Sobre a prevenção da COVID-19, identifique a opção CORRETA:
- A)O uso de máscara não é aconselhado para crianças menores de 2 anos, para pessoas que tenham dificuldade para respirar, para as que estejam inconscientes ou incapacitadas ou as que tenham dificuldade de remover a máscara sem ajuda.
Correta: há contraindicação de uso de máscara para menores de 2 anos e para pessoas que não consigam respirar, remover ou usar a máscara com segurança.
- B)As medidas de prevenção e de controle não farmacológicas são desestimuladas.
Errada: as medidas de prevenção e controle não farmacológicas são recomendadas, e não desestimuladas, na COVID-19.
- C)A ação de limitar o contato próximo entre pessoas infectadas e outras pessoas não reduz as chances de transmissão do SARS-CoV-2.
Errada: limitar o contato próximo reduz, sim, as chances de transmissão do SARS-CoV-2.
- D)A aglomeração é compreendida como a disposição de várias pessoas em um mesmo local/ambiente aberto com mais de dois metros de distância entre elas.
Errada: aglomeração não é pessoas bem espaçadas em ambiente aberto, mas concentração de pessoas em proximidade, o que aumenta o risco de transmissão.
- E)A Cobertura do nariz e boca com lenço de papel, com o antebraço ou com as mãos ao tossir ou espirrar diminui totalmente o risco de contaminação.
Errada: cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar reduz, mas não elimina totalmente, o risco de contaminação.
Gabarito: A
Na prevenção da COVID-19, a lógica é simples: reduzir a exposição ao vírus e quebrar a cadeia de transmissão. Por isso, medidas não farmacológicas como uso de máscara em situações indicadas, higiene das mãos, ventilação de ambientes, etiqueta respiratória e distanciamento continuam sendo centrais na vigilância em saúde, especialmente em cenários de circulação viral. A literatura e as orientações sanitárias reforçam que essas medidas não são enfeite, são o básico que funciona. A alternativa A está correta porque o uso de máscara realmente não é recomendado para crianças menores de 2 anos, nem para pessoas com dificuldade para respirar, inconscientes, incapacitadas ou que não consigam retirar a máscara sem ajuda. Isso aparece em recomendações de órgãos de saúde, como a OMS e autoridades sanitárias, pois nesses casos a máscara pode trazer risco maior do que benefício. As demais opções tropeçam em afirmações que vão contra a prevenção: desestimular medidas não farmacológicas é o oposto do recomendado; limitar contato próximo entre infectados e outras pessoas diminui, sim, a transmissão; e aglomeração não se define como gente afastada em local aberto, mas como concentração de pessoas em proximidade. Já cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar ajuda a reduzir a propagação de gotículas, mas não elimina totalmente o risco. Em prova, desconfie de palavras absolutas como "não", "nunca" e "totalmente" - elas costumam ser a cilada.