquistossomose, que tratam o molusco hospedeiro como elemento central da transmissão. Em prova, a banca costuma testar se você sabe separar o vetor mecânico de doenças urbanas do hospedeiro intermediário da esquistossomose. Aqui, portanto, o gabarito está correto ao apontar a ausência de caramujos.

Continue treinando

Questões relacionadas