Ao fazer uma radiografia com alto contraste, devemos utilizar o seguinte critério técnico:
- A)menor miliamperagem possível e alta quilovoltagem.
Errada, porque menor mA e alta kV tende a reduzir o contraste, produzindo uma imagem com mais tons de cinza.
- B)alta miliamperagem e baixa quilovoltagem.
Certa, pois a baixa quilovoltagem aumenta o contraste da radiografia e a alta miliamperagem ajuda a manter a densidade da imagem.
- C)tempo de exposição muito longo.
Errada, porque tempo de exposição longo não é o critério para alto contraste e ainda aumenta o risco de borramento por movimento.
- D)miliamperagem e quilovoltagem na mesma intensidade.
Errada, porque usar mA e kV na mesma intensidade não define alto contraste e não representa um ajuste técnico adequado.
- E)tempo de exposição médio.
Errada, porque o tempo de exposição médio não determina o contraste da imagem; o fator decisivo aqui é a quilovoltagem.
Gabarito: B
Quando a ideia é fazer uma radiografia com alto contraste, você quer uma imagem com poucas tonalidades de cinza e maior diferença entre preto e branco. Em radiologia, isso acontece principalmente com a redução da quilovoltagem (kVp), porque ela diminui a penetração do feixe e reduz a escala de cinzas. Já a miliamperagem (mA) está mais ligada à quantidade de fótons e, portanto, à densidade da imagem, e não ao contraste em si. Por isso, em provas, não confunda: kVp mexe bastante no contraste; mA mexe mais na quantidade de radiação e no escurecimento da imagem. Assim, o critério técnico para uma radiografia de alto contraste é usar baixa quilovoltagem. A alternativa B está correta porque combina baixa kV com alta mA, que ajuda a manter a densidade da imagem sem aumentar o contraste por si só. Em linguagem de prova: alto contraste = escala curta de cinzas = baixa kVp. É a típica relação cobrada pela banca, sem truque oculto, só a física da imagem chamando atenção.