O Agente Comunitário de Saúde (ACS) desempenha um papel fundamental no acompanhamento da gestante durante o pré-natal, contribuindo para a promoção da saúde e a redução de riscos materno-fetais. Diante da identificação de uma possível gravidez de risco, quais medidas o ACS deverá adotar de imediato?
- A)Encaminhar a gestante à unidade especializada de saúde para avaliação imediata, dispensando o registro no sistema de saúde.
Errada, porque o ACS não deve dispensar o registro nem pular a Atenção Básica para encaminhar direto à unidade especializada sem avaliação da equipe.
- B)Priorizar visitas domiciliares mais frequentes, realizando orientações específicas e assegurando que a gestante mantenha consultas regulares no pré-natal.
Errada, porque visitas frequentes e orientações ajudam, mas não substituem o encaminhamento imediato para avaliação da equipe na UBS diante da suspeita de risco.
- C)Reforçar as orientações sobre práticas preventivas e priorizar o atendimento às gestantes com consultas atrasadas, evitando superlotação na unidade de saúde.
Errada, porque priorizar consultas atrasadas não resolve a suspeita de gravidez de risco, que exige avaliação da equipe e registro do caso.
- D)Encaminhar a gestante à Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação da equipe, acompanhando o caso de forma integrada e registrando as informações no sistema de saúde.
Certa, porque o ACS deve encaminhar a gestante à UBS, acompanhar o caso de forma integrada e registrar as informações no sistema de saúde.
Gabarito: D
O ACS não faz diagnóstico nem substitui a equipe de saúde, mas tem um papel decisivo na identificação precoce de sinais de alerta e no encaminhamento correto da gestante. Quando surge a suspeita de gravidez de risco, a conduta imediata é levar a informação para a Unidade Básica de Saúde, onde a equipe pode avaliar, classificar o risco e organizar a linha de cuidado. Isso está alinhado com a lógica da Atenção Primária no SUS, que valoriza o acompanhamento contínuo, a coordenação do cuidado e o registro adequado das informações. Na prática, o ACS deve acionar a equipe da UBS, acompanhar o caso de forma integrada e garantir que o fluxo da gestante não se perca no caminho. Gravidez de risco não é situação para improviso nem para “deixar pra próxima visita”, porque o tempo aqui conta. O cuidado precisa ser articulado, com monitoramento e encaminhamento conforme a necessidade. Por isso o gabarito é a letra D: ela traz exatamente a postura correta do ACS dentro da Estratégia Saúde da Família, que é identificar, comunicar, registrar e acompanhar junto com a equipe. O ACS não deve encaminhar diretamente para serviço especializado sem avaliação da UBS, salvo situações de urgência definidas pelo protocolo local. A regra é simples: suspeitou de risco, a UBS entra em cena imediatamente.