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Saúde Pública e SUS · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Saúde Pública e SUS

Conforme proposto por Paulo Freire, aos trabalhadores da saúde cabe o desafio de contribuir ativamente com seus pacientes na luta pelo direito à saúde. É correto dizer que o filósofo, ao propor que “a saúde não pode ser uma mercadoria”, enxergava-a como:

Gabarito: C

Paulo Freire defendia uma visão crítica da sociedade, em que os direitos sociais não podem ficar reféns do mercado. Quando ele diz que “a saúde não pode ser uma mercadoria”, a ideia central é simples: saúde é direito humano e social, não produto para quem pode pagar mais. Isso dialoga com a Constituição de 1988, que trata a saúde como direito de todos e dever do Estado, e com a lógica do SUS, criado para garantir universalidade, integralidade e equidade. Na prática, isso significa que o acesso à saúde não deve depender de renda, status ou poder de compra. Se a saúde vira mercadoria, a lógica muda: quem tem mais consegue mais, e quem tem menos enfrenta barreiras. Freire critica exatamente essa naturalização da desigualdade, incentivando trabalhadores da saúde e a população a participarem da defesa do direito à saúde. Por isso, a alternativa C está correta ao relacionar saúde com autonomia coletiva e apropriação social do sistema de saúde. A ideia é que a população não seja apenas espectadora, mas participe da luta e da organização do sistema, disputando melhorias e satisfação com o atendimento. Isso conversa bem com o controle social previsto no SUS, por meio de conselhos e conferências de saúde. Resumindo: para Freire, saúde não é item de prateleira, é direito a ser conquistado e defendido coletivamente. Quando a questão fala em luta pelo direito à saúde, ela está apontando para essa visão crítica, cidadã e emancipadora.

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