Paciente de 42 anos realizou mamografia e RM para rastreamento de câncer de mama. Em relação ao rastreamento de câncer de mama, assinale a afirmativa correta.
- A)A RM deve ser usada como método de rastreamento populacional para todas as mulheres entre 40 e 75 anos, independentemente do risco individual.
Errada: a RM não é método de rastreamento populacional para todas as mulheres, pois é indicada apenas para grupos de maior risco.
- B)A sensibilidade da RM para o diagnóstico de câncer de mama é inferior à da mamografia, especialmente em pacientes com mamas densas.
Errada: a RM tem sensibilidade superior à mamografia, especialmente em mamas densas.
- C)Mulheres tratadas com mastectomia devem realizar mamografia apenas da mama mastectomizada, com início um ano após o término do tratamento.
Errada: após mastectomia, o seguimento não é feito com mamografia da mama removida; a conduta depende do tipo de cirurgia e do tecido remanescente.
- D)A RM não é capaz de detectar carcinomas invasivos em estágio inicial, especialmente aqueles com axila negativa.
Errada: a RM detecta bem carcinomas invasivos, inclusive em estágios iniciais, sendo muito útil para lesões pequenas e ocultas na mamografia.
- E)As principais indicações para rastreamento com RM incluem mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2, histórico de radioterapia torácica na juventude e mamas densas.
Certa: mutações BRCA1/BRCA2, radioterapia torácica precoce e mamas densas estão entre as principais indicações de rastreamento com RM.
Gabarito: E
No rastreamento do câncer de mama, a mamografia continua sendo o exame de base para a maioria das mulheres. A ressonância magnética (RM) entra como aliada quando o risco é alto ou quando a mama é tão densa que a mamografia perde sensibilidade, porque tecido glandular e lesões podem ficar mais difíceis de enxergar na mamografia tradicional. Por isso, a RM não é exame de rastreamento para toda a população. Ela é reservada para cenários bem selecionados, principalmente mulheres com mutações de alto risco, como BRCA1 e BRCA2, familiares de primeiro grau de portadoras, história de irradiação torácica na juventude e algumas situações de risco intermediário/alto com mamas densas, conforme protocolos de sociedades como ACR, NCCN e diretrizes de mastologia. A ideia central é simples: mamografia para rastreio geral, RM para quem realmente tem maior chance de câncer ou para quem a mamografia pode falhar mais. A RM tem alta sensibilidade, especialmente em mamas densas e tumores pequenos, então ela costuma ser a “espiã eficiente” do rastreamento - não é para todos, mas quando entra em cena faz diferença. Assim, a alternativa correta é a que lista as principais indicações de rastreamento com RM: mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2, histórico de radioterapia torácica na juventude e mamas densas.