No Brasil existe uma rede pública de saúde para diagnóstico e tratamento da malária. Constituem maneiras de prevenção da doença, EXCETO:
- A)Utilizar mosquiteiros impregnados ou não de inseticidas.
Certa, porque mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas reduzem a picada do Anopheles e ajudam a prevenir a transmissão.
- B)Drenagem e obras de saneamento para eliminação dos criadouros do vetor.
Certa, porque drenagem e saneamento eliminam criadouros do vetor e diminuem a proliferação do mosquito.
- C)Coletar material para diagnóstico laboratorial de acordo com as orientações técnicas.
Errada, porque coletar material para diagnóstico laboratorial é medida de confirmação do caso e apoio ao tratamento, não de prevenção.
- D)Informar à população sobre a doença e da necessidade de procurar a unidade de saúde ao apresentar os primeiros sintomas e orientar sobre a importância do tratamento.
Certa, porque orientar a população sobre sintomas e busca precoce por atendimento ajuda a interromper a evolução e o agravamento da doença.
Gabarito: C
A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, e a prevenção passa por medidas que atacam o vetor, o ambiente e a informação à população. Por isso, entram no pacote: uso de mosquiteiros, controle de criadouros, saneamento, orientação sobre sintomas e busca rápida por atendimento. Tudo isso ajuda a quebrar a cadeia de transmissão antes que o parasita faça festa no sangue. Na lógica da vigilância em saúde, prevenir malária não é só tratar quem já adoeceu, mas reduzir a chance de novas infecções. A rede pública de saúde oferece diagnóstico e tratamento, porém isso é uma ação assistencial e de controle da doença, não uma medida de prevenção em si. Em outras palavras: colher material para exame ajuda a confirmar o caso e iniciar o cuidado, mas não evita a transmissão antes que ela aconteça. É exatamente por isso que a alternativa C está correta como exceção. Ela descreve uma etapa de diagnóstico laboratorial, importante para a confirmação do caso e para o tratamento oportuno, mas não uma ação preventiva clássica contra a malária. As demais alternativas trazem medidas consagradas de prevenção e controle, especialmente as que reduzem a exposição ao vetor e estimulam a procura precoce por atendimento. Em provas de Saúde Pública, vale decorar essa diferença: prevenção atua antes ou durante a interrupção da transmissão; diagnóstico e tratamento entram como controle e atenção ao paciente. A Portaria de Consolidação GM/MS nº 4/2017 organiza as ações de vigilância em saúde no SUS, incluindo estratégias de controle de doenças transmissíveis como a malária.