Com relação à infecção hospitalar, analise as afirmativas a seguir. I. É a infecção adquirida após a admissão do paciente no hospital, que pode estar relacionada à internação ou aos procedimentos hospitalares e que se manifesta após a internação ou a alta. II. A suscetibilidade do paciente, devido às doenças crônicas e à imunossupressão, favorece o desenvolvimento de infecções por microrganismos oportunistas. III. A vigilância epidemiológica ativa é um dos pilares do controle das infecções hospitalares, porque permite a determinação do perfil endêmico das instituições, a identificação de eventos inesperados (surtos) e o direcionamento das ações de prevenção e controle. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Esta opção afirma que apenas a afirmativa I está correta. De fato, I descreve adequadamente a infecção hospitalar como aquela adquirida após a admissão, relacionada à internação ou aos procedimentos, e que pode se manifestar durante a internação ou após a alta, em linha com a definição usada na vigilância das infecções relacionadas à assistência. O erro é de exclusividade, porque as afirmativas II e III também estão corretas e ampliam o entendimento do tema.
- B)II, apenas.
Aqui se sustenta que somente a afirmativa II estaria correta, isto é, que a vulnerabilidade do paciente por doenças crônicas e imunossupressão favorece infecções oportunistas. Esse raciocínio está correto no conteúdo da II, porque a diminuição das defesas do hospedeiro aumenta a chance de infecção por microrganismos oportunistas. O problema é que I e III também trazem enunciados verdadeiros sobre infecção hospitalar e seu controle, então a alternativa restringe indevidamente a resposta.
- C)III, apenas.
Esta alternativa diz que apenas a afirmativa III estaria correta, referindo-se à vigilância epidemiológica ativa como base do controle das infecções hospitalares. A III realmente está certa, porque a busca ativa de casos permite conhecer o perfil endêmico da instituição, detectar surtos e orientar medidas de prevenção e controle, como previsto nas rotinas de CCIH e na Portaria MS nº 2.616/1998. Ainda assim, I e II também são verdadeiras, então não se pode limitar a resposta à III.
- D)I e II, apenas.
A opção afirma que as afirmativas I e II estariam corretas, excluindo a III. As duas primeiras realmente estão bem formuladas: I corresponde ao conceito de infecção relacionada à assistência, e II descreve a maior suscetibilidade de pacientes crônicos ou imunossuprimidos a infecções oportunistas. O erro está em deixar de reconhecer que a vigilância epidemiológica ativa também é elemento central do controle das infecções hospitalares, o que torna a III verdadeira.
- E)I, II e III.
Esta é a alternativa correta porque as três afirmativas estão de acordo com a técnica de vigilância e controle das infecções hospitalares. A I traz a ideia de infecção adquirida após a admissão e relacionada à assistência, a II explica a maior vulnerabilidade de pacientes com comorbidades ou imunossupressão, e a III aponta a vigilância ativa como instrumento essencial para detectar o perfil endêmico e surtos. Em conjunto, os três itens refletem a noção clássica de infecção hospitalar e seu enfrentamento nas instituições de saúde.
Gabarito: E
Infecção hospitalar, hoje mais comumente chamada de infecção relacionada à assistência à saúde, é aquela adquirida durante a internação ou associada a procedimentos realizados no hospital. Ela pode aparecer ainda durante a internação ou até depois da alta, quando o quadro clínico já foi desencadeado ali dentro. Ou seja, o hospital pode não ser o “vilão”, mas muitas vezes é o cenário onde o problema começa. A afirmativa I está correta porque descreve exatamente essa lógica: infecção adquirida após a admissão, ligada à internação ou aos procedimentos, com manifestação durante a permanência ou após a alta. Isso está em linha com o conceito usado na vigilância e no controle de infecções hospitalares no Brasil, especialmente na Portaria MS nº 2.616/1998, que orienta as ações da CCIH. A afirmativa II também está certa. Pacientes com doenças crônicas, imunossupressão, desnutrição ou outras condições que reduzam a defesa do organismo ficam mais vulneráveis a microrganismos oportunistas. Em prova, isso costuma aparecer como fator de risco do hospedeiro: quanto mais fragilizado o paciente, mais fácil a infecção “aproveitar a brecha”. A afirmativa III fecha o pacote corretamente. A vigilância epidemiológica ativa é essencial no controle das infecções hospitalares porque permite conhecer o padrão endêmico da instituição, detectar surtos e orientar medidas de prevenção e controle. Na prática, é o radar da CCIH: sem vigilância ativa, o hospital só percebe o problema quando ele já virou dor de cabeça.