As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um problema relevante de saúde pública no Brasil. O Ministério da Saúde atualiza periodicamente a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública. Assinale a opção que lista ISTs que devem ser obrigatoriamente notificadas pelos profissionais e serviços de saúde às autoridades sanitárias e de saúde pública.
- A)HPV, linfogranuloma venéreo e HIV-Aids.
Errada, porque HPV não integra a lista nacional de notificação compulsória de rotina, embora seja uma IST relevante.
- B)Linfogranuloma venéreo, sífilis e tricomoníase.
Errada, porque linfogranuloma venéreo e tricomoníase não compõem a lista geral de notificação compulsória nacional.
- C)HIV/Aids, hepatites virais e sífilis.
Certa, pois HIV/Aids, hepatites virais e sífilis são ISTs que devem ser notificadas compulsoriamente.
- D)Hepatites virais, gonorreia e condiloma acuminado.
Errada, porque gonorreia e condiloma acuminado não são, em regra, de notificação compulsória nacional de rotina.
- E)HPV, HIV/Aids e herpes.
Errada, porque HPV e herpes não são ISTs de notificação compulsória na lista nacional.
Gabarito: C
A notificação compulsória é o aviso obrigatório que profissionais e serviços de saúde devem fazer quando identificam algumas doenças, agravos e eventos relevantes para a saúde pública. No Brasil, essa lista é definida e atualizada pelo Ministério da Saúde, em norma específica, hoje organizada na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública. Em prova, a ideia central é simples: nem toda IST entra na lista, só as que têm maior impacto epidemiológico e necessidade de vigilância contínua. Entre as ISTs que realmente exigem notificação compulsória estão HIV/Aids, as hepatites virais e a sífilis. Isso aparece nas normas do Ministério da Saúde e é cobrado com frequência porque mistura doenças que o aluno associa a atendimento clínico com a lógica da vigilância em saúde. Ou seja, não basta tratar - é preciso comunicar ao sistema de vigilância quando a notificação é obrigatória. Por isso, a alternativa C está correta: ela reúne exatamente ISTs que integram a notificação compulsória no país. HIV/Aids, hepatites virais e sífilis são eventos de interesse epidemiológico permanente, com impacto importante em prevenção, monitoramento e controle. Já HPV, herpes, gonorreia, condiloma acuminado e tricomoníase não entram, em regra, como notificação compulsória nacional de rotina para profissionais e serviços de saúde. A banca costuma misturar ISTs muito conhecidas com outras realmente notificáveis para testar se você sabe separar clínica de vigilância.