Quanto às doenças degenerativas do tórax, pode-se afirmar:
- A)DPOC é a principal delas, sendo o tabagismo o maior responsável pelo enfisema.
Correta: a DPOC é a principal doença degenerativa torácica cobrada em provas, e o tabagismo é o maior fator associado ao enfisema.
- B)TC de tórax com acometimento do interstício periférico e gradiente ápico-basal, com predomínio de vidro fosco sugere PIU e com predomínio de faveolamento sugere PINE.
Errada: a descrição inverte os padrões, porque a UIP tende a faveolamento e predomínio subpleural/basal, enquanto a NSIP costuma ter mais vidro fosco.
- C)Frente a um padrão tomográfico de PIU, as colagenoses podem ser descartadas.
Errada: o padrão tomográfico de UIP não afasta colagenoses, que podem se manifestar exatamente com esse padrão.
- D)Na Pneumonite por Hipersensibilidade Fibrótica, predominam alterações nos terços médios e inferiores dos pulmões.
Errada: a pneumonite por hipersensibilidade fibrótica não costuma predominar nos terços médios e inferiores, sendo mais comum padrão com distribuição diferente e aprisionamento aéreo.
Gabarito: A
Quando a prova fala em doenças degenerativas do tórax, ela está mirando principalmente a DPOC, que engloba enfisema e bronquite crônica. Na prática, é a campeã de frequência nesse grupo e o tabagismo segue como o grande vilão, especialmente no enfisema, por destruir septos alveolares e aumentar os espaços aéreos. Não tem muito mistério: pulmão exposto por anos à fumaça tende a perder elasticidade e virar um território de aprisionamento aéreo. Por isso, a alternativa A está correta. Ela resume bem o conceito clássico de DPOC como a principal doença degenerativa torácica cobrada em prova, com o cigarro como principal fator relacionado ao enfisema. Em questões de imagem, isso costuma aparecer com hiperinsuflação, achatamento das cúpulas diafragmáticas e rarefação vascular periférica. As demais alternativas misturam padrões tomográficos de doenças intersticiais. Na fibrose pulmonar usual, o esperado é predomínio basal e subpleural, com reticulação e faveolamento, enquanto o vidro fosco isolado costuma pesar mais para outros padrões, como a pneumonia intersticial não específica. Além disso, um padrão de UIP não exclui colagenoses, porque doenças autoimunes podem sim produzir essa apresentação. Já a pneumonite por hipersensibilidade fibrosante costuma ter distribuição mais heterogênea, frequentemente com acometimento de lobos superiores ou médios e sinais de aprisionamento aéreo, então não combina com predomínio clássico em terços médios e inferiores. Em resumo: quando a banca mistura padrão tomográfico com diagnóstico, vale lembrar que localização, vidro fosco, faveolamento e aprisionamento aéreo são peças do mesmo quebra-cabeça, mas não podem ser trocadas de lugar.