Para a Estratégia Saúde da Família – ESF, a visita domiciliar é uma tecnologia de interação no cuidado à saúde, sendo de fundamental importância quando adotada pela equipe no conhecimento das condições de vida e saúde das famílias sob sua responsabilidade. São considerados objetivos da visita domiciliar, EXCETO:
- A)Identificar fatores de risco individuais e familiares.
Correta, porque a visita domiciliar permite reconhecer fatores de risco presentes no indivíduo e no contexto familiar.
- B)Auxiliar no controle e prevenção de doenças transmissíveis.
Correta, pois a avaliação no domicílio ajuda na vigilância e no controle de agravos, inclusive doenças transmissíveis.
- C)Estimular a dependência funcional do indivíduo e de sua família.
Errada, porque a visita domiciliar deve promover autonomia, vínculo e cuidado compartilhado, não dependência.
- D)Verificar estrutura e dinâmica familiares com a elaboração de Ecomapa.
Correta, já que a visita favorece a análise da estrutura e dinâmica familiar, podendo usar o ecomapa como instrumento.
Gabarito: C
A visita domiciliar na ESF é uma ferramenta de aproximação com a realidade da família. Ela ajuda a equipe a enxergar o que nem sempre aparece no consultório: condições de moradia, rede de apoio, hábitos, riscos e vulnerabilidades. Na prática, é uma tecnologia leve, mas muito poderosa, porque conecta o cuidado à vida real das pessoas. Entre seus objetivos estão identificar fatores de risco individuais e familiares, apoiar ações de prevenção e controle de doenças transmissíveis e compreender melhor a estrutura e a dinâmica familiar. Por isso, instrumentos como genograma e ecomapa podem ser usados para organizar essas informações e visualizar vínculos e apoios. Tudo isso conversa com a lógica da Atenção Primária e da Estratégia Saúde da Família, que valorizam o cuidado longitudinal, territorial e integral. O ponto-chave da questão é que a visita domiciliar não serve para criar dependência da família em relação à equipe. Pelo contrário, ela deve fortalecer autonomia, vínculo e corresponsabilização, sempre estimulando capacidade de cuidado e não dependência. Assim, a alternativa C está errada porque inverte a finalidade da visita, propondo exatamente o oposto do que se espera no SUS.