De acordo com a Política Nacional da Atenção Básica, em áreas de grande dispersão territorial, áreas de risco e vulnerabilidade social, recomenda-se a cobertura de
- A)60% da população.
Errada: 60% é um percentual arbitrário e não corresponde à orientação da PNAB para áreas de maior dispersão e vulnerabilidade.
- B)70% da população.
Errada: 70% também não é o parâmetro normativo previsto para esse tipo de território.
- C)80% da população.
Errada: 80% fica abaixo da cobertura integral exigida nessas situações de maior risco e dificuldade de acesso.
- D)90% da população.
Errada: 90% ainda não atinge a cobertura total recomendada pela PNAB para esses territórios.
- E)100% da população.
Certa: em áreas de grande dispersão territorial, risco e vulnerabilidade social, a PNAB recomenda cobertura de 100% da população.
Gabarito: E
A PNAB trata a Atenção Básica como a porta de entrada preferencial do SUS e organiza a oferta de cuidado conforme o território e as necessidades da população. Quando o território é muito disperso, com áreas de risco e maior vulnerabilidade social, a lógica não é reduzir a presença da equipe, e sim garantir cobertura integral, porque justamente nesses lugares a dificuldade de acesso é maior e o vínculo com a equipe faz mais diferença. Por isso, a orientação é de cobertura de 100% da população adscrita nessas áreas prioritárias. A ideia é simples: se o território é difícil, o SUS precisa estar mais presente, não menos. Isso aparece na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), que reforça a adscrição territorial e a responsabilidade sanitária da equipe sobre a população do território. Na prática de prova, sempre que a banca falar em área de grande dispersão territorial, risco ou vulnerabilidade social, pense em cobertura integral, sem “meia presença” da equipe. A pegadinha costuma ser usar percentuais menores para parecer plausível, mas a diretriz da PNAB aqui é de cobertura total. Então, o gabarito é a alternativa E porque, nesse contexto, a PNAB recomenda cobertura de 100% da população.