O acompanhamento da criança inicia-se na gravidez, durante a consulta do pré-natal. No entanto, é muito importante que toda a Equipe de Saúde da Família (ESF) fortaleça o vínculo com a gestante antes do nascimento do bebê. No final da gestação, o ACS deverá ficar atento à data do parto e, ainda, reduzir o intervalo entre as visitas, para que possa saber do nascimento do bebê mais precocemente. Assim, torna-se mais fácil a identificação de situações que requerem a intervenção da equipe de saúde. O monitoramento do peso durante as visitas é muito importante, pois pode indicar quando esses bebês precisam ser acompanhados com mais frequência pelo ACS e pelos demais profissionais da UBS. Os bebês que nascem com baixo peso têm maiores riscos de apresentar os seguintes problemas, EXCETO:
- A)Prematuridade.
Certa, porque a prematuridade é uma das principais causas e associações de baixo peso ao nascer.
- B)Diabetes materna.
Errada, porque a diabetes materna não é o problema típico ligado ao baixo peso; ela costuma se relacionar mais com macrossomia fetal.
- C)Tabagismo materno.
Certa, porque o tabagismo materno reduz a oxigenação e o crescimento fetal, aumentando o risco de baixo peso.
- D)Desnutrição materna.
Certa, porque a desnutrição materna prejudica o aporte de nutrientes ao feto e favorece baixo peso ao nascer.
Gabarito: B
O baixo peso ao nascer é um marcador importante de risco na atenção à criança, porque costuma caminhar junto com problemas da gestação e do parto que afetam o crescimento fetal. Na prática da ESF, isso acende um alerta para acompanhamento mais próximo, visitas mais frequentes e vigilância do desenvolvimento do bebê desde o começo. Entre os fatores e problemas associados ao baixo peso, estão a prematuridade, o tabagismo materno e a desnutrição materna. Todos eles podem reduzir o crescimento intrauterino ou antecipar o parto, o que aumenta a chance de o bebê nascer menor e mais vulnerável. O item que foge desse grupo é a diabetes materna. Embora a diabetes na gestação seja muito importante e possa trazer várias complicações, ela não é, em regra, associada ao baixo peso como fator típico de risco; ao contrário, frequentemente se relaciona a macrossomia fetal, quando o bebê nasce maior do que o esperado. Por isso, o gabarito é a letra B. Em provas de SUS e saúde da criança, vale guardar essa lógica simples: baixo peso costuma puxar a ideia de restrição de crescimento, prematuridade e más condições maternas, enquanto diabetes gestacional costuma fazer a banca pensar em excesso de peso fetal e outras intercorrências obstétricas.