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Radiologia e Diagnóstico por Imagem · Gama Consult · 2025

Questão comentada de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Na avaliação por tomografia computadorizada (TC) de um paciente com quadro clínico sugestivo de abdome agudo não traumático, a otimização do protocolo de aquisição é fundamental para o diagnóstico etiológico. Em relação a esse protocolo, assinale a conduta técnica mais apropriada:

Gabarito: C

Na tomografia do abdome agudo não traumático, o objetivo principal é aumentar a chance de achar a causa da dor sem transformar o exame em um “show de fases” desnecessário. Em geral, a fase sem contraste ajuda a identificar sangue, cálculos e algumas calcificações; depois, o contraste intravenoso melhora muito a avaliação de inflamação, isquemia, perfuração, abscessos e alterações vasculares associadas. O ponto central é que o protocolo precisa ser racional: não basta “jogar contraste” e pronto. A dose e a velocidade de injeção devem ser ajustadas ao peso do paciente e ao objetivo do exame, porque isso melhora a opacificação e a qualidade diagnóstica. Em abdome agudo, a fase portal costuma ser a mais útil para a maior parte das causas não traumáticas, e a fase de equilíbrio pode complementar quando há necessidade de melhor caracterização de lesões ou processos inflamatórios. Por isso o gabarito é a alternativa C. Ela descreve um protocolo técnico coerente: imagem sem contraste, contraste iodado intravenoso com ajuste de volume e fluxo ao peso do paciente, e aquisição nas fases portal e de equilíbrio. Esse é o tipo de estratégia que realmente ajuda na investigação etiológica do abdome agudo, sem desperdício de dose nem de contraste. Como base doutrinária, isso está alinhado com recomendações usuais de protocolos em TC abdominal, em que a fase portal é a principal para a maioria dos quadros agudos não traumáticos, reservando fases adicionais conforme a suspeita clínica.

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