Em uma comunidade com alto risco de dengue, qual ação prática um Agente de Saúde pode tomar para mitigar o risco?
- A)Organizar campanhas de vacinação em massa.
Errada, porque vacina em massa não é a principal medida prática de controle da dengue nesse contexto e não substitui o combate aos criadouros.
- B)Iniciar um programa de educação sobre eliminação de criadouros do mosquito.
Certa, porque orientar a população a eliminar criadouros do mosquito é a medida preventiva mais efetiva para reduzir a transmissão da dengue.
- C)Distribuir medicamentos preventivos para todos os moradores.
Errada, porque não existe, de forma geral, medicamento preventivo para toda a população contra dengue, e isso não atua na causa do problema.
- D)Instalar redes de proteção em todas as casas.
Errada, porque redes de proteção podem ajudar em algumas situações, mas não são a estratégia central de vigilância e controle do vetor na comunidade.
Gabarito: B
Em situações de alto risco de dengue, a atuação do Agente de Saúde deve focar na prevenção e na redução do vetor, que no caso é o mosquito Aedes aegypti. A lógica é simples: se o mosquito nasce na água parada, o melhor remédio é evitar que ele encontre “berçário” pela vizinhança. Parece básico, mas é exatamente aí que a vigilância em saúde funciona na prática: identificando risco, orientando a população e interrompendo a cadeia de transmissão. Por isso, a medida mais adequada é a educação em saúde voltada à eliminação de criadouros. O agente pode orientar moradores a tampar caixas d'água, limpar calhas, descartar pneus e recipientes que acumulam água e vistoriar quintais com regularidade. Essa ação é concreta, de baixo custo e muito eficaz quando feita de forma contínua, porque dengue não se combate só no posto de saúde, mas também no quintal de casa. Na estrutura do SUS, isso se conecta com a Vigilância em Saúde e com a Atenção Primária, que trabalham na promoção da saúde e na prevenção de agravos. A ideia central é atuar antes da doença se espalhar. Em linguagem de prova: não basta tratar o doente, é preciso cortar o problema na origem. Assim, o gabarito está na alternativa B porque educação em saúde para eliminação de criadouros ataca diretamente o foco do vetor e reduz o risco coletivo. As demais opções parecem “bonitas” à primeira vista, mas não enfrentam o mecanismo principal de transmissão da dengue.