As triagens neonatais universais (TNU) têm repercussão transversal às redes temáticas prioritárias do SUS, em especial à Rede Cegonha, à Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, e à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Os serviços de saúde devem implantar e/ou implementar as TNU com o objetivo de identificar distúrbios e/ou doenças em recémnascidos e lactentes em tempo oportuno, para intervenção adequada, garantindo tratamento e acompanhamento contínuo, conforme estabelecido nas linhas de cuidado, com vistas a reduzir a morbimortalidade e melhorar a qualidade de vida. A Triagem Neonatal Auditiva (TNA/Teste da Orelhinha) realizada por meio de medidas fisiológicas e eletrofisiológicas da audição: Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico (Peate) em recém-nascidos e lactentes, visando identificar deficiências auditivas. O período adequado para a realização do TNA é
- A)entre 12 e 24 horas de vida.
Errada, porque 12 a 24 horas é cedo demais e aumenta a chance de interferências transitórias no exame.
- B)entre 48 e 72 horas de vida.
Errada, porque 48 a 72 horas já é mais tarde do que a janela usual cobrada para a triagem auditiva neonatal.
- C)entre 24 e 48 horas de vida.
Certa, porque a triagem auditiva neonatal deve ser feita entre 24 e 48 horas de vida.
- D)na primeira semana de vida.
Errada, porque “na primeira semana” é uma faixa ampla e imprecisa para o período recomendado do exame.
- E)entre 24 e 96 horas de vida.
Errada, porque 24 a 96 horas amplia demais a janela e não reflete o período ideal cobrado para a triagem.
Gabarito: C
A Triagem Neonatal Auditiva, o famoso “teste da orelhinha”, serve para identificar precocemente perdas auditivas em recém-nascidos e lactentes. A lógica é simples: quanto antes o problema é detectado, mais cedo começam o acompanhamento e a intervenção, o que melhora muito a linguagem, o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança. Na prática, o exame usa medidas fisiológicas e eletrofisiológicas da audição, como Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE). Ele faz parte das triagens neonatais universais e dialoga com redes do SUS como a Rede Cegonha e a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. O ponto cobrado pela questão é o momento adequado para a realização da triagem. O período recomendado é entre 24 e 48 horas de vida, porque é cedo o bastante para garantir rastreio oportuno, mas também permite reduzir interferências do período imediatamente pós-parto, como resíduos de líquido e condições transitórias que podem atrapalhar a avaliação. Por isso, o gabarito é a letra C. Em prova, quando aparecer “teste da orelhinha”, pense logo em rastreio neonatal precoce e janela ideal nas primeiras 48 horas, com foco em diagnóstico ágil e encaminhamento rápido.