A gravidez é um período de grandes transformações para a mulher, esperado e desejado por muito tempo ou uma surpresa, por vezes, indesejada. Mesmo quando planejada, é necessária muita preparação para se adaptar a essa nova fase da vida. Considerando a importância desse momento, toda mulher tem direito ao atendimento na gravidez, no parto e após o parto, e pode contar com a rede de atenção à saúde da gestante e da criança, uma política pública de saúde nacional, que fortalecem os seus direitos. [...] Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 10 fev. 2025. Assinale a alternativa INCORRETA.
- A)O acompanhamento pré-natal deve ser iniciado o mais cedo possível, preferencialmente até 12 semanas, pois isso indica um cuidado de qualidade.
Certa: o pré-natal deve começar o quanto antes, preferencialmente até 12 semanas, para melhorar a detecção precoce de riscos e a qualidade do acompanhamento.
- B)Durante o pré-natal, é essencial avaliar queixas e riscos, medir pressão arterial, peso, altura uterina, batimentos cardíacos fetais e revisar exames solicitados.
Certa: a consulta pré-natal inclui avaliação clínica da gestante e do feto, exames e revisão de achados, como pressão arterial, peso, altura uterina e batimentos fetais.
- C)A atenção pré-natal deve considerar aspectos psicossociais, educacionais e preventivos, além de fortalecer o vínculo entre profissionais de saúde e gestantes.
Certa: o pré-natal deve ir além do aspecto biológico, incorporando orientação, prevenção, apoio psicossocial e fortalecimento do vínculo com a equipe.
- D)As consultas devem ser realizadas mensalmente até a 28ª semana, quinzenalmente até a 36ª semana e semanalmente até o parto, sendo esse número de consultas o único critério determinante da qualidade do pré-natal.
Errada: a frequência das consultas é importante, mas não é o único critério de qualidade do pré-natal, que depende também de início precoce, exames, avaliação de riscos, educação em saúde e continuidade do cuidado.
Gabarito: D
Na atenção pré-natal, o foco não é só "fazer consultas". A ideia é iniciar o acompanhamento o mais cedo possível, identificar riscos, acompanhar a saúde da gestante e do bebê e, de quebra, orientar sobre sinais de alerta, exames e cuidados do período. Em outras palavras: pré-natal bom é aquele que chega cedo, acompanha bem e acolhe melhor ainda. No SUS, a organização do cuidado materno-infantil segue diretrizes do Ministério da Saúde e da Rede Cegonha, reforçando o acesso oportuno, a integralidade do cuidado e o vínculo com a equipe de saúde. Por isso, durante as consultas, devem ser avaliadas queixas, pressão arterial, peso, altura uterina, batimentos cardíacos fetais, além da revisão de exames e da situação psicossocial da gestante. A alternativa D está errada porque transforma o número e a frequência das consultas no único critério de qualidade do pré-natal. Isso não procede. A periodicidade mensal até a 28ª semana, quinzenal até a 36ª e semanal até o parto pode até aparecer como referência de seguimento, mas qualidade de pré-natal envolve muito mais: início precoce, avaliação clínica e laboratorial adequada, educação em saúde, prevenção de agravos, vínculo e encaminhamento quando necessário. Então, a banca quis testar se você sabia a diferença entre "ter agenda" e "ter cuidado de verdade". No SUS, qualidade não é só carimbo no cartão da gestante, é cuidado completo, humanizado e contínuo.