Em relação ao envelhecimento da população brasileira e sua saúde, assinale a opção correta.
- A)Para o acolhimento e o atendimento da pessoa idosa, os profissionais de saúde devem conhecer e compreender suas especificidades e a legislação vigente.
Certa, porque o atendimento à pessoa idosa exige conhecimento das suas especificidades e da legislação protetiva, como o Estatuto da Pessoa Idosa e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa.
- B)A depressão é inerente ao processo de envelhecimento.
Errada, porque depressão não é inerente ao envelhecimento e deve ser vista como condição que pode ocorrer em qualquer fase da vida.
- C)É consenso que não é possível haver maior agilidade na percepção de reações inadequadas quanto ao uso de medicamentos ou de outras condutas que possam prejudicar a vida da pessoa idosa.
Errada, porque é possível sim identificar precocemente reações inadequadas a medicamentos e outras condutas, especialmente diante da polifarmácia comum na velhice.
- D)A comunicação com a pessoa idosa é extremamente importante, considerando sua saúde e bem-estar, e envolve somente a fala e a escrita tanto da pessoa idosa, quanto dos profissionais da saúde.
Errada, porque a comunicação com a pessoa idosa não se limita à fala e à escrita, envolvendo também escuta qualificada, expressão não verbal, adaptação da linguagem e outras formas de interação.
- E)A incontinência urinária não está associada com o processo de envelhecimento.
Errada, porque a incontinência urinária pode estar associada ao envelhecimento e, em muitos casos, ao adoecimento e à fragilidade funcional da pessoa idosa.
Gabarito: A
O envelhecimento da população brasileira trouxe uma mudança importante para o SUS: não basta atender a pessoa idosa de forma genérica, é preciso considerar suas particularidades, com olhar integral, humanizado e sem infantilização. A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa e o Estatuto da Pessoa Idosa reforçam esse dever de cuidado qualificado, respeitando autonomia, fragilidade, polifarmácia, risco de quedas, saúde mental e funcionalidade. Na prática, isso significa que a equipe de saúde deve conhecer as especificidades do envelhecimento e também a legislação vigente, para orientar, acolher e proteger melhor esse paciente. A pessoa idosa não é “um adulto qualquer com mais anos”: ela pode ter alterações fisiológicas, doenças crônicas, uso simultâneo de medicamentos e necessidades de comunicação e acompanhamento diferentes. Por isso, a alternativa A está correta. Ela traduz exatamente a lógica da atenção à saúde da pessoa idosa no SUS: atendimento baseado em conhecimento técnico, respeito aos direitos e cuidado adequado à realidade do envelhecimento. Já as demais alternativas trazem generalizações erradas, porque envelhecer não significa, por si só, ter depressão, incontinência urinária ou incapacidade de perceber problemas no tratamento. Em resumo: o envelhecimento exige mais atenção, não menos. E quando a banca fala de pessoa idosa, desconfie de frases absolutas, porque saúde não combina com “sempre”, “nunca” e outros exageros.