Em ações de vigilância à saúde, o agente se depara com suspeitas de verminoses em várias famílias. Assinale a alternativa que descreve uma conduta apropriada:
- A)Priorizar abordagens educativas que enfatizem a automedicação com antiparasitários de amplo espectro, reduzindo a necessidade de exames clínicos.
Errada, porque incentiva automedicação e até tenta reduzir a necessidade de exames, o que contraria a segurança do paciente e a atuação responsável da vigilância.
- B)Registrar apenas os casos confirmados laboratorialmente, deixando de monitorar aqueles em avaliação.
Errada, porque a vigilância não deve registrar apenas casos confirmados; suspeitas e casos em avaliação também precisam ser acompanhados.
- C)Direcionar os usuários a cuidados paliativos imediatos, priorizando a automedicação em cada residência.
Errada, porque cuidados paliativos não são a conduta para suspeita de verminose e a automedicação em casa é inadequada e arriscada.
- D)Orientar as famílias quanto à coleta de exames e encaminhá-las ao serviço de saúde para avaliação clínica e implementação das medidas sanitárias.
Certa, porque orienta a coleta de exames e encaminha para avaliação clínica, permitindo diagnóstico correto e medidas sanitárias adequadas.
Gabarito: D
Na vigilância em saúde, o papel do agente não é “receitar por conta própria”, mas observar sinais, orientar a população, identificar riscos e encaminhar corretamente os casos suspeitos para avaliação no serviço de saúde. Quando aparecem suspeitas de verminoses em várias famílias, a resposta certa é agir com organização, cuidado e informação, não no improviso. Afinal, verminose não se resolve no chute, nem com o famoso “toma esse remédio e vê se melhora”. A conduta adequada envolve orientar a coleta de exames, como exame parasitológico de fezes, e encaminhar os usuários para avaliação clínica. Isso permite confirmar o diagnóstico, definir o tratamento correto e adotar medidas sanitárias e educativas para evitar novos casos, como higiene das mãos, cuidado com água e alimentos e melhorias no saneamento. A alternativa D está correta porque une duas frentes essenciais da vigilância: assistência e prevenção. O agente orienta a família, facilita o acesso ao diagnóstico e contribui para medidas de controle no território. Isso está alinhado com a lógica do SUS de integralidade, vigilância em saúde e atuação articulada com a rede de atenção. As demais alternativas erram ao incentivar automedicação, ignorar casos em investigação ou trocar cuidado em saúde por conduta inadequada. Em saúde pública, suspeita não é sinônimo de “deixa pra lá”, e sim de ação responsável e monitoramento.