A malária é uma doença infecciosa febril aguda, cujos agentes etiológicos são protozoários transmitidos por vetores. O quadro clínico típico é caracterizado por febre alta, acompanhada de calafrios, sudorese profusa e cefaleia, que ocorrem em padrões cíclicos. O agente etiológico e o vetor são, respectivamente:
- A)Schistosoma mansoni – caramujo.
Errada: Schistosoma mansoni é um helminto e seu ciclo envolve caramujo de água doce, não sendo o agente da malária.
- B)Dengue – mosquito Aedes aegypti.
Errada: dengue é causada por vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, não corresponde à malária.
- C)Vírus da raiva – cão ou gato doméstico.
Errada: a raiva é causada por vírus e transmitida principalmente por mamíferos infectados, como cão e gato, não por protozoário.
- D)Plasmodium – fêmea do mosquito Anopheles.
Certa: a malária é causada por Plasmodium e transmitida pela fêmea do mosquito Anopheles.
- E)Trypanosoma cruzi – triatomíneo barbeiro.
Errada: Trypanosoma cruzi causa doença de Chagas e é transmitido pelo triatomíneo barbeiro, não pela malária.
Gabarito: D
A malária é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. Ou seja, não é bactéria, não é vírus e também não é “qualquer mosquito”: a banca gosta de cobrar exatamente o vetor certo, porque isso faz parte do controle da doença. O quadro típico com febre alta, calafrios, sudorese e cefaleia em ciclos é bem clássico e ajuda a lembrar do agente. Na prática, a transmissão ocorre quando o mosquito Anopheles infectado injeta os parasitas no sangue humano. Por isso, agente etiológico e vetor precisam ser identificados corretamente: o primeiro é o Plasmodium, e o segundo é a fêmea do mosquito Anopheles. Esse é o núcleo da questão. A alternativa D está correta porque traz exatamente essa associação. Em provas de saúde pública, esse tipo de questão mistura doenças e vetores parecidos para testar se você sabe separar dengue, malária, doença de Chagas, raiva e esquistossomose sem cair na armadilha do chute. Não há um fundamento legal específico aqui, porque a cobrança é de biologia e epidemiologia em saúde pública, mas o raciocínio cobrado é o básico da vigilância e controle de vetores: identificar corretamente o agente e o transmissor para prevenir a doença.