Considerando o estudo radiográfico do tórax, assinale a alternativa incorreta.
- A)A distância foco-anteparo deve ser de 1,80 m (no mínimo de 1,50 m) para evitar a distorção da imagem cardíaca.
Certa: a maior distância foco-anteparo reduz a magnificação do coração e diminui distorções na radiografia de tórax.
- B)Na incidência posteroanterior (PA), o contraste radiográfico será satisfatório quando a trama vascular pulmonar estiver visível até cerca de 3 cm da periferia dos pulmões e os vasos pulmonares retrocardíacos (base esquerda) não estiverem visíveis.
Errada: o critério de contraste na PA foi descrito de forma inadequada, pois a avaliação da qualidade do tórax não segue essa regra como parâmetro correto.
- C)O decúbito lateral (direito ou esquerdo) em anteroposterior (AP) com raios horizontais é utilizado complementarmente no estudo radiográfico do tórax na pesquisa de derrame pleural.
Certa: o decúbito lateral com raio horizontal é usado como complemento na pesquisa de derrame pleural, inclusive para pequenos volumes.
- D)A incidência apicolordótica em anteroposterior (AP) – incidência de Fleischner – é utilizada como complementar no estudo do ápice dos pulmões, do lobo pulmonar médio e dos segmentos lingulares (língula) em anteroposterior.
Certa: a incidência apicolordótica, também chamada de Fleischner, é útil para avaliar ápices pulmonares e estruturas que podem ficar sobrepostas na rotina.
Gabarito: B
No estudo radiográfico do tórax, a ideia principal é padronizar a técnica para que a imagem fique confiável: coração sem aumento artificial, pulmões bem expandidos e detalhes vasculares visíveis na medida certa. Por isso, a distância foco-anteparo costuma ser maior, em geral 1,80 m, para reduzir a magnificação da silhueta cardíaca e melhorar a leitura do exame. Na incidência PA, o padrão de qualidade inclui boa penetração e contraste suficiente para enxergar a trama vascular até perto da periferia pulmonar, mas sem exagero de definição a ponto de tornar os vasos da base esquerda atrás do coração totalmente visíveis como regra. Para derrame pleural, o decúbito lateral com raio horizontal é um clássico complementar, porque o líquido se desloca e denuncia pequenos volumes. Já a incidência apicolordótica ajuda a abrir os ápices e regiões que podem ficar escondidas na rotina. A alternativa B é a incorreta porque descreve de forma inadequada o critério de contraste na PA, já que a leitura do tórax não exige essa combinação exata de visibilidade periférica e ausência de vasos retrocardíacos como regra de normalidade.