A respeito do uso de larvicidas e inseticidas durante ações de controle de vetores em áreas residenciais, assinale a opção que descreve uma prática correta.
- A)No Brasil, os inseticidas dispensam a aprovação e a liberação de órgãos de vigilância sanitária.
Errada, porque inseticidas e outros produtos usados no controle vetorial dependem de registro e controle sanitário, não sendo dispensados da aprovação pelos órgãos competentes.
- B)A aplicação de larvicidas deve ser realizada, preferencialmente, em locais secos e iluminados.
Errada, porque larvicidas atuam em criadouros com água ou locais de proliferação das larvas, não em locais secos e iluminados como regra geral.
- C)A vantagem dos larvicidas sobre os inseticidas é sua atuação em todas as fases de desenvolvimento dos insetos.
Errada, porque larvicidas agem em fases iniciais do ciclo do vetor, não em todas as fases de desenvolvimento dos insetos.
- D)Em ambientes internos sem ventilação adequada deve-se preferir a aplicação de inseticidas com ação residual.
Errada, porque ambientes internos sem ventilação aumentam o risco de exposição; a aplicação deve seguir medidas de segurança e não favorecer inseticidas residuais nesse contexto por padrão.
- E)As dosagens recomendadas e as normas de segurança indicadas nas instruções de uso devem ser respeitadas.
Certa, porque o uso correto exige respeitar dosagens, instruções de uso e normas de segurança para proteger a população e garantir a eficácia do controle.
Gabarito: E
Quando o poder público faz controle de vetores em áreas residenciais, o uso de larvicidas e inseticidas não é um “vale tudo”. Esses produtos são agrotóxicos ou saneantes sujeitos a regras de registro, rotulagem, concentração e modo de uso, justamente porque podem afetar a saúde das pessoas e do ambiente. Por isso, a aplicação deve seguir exatamente a bula, a instrução de uso e as normas de segurança definidas pelos órgãos competentes, como a Anvisa e demais autoridades sanitárias. A lógica é simples: se o produto foi aprovado para determinada dose, forma de aplicação e ambiente, isso precisa ser respeitado. Exceder dose, misturar produtos ou aplicar de maneira improvisada aumenta o risco de intoxicação, resistência dos vetores e contaminação de moradores, animais e superfícies. Em ações de vigilância em saúde, técnica boa é técnica padronizada, não “jeitinho”. A alternativa E está correta porque resume a regra básica de segurança: seguir as dosagens recomendadas e as normas indicadas nas instruções de uso. Em controle químico de vetores, a aplicação deve obedecer às orientações do fabricante e às exigências sanitárias, que existem para reduzir risco e garantir efetividade. As demais alternativas trazem afirmações erradas sobre o uso desses produtos. A FGV costuma cobrar exatamente esse ponto: vigilância em saúde não é só eliminar o mosquito, mas fazer isso com segurança, dentro das normas e com responsabilidade sanitária.