O tipo de detector em que o pulso de saída tem igual amplitude, independentemente do número de íons iniciais, não sendo capaz de discriminar energias, é a(o)
- A)câmara de ionização.
Errada, porque a câmara de ionização gera sinal proporcional à ionização produzida e é usada para medidas quantitativas, não para pulso padronizado sem discriminação de energia.
- B)cintilador.
Errada, porque o cintilador pode converter a energia da radiação em luz em quantidade variável, permitindo melhor análise do espectro do que um detector tipo contagem simples.
- C)gama câmara.
Errada, porque a gama câmara usa cristal cintilador e eletrônica de formação de imagem, não sendo o detector clássico de pulso igual para qualquer ionização inicial.
- D)Geiger-Müller.
Certa, porque o detector Geiger-Müller produz pulsos de saída com amplitude praticamente constante e não discrimina energias.
- E)semicondutor.
Errada, porque detectores semicondutores têm resposta proporcional à energia depositada, sendo justamente bons para discriminar energias.
Gabarito: D
Na dosimetria e na radiobiologia, os detectores de radiação se diferenciam muito pelo tipo de resposta que entregam ao sistema de leitura. Alguns medem a quantidade de radiação com boa proporcionalidade, outros conseguem até separar energias, e há os que funcionam mais no estilo "detectou, avisou". É aí que entra o detector Geiger-Müller, que é famoso por ser simples e útil para contagem, mas não para análise fina de energia. No tubo Geiger-Müller, a radiação ionizante produz uma avalanche de ionização tão intensa que o pulso de saída fica praticamente com a mesma amplitude, independentemente de quantos íons iniciais foram gerados. Em outras palavras: chegou radiação suficiente para disparar o tubo, a resposta elétrica será quase padronizada. Isso impede que o detector diferencie energias, porque ele não consegue "medir a força" do evento, apenas registrar que o evento aconteceu. Por isso, o gabarito é a letra D. O Geiger-Müller é excelente para contagem de radiação e levantamento de presença/ausência, mas não serve para espectrometria energética. Já os detectores proporcionais e semicondutores, por exemplo, conseguem variar a altura do pulso conforme a energia depositada, o que os torna mais úteis quando a pergunta é discriminação de energias. Em provas, a banca gosta dessa troca clássica: câmara de ionização para medida mais estável e proporcional em dose/exposição, cintilador e semicondutor para melhor informação espectral, e Geiger-Müller para resposta padronizada. Se a questão fala em pulso de igual amplitude e incapacidade de discriminar energias, pode acender a luz amarela sem medo: é o detector de Geiger-Müller.