Dentre as diretrizes do SUS e da RAS, que são operacionalizados na Atenção Básica, a capacidade do serviço de resolver os problemas da população nos diferentes níveis de complexidade da saúde, pode ser considerada como:
- A)Integralidade.
Errada, porque integralidade se refere ao cuidado completo e articulado, não à capacidade de resolver problemas no próprio serviço.
- B)Resolutividade.
Certa, porque resolutividade é justamente a capacidade da Atenção Básica de solucionar a maioria das demandas da população no seu nível de atuação.
- C)Territorialização.
Errada, porque territorialização é a organização do cuidado a partir de um território definido, e não a aptidão resolutiva do serviço.
- D)População Adscrita.
Errada, porque população adscrita é o grupo de pessoas vinculado a uma equipe ou território, não a capacidade de resolver demandas de saúde.
Gabarito: B
A questão cobra uma das características mais importantes da Atenção Básica no SUS: a capacidade de resolver a maior parte dos problemas de saúde da população, sem precisar encaminhar tudo para serviços mais complexos. Em outras palavras, a unidade básica não existe só para “triagem” ou “porta de entrada”, mas para atender, acompanhar e solucionar o que estiver ao seu alcance com qualidade e segurança. Esse atributo recebe o nome de resolutividade. Ele aparece ligado à organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e ao papel da Atenção Básica como ordenadora do cuidado e coordenadora do fluxo do usuário na rede. A ideia é simples: quanto mais o serviço consegue resolver no próprio nível de atenção, melhor funciona a rede como um todo. Já integralidade é outra coisa: significa enxergar a pessoa como um todo e oferecer cuidado completo, articulando ações preventivas, curativas, de reabilitação e promoção da saúde. Parece parecido, mas não é a mesma coisa. Aqui a banca quer a capacidade de resolver problemas, e isso aponta direto para resolutividade. Na prática do SUS, esse entendimento dialoga com a Lei nº 8.080/1990 e com a organização da Atenção Primária no sistema, especialmente após a PNAB, que reforça a Atenção Básica como porta preferencial de entrada e coordenadora do cuidado. Então, quando o enunciado fala em “capacidade do serviço de resolver os problemas da população nos diferentes níveis de complexidade”, pense sem medo: resolutividade.