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Saúde Pública e SUS · FGV · 2023

Questão comentada de Saúde Pública e SUS

Com relação à infecção hospitalar, analise as afirmativas a seguir. I. É a infecção adquirida após a admissão do paciente no hospital, que pode estar relacionada à internação ou aos procedimentos hospitalares e que se manifesta após a internação ou a alta. II. A suscetibilidade do paciente, devido às doenças crônicas e à imunossupressão, favorece o desenvolvimento de infecções por microrganismos oportunistas. III. A vigilância epidemiológica ativa é um dos pilares do controle das infecções hospitalares, porque permite a determinação do perfil endêmico das instituições, a identificação de eventos inesperados (surtos) e o direcionamento das ações de prevenção e controle. Está correto o que se afirma em

Gabarito: E

Infecção hospitalar, hoje mais comumente chamada de infecção relacionada à assistência à saúde, é aquela adquirida durante a internação ou associada a procedimentos realizados no hospital. Ela pode aparecer ainda durante a internação ou até depois da alta, quando o quadro clínico já foi desencadeado ali dentro. Ou seja, o hospital pode não ser o “vilão”, mas muitas vezes é o cenário onde o problema começa. A afirmativa I está correta porque descreve exatamente essa lógica: infecção adquirida após a admissão, ligada à internação ou aos procedimentos, com manifestação durante a permanência ou após a alta. Isso está em linha com o conceito usado na vigilância e no controle de infecções hospitalares no Brasil, especialmente na Portaria MS nº 2.616/1998, que orienta as ações da CCIH. A afirmativa II também está certa. Pacientes com doenças crônicas, imunossupressão, desnutrição ou outras condições que reduzam a defesa do organismo ficam mais vulneráveis a microrganismos oportunistas. Em prova, isso costuma aparecer como fator de risco do hospedeiro: quanto mais fragilizado o paciente, mais fácil a infecção “aproveitar a brecha”. A afirmativa III fecha o pacote corretamente. A vigilância epidemiológica ativa é essencial no controle das infecções hospitalares porque permite conhecer o padrão endêmico da instituição, detectar surtos e orientar medidas de prevenção e controle. Na prática, é o radar da CCIH: sem vigilância ativa, o hospital só percebe o problema quando ele já virou dor de cabeça.

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