Durante uma visita domiciliar a um casal de idosos, uma agente de combate às endemias (ACE) percebeu que um deles apresentava uma tosse insistente. Ciente de suas contribuições para prevenção e controle de doenças e agravos à saúde, ela decidiu questionar o casal sobre as características da tosse e se existiam outros sintomas além dessa manifestação respiratória. Nessa situação hipotética, a ACE deverá orientar o casal a procurar a unidade de saúde e comunicar a equipe de saúde da família caso descubra que o idoso apresenta
- A)tosse por, no mínimo, dez dias.
Errada, porque tosse por no mínimo 10 dias não é o critério clássico de suspeita de tuberculose usado na atenção básica.
- B)tosse associada a febre por mais de dez dias.
Errada, porque febre associada por mais de 10 dias não é o marcador principal para orientar a busca de sintomático respiratório.
- C)tosse há três semanas ou mais.
Certa, porque tosse há três semanas ou mais é o sinal clássico que justifica encaminhamento para avaliação na unidade de saúde.
- D)tosse associada a perda de peso, com ou sem febre, com duração de três meses ou mais.
Errada, porque mistura sintomas possíveis de tuberculose com um prazo excessivo de 3 meses, que não é o parâmetro de suspeição inicial.
- E)tosse associada a febre e dor abdominal por mais de três semanas.
Errada, porque febre e dor abdominal não formam o critério típico de investigação de tuberculose respiratória nessa situação.
Gabarito: C
A questão trata da busca ativa de sintomáticos respiratórios, uma ação clássica da vigilância epidemiológica dentro da atenção básica. A ideia é simples: em visitas domiciliares, a ACE não fica só “conferindo a casa”, mas também ajuda a identificar sinais de alerta para doenças de interesse em saúde pública, especialmente tuberculose. Na prática, o principal critério de suspeita é tosse por 3 semanas ou mais. Esse é o marcador tradicional usado para orientar o encaminhamento do caso à unidade de saúde e para avisar a equipe da Estratégia Saúde da Família, permitindo investigação e início rápido das medidas de controle. A lógica é impedir que o doente continue transmitindo e atrasar o mínimo possível o diagnóstico. Por isso, o gabarito é a letra C. Em tuberculose pulmonar, a tosse persistente por três semanas ou mais já acende o alerta, mesmo que outros sintomas ainda não estejam muito claros. Febre, perda de peso, sudorese noturna e escarro podem aparecer, mas não são exigidos todos juntos para a suspeita inicial. Esse raciocínio é compatível com as diretrizes do Ministério da Saúde para controle da tuberculose e com a atuação da equipe de atenção básica e vigilância em saúde no território. Em prova, sempre desconfie das alternativas que inventam combinação exagerada de sintomas ou prazo maior do que o padrão clássico.