O coveiro lida com diferentes tipos de covas, desde as mais simples até jazigos com estrutura de concreto ou mármore. Assinale a alternativa CORRETA que exemplifica um cuidado relevante no tratamento dessas variações:
- A)Utilizar a mesma profundidade em todos os modelos, independentemente do tipo de solo ou da dimensão do caixão.
Errada, porque a profundidade não pode ser padronizada para todos os casos, já que depende do tipo de solo, da estrutura da sepultura e do caixão.
- B)Optar por revestimentos metálicos em covas rasas, pois isso acelera o processo de decomposição sem precisar de drenagem.
Errada, porque revestimento metálico em cova rasa não é uma solução geral e a decomposição e a drenagem seguem critérios técnicos, não esse atalho.
- C)Perfurar buracos adicionais para eliminar odores, ainda que não haja necessidade, pois a ventilação natural substitui a vedação.
Errada, porque perfurar a cova sem necessidade não substitui vedação nem resolve odores de forma sanitariamente adequada.
- D)Ajustar a escavação, a largura e a profundidade conforme o padrão de sepultura previsto e assegurar firmeza para evitar desmoronamentos.
Certa, porque a escavação deve ser ajustada ao padrão da sepultura e o terreno precisa ficar firme para evitar desmoronamento e outros riscos.
Gabarito: D
Quando o assunto é sepultura e atividade cemiterial, não existe receita única de bolo: o coveiro precisa adaptar a escavação ao tipo de cova, ao solo, ao padrão da sepultura e às condições de segurança. Em uma cova simples, em um jazigo de concreto ou em estrutura de mármore, a lógica muda porque também mudam a estabilidade, a profundidade útil e o risco de desmoronamento. Na prática, isso significa observar medidas, largura, profundidade e firmeza da escavação antes do sepultamento. Se o terreno é mais solto ou a estrutura é mais pesada, o cuidado precisa ser maior. Afinal, ninguém quer uma sepultura que ceda na hora errada - nem no cemitério, nem na prova. A alternativa D está correta porque descreve exatamente esse cuidado técnico: ajustar a escavação conforme o padrão de sepultura previsto e garantir firmeza para evitar acidentes e desmoronamentos. Isso conversa com a lógica sanitária e operacional dos serviços funerários e cemiteriais, que exigem segurança, organização e respeito às condições do solo e da estrutura. As demais alternativas erram porque tratam todos os sepultamentos como se fossem iguais ou sugerem práticas sem sentido sanitário, como ignorar a profundidade adequada, usar material indevido ou perfurar a cova sem necessidade. Em tema de saúde pública, improviso vira risco.