No contexto de radiologia e radioterapia, o radiologista utiliza determinados dispositivos para monitorar a quantidade de radiação à qual está exposto durante os procedimentos. Um dispositivo utilizado para medir essa exposição de forma precisa é
- A)o filme radiográfico.
Errada: o filme radiográfico pode registrar radiação, mas não é o método padrão preciso para monitorar dose ocupacional do profissional.
- B)o dosímetro termoluminescente (TLD).
Certa: o dosímetro termoluminescente (TLD) é um dispositivo de dosimetria pessoal preciso para medir a exposição à radiação.
- C)o detector Geiger-Müller (GM).
Errada: o detector Geiger-Mueller detecta radiação, mas não é o melhor recurso para medir dose pessoal acumulada com precisão.
- D)o detector de cintilação.
Errada: o detector de cintilação é muito sensível para detecção e contagem, mas não é o dispositivo típico de monitoramento pessoal preciso.
- E)a câmara de ionização.
Errada: a câmara de ionização é excelente para medidas físicas e calibração, mas não é o principal dispositivo pessoal usado para registrar dose ocupacional.
Gabarito: B
Na rotina de radiologia e radioterapia, quem trabalha com radiação precisa acompanhar a dose recebida, porque o corpo não gosta de “surpresas” radioativas. Para isso, existem dosímetros pessoais, que ficam junto ao profissional e registram a exposição ao longo do tempo. O dosímetro termoluminescente (TLD) é um dos mais usados para essa finalidade. Ele armazena a energia da radiação e, depois, quando aquecido em laboratório, emite luz proporcional à dose recebida. Ou seja: é um método preciso, confiável e clássico para monitoramento ocupacional. Por isso, o gabarito é a letra B. A ideia da questão é justamente separar dispositivos de detecção geral de radiação daqueles usados para dosimetria pessoal. O TLD mede a exposição acumulada com boa precisão, o que o torna ideal para controle de dose em profissionais expostos. Na prática, a vigilância da exposição ocupacional segue normas de radioproteção e controle dosimétrico previstas na regulação sanitária e trabalhista aplicável, como as diretrizes da CNEN e da NR-32, sempre com foco em manter a dose o mais baixa possível, dentro do princípio ALARA.