Os indicadores de saúde são fundamentais para compreender o desempenho de sistemas de saúde, as condições de vida da população e os determinantes que influenciam esses cenários, sendo ferramentas importantes para auxiliar a gestão na tomada de decisão.
- A)a proporção de idosos na população é um indicador que está associado ao aumento da expectativa de vida e das taxas de fecundidade e de natalidade;
Errada, porque a proporção de idosos indica envelhecimento populacional e não é definida por aumento simultâneo de fecundidade e natalidade.
- B)a taxa de fecundidade total é definida como a razão entre os componentes etários extremos da população, representados por idosos e jovens;
Errada, porque taxa de fecundidade total mede o número médio de filhos por mulher em idade fértil, não a razão entre idosos e jovens.
- C)a esperança de vida ao nascer é o número médio de anos de vida esperados para um recém-nascido, mantido o padrão de mortalidade existente na população residente;
Certa, porque esperança de vida ao nascer é a média de anos esperados para um recém-nascido sob o padrão de mortalidade vigente na população.
- D)a taxa de mortalidade infantil diz respeito ao número de óbitos de menores de 5 anos de idade em relação aos nascidos vivos;
Errada, porque mortalidade infantil se refere aos óbitos no primeiro ano de vida, e não aos menores de 5 anos.
- E)o óbito materno diz respeito às mortes ocorridas durante a gestação ou até 42 dias após o seu término, desde que o tempo de gestação tenha sido igual ou maior que 38 semanas.
Errada, porque óbito materno ocorre durante a gestação ou até 42 dias após o término, independentemente de a gestação ter 38 semanas.
Gabarito: C
Em Saúde Pública, indicadores de saúde são como o painel do carro: eles mostram se o sistema está andando bem, se há riscos e onde a gestão precisa mexer primeiro. Entre os mais cobrados estão natalidade, fecundidade, mortalidade infantil, mortalidade materna e esperança de vida ao nascer. Cada um mede uma coisa específica, e a banca adora trocar os conceitos de lugar para testar atenção. A esperança de vida ao nascer é o número médio de anos que um recém-nascido pode esperar viver, considerando o padrão de mortalidade observado na população naquele período. Ou seja, não é chute nem previsão mágica: é uma estimativa calculada com base nas tábuas de vida e nas condições atuais de mortalidade. Por isso, ela reflete o nível de saúde e de desenvolvimento de uma população. É exatamente isso que a alternativa C descreve. Ela traz a definição correta e clássica de esperança de vida ao nascer: média de anos esperados para um recém-nascido, mantido o padrão de mortalidade existente na população residente. É o conceito que aparece em demografia, epidemiologia e nos materiais do IBGE e do SUS para análise de situação de saúde. As demais alternativas misturam conceitos. A proporção de idosos se relaciona ao envelhecimento populacional, não à fecundidade e natalidade; taxa de fecundidade total não é razão entre idosos e jovens; mortalidade infantil não é óbito até 5 anos, mas sim no primeiro ano de vida; e óbito materno tem definição própria, sem essa exigência de gestação igual ou maior que 38 semanas. Em prova, a dica é simples: se o enunciado parece elegante demais, desconfie do detalhe escondido.