Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a droga abrange toda e qualquer substância não produzida pelo organismo que tenha a propriedade de atuar sobre um ou mais sistemas, produzindo alterações no seu funcionamento. Não são necessariamente maléficas, uma vez que podem até proporcionar benefícios consideráveis quando utilizadas com cautela e sob prescrição médica. Algumas delas, no entanto, são capazes de alterar o funcionamento do sistema nervoso central (SNC); são as chamadas drogas psicotrópicas. Segundo pesquisas realizadas pela OMS, é precoce o uso de drogas pelos adolescentes; por isso, a importância de iniciar as atividades preventivas também precocemente, assim como a necessidade de aprimoramento de programas preventivos. Em relação à prevenção ao uso/abuso de drogas, está correto o que se afirma em, EXCETO:
- A)Tem o propósito de acabar com o uso de drogas pelos adolescentes.
Errada, porque a prevenção não visa acabar totalmente com o uso de drogas pelos adolescentes, mas reduzir riscos, danos e vulnerabilidades.
- B)Busca construir com o adolescente possibilidades de escolhas que diminuam vulnerabilidades.
Certa, pois a prevenção busca ampliar escolhas saudáveis e diminuir vulnerabilidades do adolescente.
- C)Realiza trabalhos com a intenção de assumir a tarefa de intervir na redução dos níveis de vulnerabilidade ao uso nocivo de substâncias psicoativas.
Certa, porque a ação preventiva atua na redução dos níveis de vulnerabilidade ao uso nocivo de substâncias psicoativas.
- D)Oportuniza ao adolescente a construção de seu projeto de vida, encorajando-o ao poder de transformação com a possibilidade de edificar sua plena cidadania.
Certa, já que a prevenção também fortalece autonomia, projeto de vida e cidadania.
Gabarito: A
Quando a banca fala em prevenção ao uso e abuso de drogas, ela está pensando em reduzir riscos, fortalecer escolhas saudáveis e trabalhar fatores de proteção, especialmente entre adolescentes. A ideia não é prometer um mundo mágico sem substâncias, porque isso seria mais um slogan de campanha do que uma política pública séria. O foco real é diminuir vulnerabilidades, ampliar informação, construir projeto de vida e fortalecer a autonomia do jovem. Na lógica da promoção e prevenção em saúde, a educação em saúde e as ações intersetoriais ajudam o adolescente a entender consequências, desenvolver habilidades e resistir a pressões do contexto. Por isso, programas preventivos eficazes não usam uma mensagem de “zerar o problema” a qualquer custo, e sim de intervenção contínua, qualificada e compatível com a realidade do público-alvo. A alternativa A está errada porque a prevenção não tem o propósito de acabar totalmente com o uso de drogas pelos adolescentes. Na prática, a abordagem em saúde pública busca reduzir o uso nocivo, atrasar o início, diminuir danos e vulnerabilidades, e não vender uma meta absoluta e irreal. Isso é coerente com a visão da OMS e com a lógica de promoção da saúde adotada nas políticas brasileiras, inclusive nas ações de prevenção no SUS e na escola. As demais alternativas estão alinhadas com essa perspectiva: falar em escolhas, vulnerabilidades, redução de riscos e construção de cidadania combina com prevenção moderna. Em resumo, prevenção boa não é “caça ao zero absoluto”, é estratégia de proteção, cuidado e fortalecimento do adolescente.