Entre as ações de controle de anofelinos vetores da malária está a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI). A respeito da estratégia de BRI, assinale a afirmativa correta.
- A)A periodicidade das operações depende de orientações técnicas específicas para cada região e condições ambientais.
Certa, porque a periodicidade da BRI varia conforme orientações técnicas locais, o inseticida usado e as condições ambientais.
- B)É considerada viável em localidades onde se possa atingir, no mínimo, 50% de cobertura das residências.
Errada, porque a viabilidade da BRI não é definida por uma cobertura mínima de 50% como regra geral.
- C)As paredes devem ser higienizadas com água e sabão após 24 horas da aplicação.
Errada, porque não existe determinação de lavar as paredes com água e sabão após 24 horas; isso pode até reduzir a eficácia do inseticida.
- D)Deve ser priorizada em domicílios que possuam paredes incompletas ou danificadas.
Errada, porque a BRI não é priorizada por paredes danificadas ou incompletas, e sim conforme critérios técnicos de risco e efetividade.
- E)Exige a permanência da família no interior do domicílio durante o procedimento.
Errada, porque a família não precisa permanecer dentro do domicílio durante a aplicação, já que o procedimento segue orientações de segurança e afastamento temporário.
Gabarito: A
A Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) é uma medida de controle vetorial em que o inseticida fica aplicado nas superfícies internas da casa, atingindo o anofelino quando ele pousa ali. É uma estratégia importante, mas não é receita de bolo: a frequência das aplicações varia conforme a orientação técnica, o tipo de inseticida, a persistência do produto, a situação epidemiológica e as condições ambientais da região. Por isso, a banca cobra muito essa ideia de adequação local. Em áreas diferentes, a proteção residual pode durar tempos distintos, então a periodicidade das operações não pode ser fixada de modo rígido e universal. O planejamento é definido pelas normas técnicas do controle da malária, no âmbito das ações do SUS e da vigilância em saúde. O erro clássico em questões assim é tratar a BRI como intervenção automática, com prazo fixo e regras iguais para todo lugar. Não é assim que funciona. O controle da malária exige ajuste operacional, porque o mosquito, o ambiente e o inseticida não se comportam sempre da mesma maneira. Assim, a afirmativa correta é a que diz que a periodicidade das operações depende de orientações técnicas específicas para cada região e das condições ambientais. É exatamente essa lógica de adaptação local que sustenta a BRI.