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Saúde Pública e SUS · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Saúde Pública e SUS

Para se quantificar a doença, é fundamental a definição do caso e das ferramentas empregadas no diagnóstico. A definição de caso é sujeita a erros de classificação, seja ela baseada no diagnóstico clínico ou laboratorial. As propriedades dos agentes infecciosos e das características das doenças, muitas vezes dificultam seu diagnóstico. Para a elaboração de uma definição de caso é necessário considerar os indicadores de sua validade, como a sensibilidade, a especificidade e os valores preditivos positivo e negativo. No que diz respeito à definição de caso, assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: C

Quando voce estuda definição de caso e teste diagnóstico, o ponto central é simples: testar bem não é só achar doentes, mas também não confundir quem está saudável. Sensibilidade mede a capacidade de captar os doentes, ou seja, quanto maior ela é, menor a chance de deixar passar um caso verdadeiro. Já a especificidade mede a capacidade de reconhecer os não doentes, evitando que pessoas saudáveis sejam marcadas como doentes. Na prática, isso ajuda a entender os erros de classificação. Se a sensibilidade é baixa, aumentam os falsos-negativos: a pessoa tem a doença, mas o teste diz que não tem. Se a especificidade é baixa, aumentam os falsos-positivos: a pessoa não tem a doença, mas o teste a classifica como doente. A alternativa C está incorreta porque inverte a lógica da especificidade. Especificidade alta não produz falso-positivo; pelo contrário, ela reduz esse tipo de erro. Quem está saudavel e recebe resultado de doente é um falso-positivo, e isso acontece quando a especificidade é baixa, não alta. Esse raciocínio é clássico em epidemiologia e vigilância em saúde, muito cobrado em prova porque mistura termos parecidos, mas com efeitos opostos. Vale decorar a dupla: sensibilidade protege contra falso-negativo, especificidade protege contra falso-positivo.

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