As evidências da fase operativa do processo de auditoria servem para validar o trabalho da equipe e devem ser suficientes, adequadas e pertinentes de forma a permitir à equipe obter constatações que fundamentem as suas conclusões, devendo conter determinados requisitos. São considerados requisitos das evidências obtidas na fase operativa, EXCETO:
- A)Validade.
Está certa, porque validade é um dos atributos clássicos exigidos das evidências de auditoria.
- B)Convicção.
Está errada, porque convicção não é requisito formal da evidência, mas uma consequência da análise do conjunto probatório.
- C)Relevância.
Está certa, porque a evidência precisa ser relevante para o objeto auditado e para a conclusão pretendida.
- D)Confiabilidade.
Está certa, porque a confiabilidade é atributo essencial para que a evidência sustente a constatação.
Gabarito: B
Na fase operativa da auditoria, a equipe sai da teoria e vai para a prática: coleta documentos, cruza informações e verifica se o que foi planejado realmente se sustenta. Para que essa apuração tenha valor, as evidências precisam ser válidas, confiáveis, relevantes e suficientes, porque é isso que permite formar constatações firmes e, depois, conclusões bem fundamentadas. Pense assim: evidência de auditoria não é qualquer papel perdido na gaveta. Ela precisa ter ligação com o fato analisado, vir de fonte segura e ser capaz de sustentar o raciocínio da equipe. Em outras palavras, não basta existir, ela precisa convencer tecnicamente, mas convicção é efeito do conjunto das provas, não um requisito formal listado como atributo da evidência. Por isso, o gabarito é a letra B. O que costuma aparecer em manuais e normas de auditoria no SUS, como a lógica adotada pelo Sistema Nacional de Auditoria, é exatamente esse trio clássico: validade, relevância e confiabilidade, além da suficiência. "Convicção" não entra como requisito técnico da evidência, e sim como resultado esperado da análise feita a partir dela. Então, se a questão pedir os requisitos das evidências na fase operativa, você deve pensar nos atributos que qualificam a prova auditável, e não em uma impressão subjetiva da equipe. Auditoria gosta de prova boa, não de chute elegante.