As Unidades Hospitalares Gerais de Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo II são aquelas instaladas em hospitais gerais de médio porte aptas a prestarem assistência de urgência e emergência correspondente ao segundo nível de assistência hospitalar da média complexidade. Dessa forma, devem estar presentes na unidade hospitalar profissionais capacitados para atender às urgências/emergências nas suas áreas específicas de atuação profissional. Assinale a opção que os indica.
- A)Médicos clínico-geral, pediatra, ginecologista-obstetra, cirurgião geral, traumato-ortopedista, anestesiologista e assistente social.
Correta, porque traz o conjunto de profissionais previsto para a Unidade Hospitalar Geral de Tipo II.
- B)Médicos clínico-geral, pediatra, ginecologista-obstetra, cirurgião geral, anestesiologista e assistente social.
Errada, porque omite o traumato-ortopedista, profissional obrigatório nesse perfil assistencial.
- C)Médicos clínico-geral, pediatra, ginecologista-obstetra, cirurgião geral, traumato-ortopedista, neurocirurgião, anestesiologista e assistente social.
Errada, porque inclui neurocirurgião, que não integra a composição mínima exigida para essa unidade.
- D)Médicos clínico-geral, pediatra, ginecologista-obstetra, cirurgião geral, traumato-ortopedista, otorrinolaringologista, oftalmologista, anestesiologista e assistente social.
Errada, porque acrescenta otorrinolaringologista e oftalmologista, que não são exigidos como composição mínima.
- E)Médicos clínico-geral, pediatra, ginecologista-obstetra, cirurgião geral, traumato-ortopedista, anestesiologista, dentista e assistente social.
Errada, porque inclui dentista, que não faz parte da lista normativa dessa unidade hospitalar.
Gabarito: A
A questão cobra a organização das Unidades Hospitalares Gerais de Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo II, previstas na regulamentação do atendimento às urgências do SUS, especialmente na Portaria GM/MS no 2.048/2002. A lógica aqui é simples: o hospital geral de médio porte precisa ter equipe capaz de responder aos principais perfis de urgência que chegam à porta de entrada, sem exageros de alta especialização que seriam exigidos só em centros de maior complexidade. Por isso, a norma exige profissionais das áreas mais frequentes e estratégicas no pronto atendimento: clínico-geral, pediatra, ginecologista-obstetra, cirurgião geral, traumato-ortopedista, anestesiologista e assistente social. Repare que a lista reúne assistência médica básica e suporte para traumas, urgências cirúrgicas, obstétricas e pediátricas, que são o feijão com arroz das emergências hospitalares. A pegadinha costuma estar em encher a equipe com especialidades mais raras ou não obrigatórias para esse tipo de unidade, como neurocirurgião, otorrinolaringologista, oftalmologista ou dentista. Em prova, a banca gosta de testar se você sabe diferenciar uma estrutura de média complexidade de um serviço de maior densidade tecnológica. Então, o gabarito é a alternativa A porque ela reproduz exatamente o conjunto de profissionais exigidos para a Unidade Hospitalar Geral de Tipo II, sem adicionar nem retirar especialidades obrigatórias.