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Saúde Pública e SUS · FGV · 2025

Questão comentada de Saúde Pública e SUS

Os indicadores de saúde são fundamentais para compreender o desempenho de sistemas de saúde, as condições de vida da população e os determinantes que influenciam esses cenários, sendo ferramentas importantes para auxiliar a gestão na tomada de decisão.

Gabarito: C

Em Saúde Pública, indicadores de saúde são como o painel do carro: eles mostram se o sistema está andando bem, se há riscos e onde a gestão precisa mexer primeiro. Entre os mais cobrados estão natalidade, fecundidade, mortalidade infantil, mortalidade materna e esperança de vida ao nascer. Cada um mede uma coisa específica, e a banca adora trocar os conceitos de lugar para testar atenção. A esperança de vida ao nascer é o número médio de anos que um recém-nascido pode esperar viver, considerando o padrão de mortalidade observado na população naquele período. Ou seja, não é chute nem previsão mágica: é uma estimativa calculada com base nas tábuas de vida e nas condições atuais de mortalidade. Por isso, ela reflete o nível de saúde e de desenvolvimento de uma população. É exatamente isso que a alternativa C descreve. Ela traz a definição correta e clássica de esperança de vida ao nascer: média de anos esperados para um recém-nascido, mantido o padrão de mortalidade existente na população residente. É o conceito que aparece em demografia, epidemiologia e nos materiais do IBGE e do SUS para análise de situação de saúde. As demais alternativas misturam conceitos. A proporção de idosos se relaciona ao envelhecimento populacional, não à fecundidade e natalidade; taxa de fecundidade total não é razão entre idosos e jovens; mortalidade infantil não é óbito até 5 anos, mas sim no primeiro ano de vida; e óbito materno tem definição própria, sem essa exigência de gestação igual ou maior que 38 semanas. Em prova, a dica é simples: se o enunciado parece elegante demais, desconfie do detalhe escondido.

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