Fraturas são descontinuidades ósseas, comuns em eventos traumáticos. Em radiografias de ossos longos, fraturas são identificadas como um traço radiotransparente, que interrompe a linha cortical, mais radiopaca. Uma fratura é considerada completa quando rompe o tecido esponjoso e as duas zonas corticais, dividindo o osso em duas ou mais partes. Quando apenas parte da cortical se rompe, ocorre um caso típico de fratura incompleta. Sobre a fratura de Jones, pode-se afirmar que:
- A)é considerada uma fratura em “galho verde”, por fragmentar o osso sem descontinuidade completa
Errada, porque fratura em galho verde é uma fratura incompleta e deformante, não a fratura de Jones.
- B)comprime os maléolos laterais e mediais do tornozelo e, por isso, é chamada de talocrural
Errada, porque a fratura de Jones não recebe o nome de talocrural nem comprime maléolos do tornozelo.
- C)atinge a junta ósseo-neural do esqueleto superior, expressão que forma o acrônimo
Errada, porque essa descrição não corresponde a nenhuma definição anatômica usada para a fratura de Jones.
- D)ocorre no terço proximal do quinto metatarso, também chamada de fratura epônima
Certa, porque a fratura de Jones ocorre na porção proximal do quinto metatarso e é uma fratura epônima.
Gabarito: D
A fratura de Jones é uma lesão clássica do pé, muito cobrada em prova porque adora confundir com outras fraturas do quinto metatarso. Ela acontece na base do quinto metatarso, mais especificamente na região proximal da diáfise, na transição metafisodiafisária, e costuma ter dificuldade de consolidação por causa da irrigação local menos favorável. Por isso, não é qualquer fratura do quinto dedo do pé: é uma fratura bem localizada e com nome próprio. Em radiologia, a ideia principal é localizar bem o osso e o ponto da ruptura. A Jones não é fratura em galho verde, porque essa é uma fratura incompleta, típica de osso mais flexível, em que há deformação e ruptura parcial da cortical. Aqui, o padrão cobrado é outro: uma fratura epônima, isto é, uma lesão que leva o nome de quem a descreveu. A alternativa correta é a D porque a fratura de Jones ocorre no terço proximal do quinto metatarso e é conhecida justamente por esse epônimo. Em provas, o detalhe mais importante é não confundir com fraturas da tuberosidade da base do quinto metatarso, que são outras lesões da mesma região, mas não são a Jones clássica. Resumo de prova: se a questão falar em quinto metatarso, região proximal e nome próprio, pense em Jones. Se falar em descontinuidade parcial da cortical, pense em fratura incompleta, como galho verde. É a banca tentando misturar vizinhos de bairro para ver se você sai do mapa.