Qual é a posição correta para realizar uma radiografia (RX) do perfil da escápula em um paciente ortostático em posição anteroposterior (PA) ou dorsoventral (DV)?
- A)Corpo reto, braço estendido para cima em posição neutra.
Errada, porque corpo reto não promove a obliquidade necessária para evidenciar bem o perfil da escápula.
- B)Corpo obliquado à 90º, braço estendido para cima em posição neutra.
Errada, porque 90º é uma rotação excessiva e não corresponde ao posicionamento clássico para esse exame.
- C)Corpo obliquado à 45º, braço estendido em posição neutra.
Certa, pois o perfil da escápula em paciente ortostático é feito com o corpo obliquado em torno de 45º e braço em posição neutra.
- D)Corpo reto, braço estendido para baixo em posição neutra.
Errada, porque corpo reto com braço para baixo não afasta a escápula da sobreposição do tórax de forma adequada.
- E)Corpo obliquado à 60º, braço flexionado em posição neutra.
Errada, porque 60º e braço flexionado não representam o posicionamento padrão cobrado para esse perfil.
Gabarito: C
Para avaliar o perfil da escápula, o objetivo é deixar a escápula o mais afastada possível do tórax, para que o contorno dela apareça bem definido na radiografia. Em paciente ortostático, isso costuma ser feito com o corpo em obliquidade, não totalmente de frente nem totalmente de lado, porque a rotação ajuda a “descolar” a escápula da grade costal. Na projeção em PA ou DV do perfil da escápula, a posição clássica é com o corpo obliquado em cerca de 45 graus e o braço em posição neutra, geralmente relaxado ao lado do corpo. Esse pequeno giro é o detalhe que faz a imagem ficar útil para estudo anatômico e para pesquisa de fraturas, luxações ou outras alterações da escápula. Por isso, o gabarito é a letra C. A alternativa descreve exatamente o posicionamento mais cobrado: obliquidade de 45º e braço estendido em posição neutra. Se você pensar em exame de radiologia, aqui a lógica é sempre a mesma: mudar levemente o corpo para tirar a sobreposição de estruturas e melhorar a visualização do osso-alvo. Como fundamento técnico, isso segue o princípio radiográfico de posicionamento para reduzir superposição anatômica e melhorar a definição da estrutura de interesse, conforme a prática padronizada em radiologia diagnóstica. Não há, aqui, uma discussão legal ou jurisprudencial específica, porque é conteúdo de técnica radiológica e anatomia aplicada.