No Brasil, o enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), conta com o Plano de Ações Estratégicas 2011-2022 do Ministério da Saúde (MS), elaborado por instituições de ensino e pesquisa, diversos ministérios do governo brasileiro, membros de ONGs da área da saúde, entidades médicas, associações de pessoas com doenças crônicas, dentre outros. O objetivo do Plano é promover o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção e o controle de tais doenças, bem como seus fatores de risco, fortalecendo os serviços de saúde voltados às doenças crônicas. São considerados fatores de risco em comum modificáveis, EXCETO:
- A)Tabagismo e álcool.
Errada, porque tabagismo e consumo de álcool são fatores de risco modificáveis para DCNT.
- B)Inatividade física e dieta.
Errada, porque inatividade física e alimentação inadequada são fatores modificáveis e alvo direto de prevenção.
- C)Hereditariedade e idade.
Certa, porque hereditariedade e idade são fatores de risco não modificáveis.
- D)Alimentação não saudável e obesidade.
Errada, porque alimentação não saudável e obesidade são fatores de risco modificáveis e muito associados às DCNT.
Gabarito: C
As Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como hipertensão, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas, têm fatores de risco que o SUS e o Ministério da Saúde tentam atacar antes que virem problema grande. No Plano de Ações Estratégicas 2011-2022, a ideia é atuar principalmente sobre os fatores modificáveis, ou seja, aqueles que podem ser reduzidos com prevenção, educação em saúde e mudança de hábitos. Entre eles estão tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, alimentação inadequada e excesso de peso. É aí que mora a pegadinha da questão: nem todo fator de risco entra no grupo dos modificáveis. Hereditariedade e idade influenciam muito o risco de DCNT, mas não são coisas que você consiga mudar com campanha, remédio ou boa vontade. Você não muda sua carga genética nem rejuvenesce por decreto do SUS, infelizmente. Por isso, a alternativa C está correta como exceção, porque traz fatores de risco não modificáveis. As demais alternativas trazem combinações clássicas de fatores modificáveis, muito cobrados em saúde pública e vigilância em saúde. Esse raciocínio aparece de forma consistente nas diretrizes do Ministério da Saúde para prevenção das DCNT, especialmente no enfoque sobre fatores de risco comportamentais e metabólicos.