O processo pelo qual se utilizam critérios clínicos, sociais, econômicos, familiares e outros para identificar subgrupos de acordo com a complexidade da condição crônica de saúde, com o objetivo de diferenciar o cuidado clínico e os fluxos que cada usuário deve seguir na Rede de Atenção à Saúde para um cuidado integral é denominado
- A)ambiência.
Ambiência trata das condições físicas e relacionais do espaço de atendimento, não da classificação de usuários por risco.
- B)resolutividade.
Resolutividade é a capacidade do serviço de resolver problemas de saúde, mas não é o processo de separar grupos por complexidade.
- C)estratificação de risco.
Está correta porque descreve exatamente a classificação de usuários em subgrupos conforme critérios clínicos e sociais para orientar o cuidado na rede.
- D)regionalização do cuidado.
Regionalização do cuidado é a organização da assistência por territórios e regiões de saúde, e não a estratificação individual de risco.
- E)adstrição populacional.
Adstrição populacional é a vinculação de uma população a uma equipe ou serviço, mas não o método de classificar o grau de complexidade dos casos.
Gabarito: C
A questão descreve um procedimento usado para separar os usuários conforme o grau de complexidade da condição crônica, levando em conta fatores clínicos, sociais, econômicos e familiares. Isso serve para organizar o cuidado na Rede de Atenção à Saúde, evitando que todo mundo siga o mesmo fluxo, como se todas as situações fossem iguais. Na prática, quem tem maior risco ou maior complexidade precisa de acompanhamento mais intensivo, enquanto casos menos graves podem seguir um cuidado mais simples e coordenado. Esse processo é chamado de estratificação de risco. A ideia é classificar pessoas em grupos de risco para orientar prioridades, frequência de acompanhamento e tipo de intervenção. Em políticas de saúde e na organização da atenção às condições crônicas, essa lógica é muito usada para garantir integralidade, continuidade do cuidado e uso mais racional dos recursos. A FGV costuma cobrar o conceito de forma bem aplicada, sem trocar o nome da técnica. Então, se o enunciado fala em identificar subgrupos conforme a complexidade e definir fluxos na rede, você deve pensar em estratificação de risco, não em algo genérico de gestão. Em resumo: a palavra-chave aqui é "classificar" para cuidar melhor. Não é enfeite conceitual, é organização do atendimento para cada usuário receber o cuidado adequado ao seu nível de necessidade.