O pitch na tomografia é definido como:
- A)Razão entre a quantidade de canais do tomógrafo e a espessura do colimador.
Errada: isso mistura ideias de colimação e canais do equipamento, mas não define pitch.
- B)Variação da corrente de radiação de acordo com a posição do tubo em relação à mesa.
Errada: variação da corrente do tubo tem relação com modulação de dose, não com pitch.
- C)Incremento de rotação dividido pelo tempo total do exame.
Errada: pitch não é calculado pelo tempo total do exame, e sim pelo avanço da mesa na rotação.
- D)Distância percorrida pela mesa durante um giro de 360º dividido pela colimação do feixe de raios X.
Certa: essa é a definição clássica de pitch na tomografia helicoidal.
Gabarito: D
O pitch é um conceito clássico da tomografia helicoidal e indica o quanto a mesa avança durante uma volta completa de 360° do tubo. Em outras palavras, ele relaciona o deslocamento da mesa com a colimação do feixe de raios X. Parece detalhe técnico, mas ele muda bastante a qualidade da imagem e a velocidade do exame. Na prática, quanto maior o pitch, mais rápido a mesa anda em relação à largura do feixe, o que tende a reduzir tempo de exame, mas pode impactar a resolução e a dose dependendo do protocolo. Quando o pitch é menor, há mais sobreposição de dados, o que pode melhorar a qualidade em alguns cenários, mas também torna o exame mais lento. Por isso, o gabarito é a alternativa D: pitch é a distância percorrida pela mesa durante um giro de 360º dividida pela colimação do feixe de raios X. Essa é a definição usada na tomografia helicoidal e é o padrão cobrado em prova. Não é sobre corrente, nem sobre tempo total do exame, nem sobre canais do tomógrafo.