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Saúde Pública e SUS · FGV · 2025

Questão comentada de Saúde Pública e SUS

A pandemia de covid-19 trouxe impactos significativos sobre os indicadores demográficos e epidemiológicos, alterando taxas de fecundidade, mortalidade e hospitalização em diferentes grupos populacionais. Esses efeitos variaram de acordo com a idade, sexo e condições de saúde prévias da população. Um desses efeitos foi:

Gabarito: B

Na pandemia de covid-19, a vigilância em saúde mostrou algo bem conhecido em epidemiologia: a doença não atinge todo mundo do mesmo jeito. Idade avançada, comorbidades e pior resposta imunológica aumentaram muito o risco de formas graves, internação e morte. Por isso, os indicadores ficaram mais pesados justamente entre os idosos, que formam o grupo mais vulnerável em várias análises da pandemia. Esse padrão ajuda a entender por que o gabarito é a letra B. Pessoas mais envelhecidas têm maior prevalência de hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e outras condições crônicas, o que favorece desfechos piores em infecções respiratórias graves. Além disso, o envelhecimento do sistema imunológico reduz a capacidade de resposta ao vírus, elevando o risco de complicações. As alternativas erradas tentam inverter a lógica observada na pandemia. Não houve aumento geral de nupcialidade e fecundidade por isolamento, nem redução da mortalidade em idosos por adesão preventiva. Também não se confirmou menor vulnerabilidade masculina de forma global; ao contrário, em muitos cenários os homens tiveram maior risco de hospitalização e morte. Em termos de saúde pública, a leitura correta é a de desigualdade de risco: a vigilância epidemiológica precisa enxergar quem adoece mais, quem interna mais e quem morre mais. É exatamente isso que a questão cobra, e a opção B traduz o efeito mais clássico observado durante a covid-19.

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