A doença de Chagas (DC) é uma das consequências da infecção humana pelo protozoário flagelado Trypanosoma cruzi. Para prevenção e controle da Doença de Chagas, ações sistematizadas de controle químico devem ser focalizadas nas populações do seguinte animal vetor da doença:
- A)rato.
Errada, porque o rato pode participar da cadeia ecológica como reservatório em alguns contextos, mas não é o vetor da doença de Chagas.
- B)cachorro.
Errada, porque o cachorro pode atuar como reservatório doméstico, mas não é o inseto transmissor que recebe controle químico vetorial.
- C)barbeiro.
Certa, porque o barbeiro é o triatomíneo vetor do Trypanosoma cruzi e é o foco das ações de controle químico.
- D)morcego.
Errada, porque o morcego não é o vetor clássico da doença de Chagas, embora possa ter relevância em ciclos silvestres de alguns agentes.
Gabarito: C
A Doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e, no ciclo clássico de transmissão, o principal vetor é o triatomíneo, popularmente chamado de barbeiro. É por isso que as ações de controle químico da vigilância em saúde são direcionadas para combater o inseto vetor, especialmente nas áreas domiciliares e peridomiciliares onde ele costuma se abrigar. Na prática, a lógica é simples: se você quer quebrar a transmissão vetorial, precisa atingir o animal que leva o parasita de um hospedeiro para outro. No caso da doença de Chagas, não se trata de erradicar qualquer animal que apareça por perto, mas de controlar o inseto transmissor. A vigilância entomológica e o borrifamento residual em áreas com infestação são medidas clássicas desse controle. Por isso, o gabarito é a alternativa C. O barbeiro é o vetor da doença, e as ações sistematizadas de controle químico são focadas nele. Rato, cachorro e morcego podem aparecer em discussões sobre reservatórios ou ecologia da doença, mas não são o alvo do controle químico vetorial pedido no enunciado.