Assinale a opção que descreve corretamente o papel da imagem ponderada por difusão (DWI) na detecção de alterações isquêmicas cerebrais.
- A)A DWI utiliza um novo contraste de tecido por RM que permite detectar alterações isquêmicas minutos após o AVC, mostrando áreas de infarto agudo como sinais brilhantes.
Correta, porque a DWI detecta restrição à difusão muito cedo no AVC isquêmico agudo, com hiperintensidade típica nas áreas infartadas.
- B)A DWI detecta alterações isquêmicas apenas após 24 horas do início dos sintomas, utilizando gradientes que identificam exclusivamente alterações de spin nuclear.
Errada, porque a DWI não espera 24 horas para mostrar isquemia e não se baseia em "alterações de spin nuclear" como descrição exclusiva.
- C)A DWI é utilizada para medir o fluxo sanguíneo cerebral diretamente, identificando áreas de perfusão inadequada como regiões de sinal escuro.
Errada, porque medir perfusão cerebral diretamente é função de técnicas de perfusão, não da DWI, que avalia principalmente difusão de água.
- D)A DWI não consegue diferenciar entre lesões isquêmicas novas e antigas, devido à sobreposição de sinais em todas as áreas afetadas.
Errada, porque a DWI ajuda justamente a diferenciar lesões isquêmicas agudas de lesões antigas, especialmente na fase inicial do AVC.
Gabarito: A
A imagem ponderada por difusão, ou DWI, é uma das maiores aliadas na suspeita de AVC isquêmico agudo, porque consegue detectar alterações muito cedo, muitas vezes em poucos minutos após o evento. Isso acontece porque o tecido isquêmico perde a capacidade normal de movimentação das moléculas de água, e essa mudança aparece de forma característica na ressonância. Na prática, a área de infarto agudo costuma ficar com sinal alto na DWI, o famoso "brilho" que chama atenção na tela. Esse achado é tão útil que, na urgência, ajuda a diferenciar lesão recente de outras condições e orienta conduta rapidamente. Em geral, quanto mais precoce a alteração, maior o valor da técnica para o diagnóstico. A banca acertou ao dizer que a DWI detecta alterações isquêmicas minutos após o AVC e mostra o infarto agudo como sinal brilhante. A lógica é simples: onde a água não consegue se mover direito, a difusão fica restrita, e a imagem evidencia isso. É o tipo de exame que parece ter pressa, e no AVC isso faz toda a diferença. Como fundamento técnico, isso decorre do princípio físico da ressonância magnética por difusão, amplamente descrito na literatura radiológica e usado de rotina nos protocolos de AVC agudo, por sua alta sensibilidade para isquemia precoce.