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Saúde Pública e SUS · CS-UFG · 2022

Questão comentada de Saúde Pública e SUS

A Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde prevê a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde. Na perspectiva de assistência ao usuário do serviço de urgência e emergência é indicada a utilização de uma ferramenta que orienta o atendimento prioritário, de acordo com a gravidade clínica, potencial de complicação, agravos à saúde ou grau de sofrimento. Essa ferramenta é conhecida por

Gabarito: D

A Política Nacional de Humanização (PNH) do SUS não trata humanização como "ser bonzinho" ou apenas acolher com simpatia. Ela busca organizar o cuidado de modo mais humano, com escuta qualificada, responsabilização e respeito às necessidades de cada pessoa. Em urgência e emergência, isso fica muito claro: nem todo paciente espera na ordem de chegada, porque nem todo caso tem o mesmo nível de perigo. É aí que entra a classificação de risco. Essa ferramenta faz a triagem com base na gravidade clínica, no potencial de complicação, nos agravos à saúde e no grau de sofrimento, definindo quem precisa ser atendido primeiro. O foco é proteger a vida e reduzir danos, não premiar quem chegou antes ou quem fala mais alto na recepção. Por isso, o gabarito é a letra D. A descrição do enunciado corresponde exatamente à lógica da classificação de risco, muito usada em serviços de urgência e emergência para organizar o fluxo assistencial de acordo com a prioridade clínica. Isso é coerente com a PNH, que defende o acolhimento com avaliação e encaminhamento responsável. Já "acolhimento" é o conjunto mais amplo da escuta e do vínculo com o usuário. Ele pode incluir a classificação de risco, mas não se confunde com ela. Em outras palavras: acolhimento é a porta de entrada mais humana; classificação de risco é o semáforo que diz quem passa primeiro.

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