A adequada descrição do grau da lesão conforme a classificação AAST de trauma esplênico encontra-se na alternativa:
- A)hematoma intraparenquimatoso inferior a 5 cm de diâmetro - Grau 2
Correta: hematoma intraparenquimatoso menor que 5 cm é classificado como grau 2 na AAST.
- B)hematoma intraparenquimatoso superior a 5 cm - Grau 4
Errada: hematoma intraparenquimatoso maior que 5 cm não é grau 4, e sim lesão de grau inferior a esse valor.
- C)hematoma subcapsular de 10 a 50 % - Grau 1
Errada: hematoma subcapsular entre 10% e 50% da superfície esplênica corresponde a grau 2, não grau 1.
- D)laceração capsular inferior a 1 cm - Grau 2
Errada: laceração capsular menor que 1 cm não é grau 2; lesões superficiais assim ficam em grau mais baixo.
Gabarito: A
A classificação AAST do trauma esplênico separa as lesões em graus de acordo com o tamanho do hematoma e a profundidade da laceração. O objetivo é padronizar a gravidade do dano no baço, que é um órgão muito vascularizado e, por isso, merece atenção especial no trauma abdominal. No grau 2, entram exatamente os hematomas intraparenquimatosos com menos de 5 cm de diâmetro e também algumas lacerações mais discretas. Já os hematomas maiores, as lacerações mais profundas e a lesão de vasos importantes vão elevando o grau. Ou seja, aqui o detalhe do número faz toda a diferença, porque a banca adora trocar um corte pequeno por um quadro bem mais grave. Por isso, a alternativa A está correta: hematoma intraparenquimatoso inferior a 5 cm corresponde ao grau 2 pela classificação AAST. Esse é o padrão consagrado na literatura de trauma e usado na prática radiológica para orientar conduta e prognóstico.