De acordo com o IBGE, em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais no país (22.169.101) chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era de 14.081.477, ou 7,4% da população. Já o total de crianças com até 14 anos de idade recuou de 45.932.294 (24,1%) em 2010 para 40.129.261 (19,8%) em 2022, uma queda de 12,6%. A região Norte era a mais jovem: 25,2% de sua população tinha até 14 anos, e o Nordeste vinha a seguir, com 21,1%. As regiões Sudeste e o Sul tinham estruturas mais envelhecidas: 12,2% e 12,1% da sua população tinham 65 anos ou mais de idade, respectivamente. Avalie se as assimetrias regionais constatadas pelos dados divulgados sinalizam a necessidade de enfoques específicos tais como 1. Políticas de prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis. 2. Prioridade de acesso a medicamentos de uso contínuo para as regiões Norte e Nordeste. 3. Políticas intersetoriais para a assistência social e saúde das pessoas idosas. 4. Monitoramento de coberturas vacinais. Estão corretos os itens
- A)1 e 4, apenas.
Errada, porque deixa de fora o item 3, que é essencial diante do envelhecimento e da necessidade de cuidado intersetorial com a pessoa idosa.
- B)3 e 4, apenas.
Errada, porque o item 4 é pertinente, mas o item 1 também é necessário diante do aumento de DCNT e do envelhecimento populacional.
- C)2 e 4, apenas.
Errada, porque o item 2 não se sustenta como prioridade regional automática e o item 1 também é necessário.
- D)1 e 3, apenas.
Errada, porque o item 4 também está correto, já que a maior presença de crianças reforça a importância do monitoramento vacinal.
- E)1, 3 e 4, apenas.
Certa, pois os itens 1, 3 e 4 respondem diretamente ao envelhecimento, à necessidade de cuidado intersetorial e ao monitoramento das coberturas vacinais.
Gabarito: E
A questão mistura um dado demográfico com uma leitura de política de saúde. Quando a população envelhece, aumentam as necessidades ligadas a doenças crônicas não transmissíveis, uso contínuo de medicamentos, acompanhamento multiprofissional e organização da rede para cuidado prolongado. Isso não é teoria solta: está totalmente alinhado à lógica do SUS de integralidade e ao enfoque da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, que conversa com assistência social, atenção básica e vigilância em saúde. Os dados mostram algo importante: o Norte e o Nordeste ainda têm maior proporção de crianças, enquanto Sul e Sudeste estão mais envelhecidos. Isso pede respostas diferentes para realidades diferentes. Onde há mais idosos, faz sentido reforçar políticas intersetoriais para saúde e assistência social; onde há mais crianças, o olhar para imunização e acompanhamento de coberturas vacinais ganha ainda mais peso, porque a proteção coletiva depende muito disso. O item 1 está correto porque o envelhecimento populacional aumenta a carga de hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e outras DCNT, exigindo prevenção e controle. O item 3 também está correto, pois o cuidado do idoso não se resolve só no consultório: envolve rede social, família, assistência e serviços de saúde. O item 4 está correto porque regiões com maior proporção de crianças precisam de vigilância permanente sobre vacinação, sem vacilações, já que surtos costumam aproveitar qualquer brecha. Já o item 2 escorrega porque não basta dizer que Norte e Nordeste devem ter prioridade em medicamentos de uso contínuo só por serem mais jovens. Essa necessidade está mais ligada ao perfil de adoecimento e envelhecimento, e não a uma prioridade regional automática como a frase sugere. Por isso, o gabarito é o que inclui 1, 3 e 4.