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Saúde Pública e SUS · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Saúde Pública e SUS

NÃO se trata de um exemplo de infeção sexualmente transmissível de notificação compulsória semanal:

Gabarito: A

A notificação compulsória serve para avisar a vigilância em saúde sobre doenças e agravos que exigem resposta rápida, controle e monitoramento. Ela pode ser imediata ou semanal, conforme a urgência e o risco epidemiológico. Na lista de notificação compulsória semanal do Ministério da Saúde, entram várias IST, como sífilis adquirida, sífilis em gestante, sífilis congênita, hepatites virais e infecção pelo HIV. A ideia aqui é simples: se é IST e está na lista semanal, a equipe de saúde não espera para contar a história depois - comunica dentro do prazo definido. Isso ajuda a rastrear contatos, tratar precocemente e cortar a transmissão. A base normativa está nas listas nacionais de notificação compulsória do Ministério da Saúde, atualizadas por atos normativos do MS, como a Portaria de Consolidação GM/MS nº 4/2017 e suas atualizações. O ponto da questão é que hanseníase não é IST. Ela é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, ligada principalmente à transmissão respiratória e ao contato prolongado, e faz parte do grupo de agravos de notificação compulsória, mas não entra como exemplo de infecção sexualmente transmissível. Então, se a banca pede o que não é exemplo de IST de notificação semanal, você já pode separar o joio do trigo: as demais alternativas são agravos da área sexual e estão na lógica da vigilância semanal; hanseníase segue outro caminho epidemiológico.

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