Para minimizar o risco de transmissão da Leishmaniose, algumas medidas preventivas de ambientes individuais ou coletivos devem ser estimuladas. Marque a alternativa que NÃO corresponde a este processo.
- A)Manter a casa e o quintal sempre limpos
Correta, porque manter casa e quintal limpos reduz abrigo e condições favoráveis ao vetor da leishmaniose.
- B)Depositar o lixo adequadamente
Correta, pois o descarte adequado do lixo diminui matéria orgânica e atração de vetores e reservatórios.
- C)Poda de árvores, de modo a aumentar a insolação, para diminuir o sombreamento do solo e evitar as condições favoráveis
Correta, porque a poda de árvores aumenta a insolação e reduz sombra e umidade, desfavorecendo o vetor.
- D)Realizar pesquisa larvária em imóveis para levantamento de índices
Errada, pois pesquisa larvária em imóveis é medida típica de controle de mosquito de dengue, não de leishmaniose.
- E)Realizar limpeza dos ambientes que ficam animais domésticos
Correta, já que a limpeza dos locais onde ficam animais domésticos ajuda a reduzir risco de presença do vetor e de reservatórios.
Gabarito: D
A leishmaniose é uma doença transmitida por vetores, e a prevenção no ambiente depende muito de reduzir a proximidade entre o inseto transmissor, os reservatórios e as pessoas. Na prática, isso envolve limpeza de quintais, manejo do lixo, redução de matéria orgânica acumulada e organização dos espaços onde há animais domésticos. Tudo isso ajuda a tirar o "conforto" do vetor e a diminuir o risco de transmissão. Como regra de vigilância em saúde, as medidas ambientais mais lembradas são aquelas que dificultam a presença do inseto no domicílio e no peridomicílio. Por isso, manter casa e quintal limpos, descartar o lixo corretamente e fazer poda de árvores para aumentar a insolação são atitudes coerentes com a prevenção da leishmaniose. A ideia é simples: menos sombra, umidade e sujeira, menos chance de o vetor se instalar. A alternativa D está errada porque "pesquisa larvária em imóveis para levantamento de índices" é uma ação típica de vigilância de dengue e outros arbovírus transmitidos por mosquitos que depositam larvas em água parada. Isso não corresponde ao controle da leishmaniose, cujo vetor é o flebotomíneo, conhecido como mosquito-palha, e o foco do controle é outro. Em prova, a banca gosta de misturar medidas de doenças diferentes para ver se você escorrega no sabão da vigilância. Então, o ponto-chave é: para leishmaniose, pense em ambiente limpo, manejo de resíduos, cuidado com animais e redução de condições favoráveis ao vetor. Já pesquisa larvária em imóveis é linguagem de vigilância de mosquito vetor de dengue, não de leishmaniose.