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Saúde Pública e SUS · FGV · 2023

Questão comentada de Saúde Pública e SUS

A aplicação de uma camada de inseticida de ação residual nas paredes externas dos depósitos situados em pontos estratégicos, por meio de aspersor manual, com o objetivo de atingir o mosquito adulto que pousarem nesses locais, é denominado

Gabarito: B

Na vigilância e controle de vetores, os nomes das técnicas podem confundir, mas a lógica costuma ser simples: o alvo é o mosquito adulto, o local é o depósito e a aplicação é feita nas paredes externas. Quando se faz uma pulverização com inseticida de ação residual nas superfícies externas de depósitos situados em pontos estratégicos, usando aspersor manual, isso recebe o nome de tratamento perifocal. A ideia é criar uma faixa tratada ao redor do foco, para matar o mosquito quando ele pousa ali. Perceba a diferença: não se trata de jogar produto no ambiente todo, nem de atacar larvas na água, e muito menos de bloquear a transmissão em pessoas doentes. Aqui o foco é o entorno do criadouro, como uma espécie de 'muralha química' ao redor do depósito. Em prova, a banca adora trocar o nome da técnica por outra parecida para ver se você está no modo automático. O gabarito é a letra B porque o tratamento perifocal é exatamente a aplicação de inseticida residual nas superfícies ao redor do foco, especialmente em depósitos e pontos estratégicos, para atingir os adultos que pousam nesses locais. Já o tratamento focal seria mais ligado ao foco do criadouro em si, o espacial usa nebulização para atingir mosquitos em voo e o ultrabaixo volume é a técnica de borrifação fina, geralmente em área ampla. Na prática do SUS e no controle de arboviroses, essa terminologia aparece em rotinas de vigilância entomológica e controle vetorial, conforme diretrizes técnicas do Ministério da Saúde.

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